Coleção pessoal de testeteste123
Nenhum ressentimento. Um dia era prova de português, na esquina da escola, a tal raider que eu usava, quebrou. Eu fui descalça mesmo assim. Enfrentei a fila do pátio, para entrar na classe, todos me olhavam e riam. Eu não voltei para casa, lá não tinha nenhuma outra sandália para eu calçar. Nem minha mãe tinha dinheiro para comprar. Ela quebrava pedra brita o dia inteiro, para ganhar 0,50 centavos por lata. Mal dava pra comprar arroz que era também na época, 0,50 centavos o quilo. Eu nunca reclamei, eu sentia vergonha? sentia. Mas desde aquela época, sempre soube que nunca seria fácil.
Na escola, eu era chamada de bruxinha, simplesmente porque eu não tinha recursos financeiros para ir bonita para a escola, era tudo doado pelas colegas da minha mãe. Então, eu ia vestida de menino, anos 90. Tudo muito difícil, era o que tinha. Raider do Seninha, blusa regata com carrinho da hot Wheels!! Bom, na adolescência, meu uniforme era camisa de vereador, com um número e um nome bem grandão!! Escrito NATAN! Era o que tinha pra usar. Quando fiquei jovem... Todos viraram meus amigos.
Manter o foco na Vontade Divina é um Caminho para viver com Autenticidade, Firmeza e Propósito, sem depender da validação dos outros.P.G
A busca constante por elogios humanos é uma forma de orgulho. Ter a Aprovação de Deus traz Humildade e Simplicidade, pois o que importa é fazer a Vontade dEle, mesmo que o mundo se levante contra. P.G
Há algo de impreciso no começo das coisas
como se o mundo hesitasse
antes de permitir que existam
foi assim quando ela falou
e não era o que dizia
era o modo como o tempo cedia
se organizando ao redor da sua voz
como se, por instantes, viver fosse apenas escutar
segurei sua mão
com o cuidado inútil de quem testa o real
como se o toque bastasse
contra todas as dúvidas
não bastava
mas houve um intervalo
em que isso deixou de importar
o abraço dela não me acolheu
me suspendeu
como se o corpo, enfim, esquecesse
a necessidade de se defender
e então o balanço
subíamos
não o suficiente para escapar
mas o bastante para esquecer o peso
o chão permanecia — paciente
como tudo que é inevitável
o céu, distante
como tudo que chama
entre um e outro
havia um erro breve no mundo
onde nada exigia conclusão
ríamos
com uma leve irresponsabilidade
como se a queda fosse improvável
e não certa
penso nela
e o pensamento não repousa
me desloca
como o balanço
que não pertence ao alto nem ao baixo
mas a esse entre
onde tudo se sustenta por um instante
e nada promete ficar
há um medo quase silencioso
de ser apenas isso
o intervalo
enquanto o outro
talvez espere algo mais firme
mais inteiro
mais digno de permanecer
ainda assim
há esse impulso
de voltar ao ar
não por coragem
mas por uma espécie de esquecimento
do chão
e, por um instante,
olhar para cima
parece suficiente
Quando você sabe quem é diante de Deus, as opiniões humanas perdem o poder de definir quem você é. P.G
Quando for postar uma frase, sempre poste uma chinesa, não só pq eles tem muitas frases, mas também se vc falar uma frase cristã te acham religioso, e falar uma frase de Himmler te deixa estranho.
Há gestos que, embora nasçam pequenos, carregam o peso de mundos. Descobrem-se, mais tarde, capazes de redesenhar caminhos, torcer rumos e alterar o destino de uma vida inteira. Quando tais gestos tocam o fio invisível que sustenta o futuro, não é apenas o percurso que muda: é o próprio caráter que se dobra, se rompe ou se refaz.
Por isso, aqueles que ferem o orgulho alheio ou ousam enfrentar a lógica precisam agir com a firmeza de quem conhece a profundidade de suas próprias sombras. Enganos, sim, podem se dissolver no tempo — o perdão lhes é possível.
Mas a metamorfose íntima, aquela que transtorna o espírito e o afasta de si mesmo, essa não encontra absolvição. Pois não se perdoa o que deixa de existir, nem o que retorna transformado demais para ser reconhecido.
Independentemente do social, todos estão atrelados aos seus interesses, o cachorro que hoje você alimenta é o mesmo que solta os parceiros do canil.
AFETO PESSOAL
Meus olhos que guardam marés, deito o corpo, mas não descanso a história. Levo um brilho úmido no olhar, de quem já chorou rios e ainda assim cultiva fontes. Tenho um rosto que é território sagrado, mapa de lutas silenciosas, de noites longas e amanheceres insistentes. Cada fio deste meu grisalho é um tempo que não se rendeu, é memória viva que se recusa a ser apagada. Tenho uma boca firme, carrego palavras que o mundo ainda precisa escutar. E mesmo no cansaço, há em mim uma força ancestral que não se curva, que não se cala, que não se perde. Sou uma mulher com existir poesia, dessas que não se escrevem, se atravessam. Eu sou Eli Odara Theodoro
