Coleção pessoal de testeteste123

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Nos auges dos meus 30 anos,
depois de tantas camadas que a vida me vestiu e despiu,
não imaginei que, numa sexta qualquer,
eu estaria assim… sonhando acordada.

Sonhando simples.
Sonhando manso.

Sonhando viver às margens do São Francisco,
com o tempo desacelerado,
o coração em paz
e você ao meu lado.

Um café quente nas mãos,
o vento leve tocando a alma,
e o amor
sem pressa, sem ruído
apenas sendo.

Porque, no fim,
de tudo que a vida constrói e desconstrói,
é nesse quase nada
que mora o tudo.

Janiele Gomes

Existem dias em que parece que o mundo está contra você.

Decifre-me, então…


Mas não com pressa, nem com olhos apressados de quem só deseja o óbvio.
Há em mim caminhos que não se mostram à primeira vista, e talvez seja justamente aí que mora o que te inquieta.


Você me chamou de linda e misteriosa…
mas mistério não se revela a quem apenas observa
se entrega a quem ousa sentir.


Descubra-me nos detalhes que não anuncio.
No silêncio entre uma palavra e outra.
No jeito que recuo… não por falta,
mas por querer ser encontrada com intenção.


Há partes de mim que não se explicam
se percebem.
E outras que só existem quando alguém tem coragem de permanecer.


Se quiser me decifrar, venha sem atalhos.
Sem fórmulas prontas.
Sem medo de se perder um pouco no caminho.


Porque eu não sou um enigma para ser resolvido…
sou uma experiência para ser vivida.


E talvez, no fim,
você descubra que o mistério não está só em mim
mas no que eu desperto em você.

Espiritualidade, assim como a falta dela, é um caminho extremamente individual. Cada pessoa tem o seu, e não adianta tentar se encaixar onde não é compatível com a sua energia. Porém, se o livro no qual a maioria das pessoas se baseiasse fosse a bíblia satânica, só pelas onze leis, estaríamos em um mundo muito melhor, mais justo e menos adoecido do que o que estamos hoje.
Dizem que satanistas são malignos, mas ao comparar o livro do LaVey, que apesar de não ser nem mesmo teísta, mas sim filosófico, com qualquer um dos livros "sagrados" das religiões abraâmicas, fica muito nítido onde se encontra, de fato, a maldade, assim como onde há liberdade, justiça e valores que poderiam nos salvar de nós mesmos enquanto seres humanos, inclusive melhorando absurdamente a saúde mental coletiva, ao nos aceitar em nossa própria natureza.
Por mais Satan, e menos Iavé. Por mais rebeldia, e menos obediência cega. Por mais questionamento, e menos verdades absolutas. Por mais consciência, e menos julgamento. Por mais conhecimento, e menos ignorância. Por mais autoconhecimento, e menos negação de si mesmo. Por mais prazer, vida, felicidade, e menos sofrimento. Por mais aprendizado, e menos culpa. Por mais liberdade, e menos auto aprisionamento. Por mais justiça, e menos atrocidades "divinas" de um "deus" louco.
- Marcela Lobato

Frenéticaaprisionafelicidade
Afoita perde
Inerte


Reverte
momento que verte
alegria em prazer.

Ser essencialMente
Sente


Ter sóMente
Tente


Ver finalMente
Gente

Sou choro frouxo
Lágrima escorrida
Ida.


Sou olho de cacimba
Escorrendo a rima
Imã.


Sou soluço solto
Garganta atônita
Tonta.


Sou grito silencioso
Estampado espantado
Alado.

⁠Fazer “Textão” apequenado para culpar a Vítima deve ser muito mais fácil que clamar por Justiça.


Há uma Covardia muito particular em transformar palavras longas em Pensamento Pequeno.


Nem todo discurso extenso é profundo; às vezes, ele serve apenas para envernizar crueldades antigas com aparência de argumento.


E poucas misérias morais são tão reveladoras quanto aquela que, diante da dor de alguém, escolhe investigar a vítima com mais rigor do que o agressor.


É como se a consciência, incapaz de sustentar o peso da injustiça, preferisse terceirizar a culpa para quem já está ferido.


Culpar a vítima quase sempre é um atalho emocional para poupar estruturas, conveniências e cumplicidades.


Exigir Justiça demanda coragem, lucidez e, acima de tudo, disposição para encarar o desconforto de reconhecer onde realmente mora a violência.


Já culpar quem sofreu permite preservar reputações, proteger interesses e manter intactos certos afetos ideológicos e morais.


É um expediente perverso: condena-se menos o ato injusto e mais a fragilidade de quem não conseguiu escapar dele.


Existe também um narcisismo disfarçado nesse tipo de reação.


Quem culpa a vítima frequentemente se coloca num pedestal imaginário, como se dissesse: “comigo teria sido diferente”.


Nessa fantasia, o sofrimento alheio vira palco para exibição de falsa superioridade, e não oportunidade de empatia.


Mas a vida real não se curva à arrogância dos que analisam tragédias do alto da própria zona de conforto.


Há violências que desabam rápido demais, manipulações que se instalam silenciosamente, contextos que esmagam qualquer simplificação preguiçosa.


A Justiça, por sua vez, começa onde esse conforto acaba.


Ela exige que se olhe para o fato sem romantizar o agressor nem sabatinar a vítima como se o seu comportamento precisasse atingir um padrão irreal de pureza para merecer proteção.


Porque a dignidade humana não é prêmio por perfeição.


Ninguém precisa ser impecável para ter direito de não ser ferido, violado, humilhado ou descartado.


Talvez por isso tanta gente prefira o “Textão” apequenado: ele oferece a ilusão de reflexão sem o custo ético da responsabilidade.


Soa elaborado, parece racional, mas no fundo só repete a velha brutalidade de sempre com mais linhas e menos vergonha.


Clamar por Justiça é muito mais difícil, justamente porque não combina com malabarismo moral.


Pois pede firmeza para nomear a violência, honestidade para não inverter papéis e humanidade para não fazer da dor alheia um tribunal de conveniência.


No fim, textos grandes não engrandecem consciências pequenas.


E toda vez que alguém escolhe culpar a vítima em vez de clamar por Justiça, o que se revela não é criticidade, mas a Miséria Espiritual de quem prefere ferir de novo a reconhecer o verdadeiro culpado.

É, é ser bonito.

Cala palavra


Fala gesto


Move corpo


Torto


Pira palavra


Gesto pára


Corpo sente


Frio


Cada palavra


Gesto fala


Corpo move


Quente




Se eu fosse razão


Não seria emoção


Se eu fosse regra


Não seria surpresa


Se eu fosse eterna


Não seria saudade

A verdadeira amizade prospera na sinceridade, na lealdade e não na conveniência.


Benê Morais
⁠

Há algumas memórias minhas perdidas por aí, minúcias do dia a dia.

Dentro do exilio dos pensamentos,


Vivemos em dois mundos,


Mesmo assim estamos em conflitos,


Estamos tão ocupados que não conseguimos compreender nos mesmos,


Criamos mais conflitos...
No conceito do capitalismo
Perseverança é sombras dos nossos medos

O criador cria dor? Por que criar a dor? Criador, mas por que criou tanta dor?

Novos ciclos nos mostram que até o tempo muda. O tempo todo!

⁠O cuidado da justiça não se confunde com lentidão quando o que se policia é a capitalização da idoneidade do réu.


Há demoras que ferem, desgastam, humilham e fazem da espera uma segunda pena.


Mas há também cautelas que não nascem da morosidade: nascem do dever de impedir que a aparência de integridade vire moeda de blindagem moral.


Nem toda reputação limpa é prova de inocência, assim como nem toda acusação é prova de culpa.


A justiça, quando digna desse nome, não pode se curvar nem ao clamor que condena depressa, nem ao prestígio que absolve por antecedência.


Existe um tipo de distorção muito sofisticada no tribunal social e, por vezes, também no institucional: a transformação da idoneidade em capital simbólico.


Nesse jogo, o réu deixa de ser examinado pelos fatos e passa a ser protegido pela biografia, pelos títulos, pelos vínculos, pela imagem pública cuidadosamente lapidada.


Como se anos de respeitabilidade pudessem revogar a possibilidade de um erro, de uma violência ou de uma perversidade.


Como se o passado socialmente premiado pudesse sequestrar o presente sob investigação.


É aí que o cuidado da justiça se impõe como vigilância ética.


Não para punir a honra, nem para demonizar trajetórias, mas para recusar que elas sejam usadas como escudo automático.


Porque a idoneidade, quando convertida em ativo defensivo antes da prova, deixa de ser virtude e passa a operar como influência.


E toda influência indevida, mesmo revestida de bons modos, corrompe silenciosamente o ideal de igualdade diante da lei.


A pressa é perigosa, a reverência também.


Há réus que não são poupados por falta de provas contra eles, mas pelo excesso de símbolos a favor.


E isso exige uma justiça suficientemente séria para distinguir prudência de submissão, cautela de conivência e devido processo de complacência seletiva.


O verdadeiro cuidado não atrasa por fraqueza; ele examina com rigor para que nem o preconceito condene, nem o prestígio absolva.


No fundo, o que está em disputa não é apenas o destino de um réu, mas a credibilidade moral da própria justiça.


Porque toda vez que a idoneidade percebida vale mais que a verdade apurada, o processo deixa de ser instrumento de equilíbrio e passa a ser palco de hierarquias disfarçadas.


E onde a imagem pesa mais que os fatos, a justiça já começou a perder sua coragem.

Num mundo de palavras somos sussurros aos ventos

Ousamos ser Ousados,
Dentro do paradigma somos o paradoxo...


Dentro do desdém das dúvidas
Somos alucinantes na prática do viver...
Tantas ilusões


Ainda assim ves o destino...
Em uma prática soluvel
Estamos bêbados



Nesta época que a liberdade é uma escolha política...

Há uma inteligência silenciosa que nos guia. Descanse a cobrança. Pois sempre haverá mistério no caminho. Perdoe seus enganos. Eles virão. Aceite. Você nunca entenderá completamente.

A alma do pernambucano é multicultural, uma diversidade de brilho encantador e vivacidade artística.🕊