Coleção pessoal de testeteste123
A essência do abstrato:
"Minha verdade não tem corpo, apenas alma. É impossível traduzi-la em provas, pois a sinceridade é um pensamento puro que só o coração — e não a razão — consegue ler."ass Roseli Ribeiro
O limite das palavras:
"Tentar provar o que sinto é como desenhar o vento: a verdade habita em mim como um sopro abstrato, profundo demais para se tornar concreto." Ass Roseli Ribeiro
A invisibilidade do sentir:
"A sinceridade é um jardim invisível; por mais que eu te entregue o perfume, meus pensamentos são caminhos que teus olhos não podem pisar." Ass Roseli Ribeiro
Tem momentos em que insistir deixa de ser força
e começa a virar desgaste.
A gente fixa o olhar em algo como se ali estivesse tudo
como se, alcançando aquilo,
o resto finalmente se organizasse por dentro.
Mas nem tudo que chama
é feito para permanecer.
E há um limite silencioso
entre persistir
e se perder de si tentando.Às vezes, o que falta não é mais tentativa.
É direção.
É entender que nem todo desejo precisa ser sustentado
até o esgotamento.
Que nem tudo que não veio
precisa ser esperado até cansar.
Existe um tipo de sabedoria
que não está em segurar,
mas em soltar o foco
antes que ele nos prenda.
Redirecionar também é escolha.
Também é cuidado.
Porque enquanto a gente insiste no que não responde,
outras possibilidades passam
discretas, vivas, possíveis.
E a vida não pede que a gente queira menos,
mas que a gente queira melhor.
Que a gente aprenda a mover o olhar,
a ajustar o caminho,
a trocar de direção sem sentir que falhou.
Às vezes, não é sobre abrir mão.
É sobre se devolver.
O presente é uma ponte
entre o passado morto que deprime
e o futuro incerto que anseia...
Tenha coragem e atravesse essa ponte!
Não podemos evitar que, às vezes, as pessoas possam ferir nosso coração; mas, pela Graça de Deus, podemos transformar toda dor e mágoa em sementes de amor.
Eu já quis tantas coisas
que hoje não fazem mais sentido.
Perdi o interesse…
e é estranho perceber
que algo que um dia foi tão intenso
agora não me alcança nem de longe.
Nem parece que eu quis tanto assim.
Talvez o querer também tenha seu tempo.
Talvez ele nasça, cresça…
e, silenciosamente, vá embora.
Por isso, o querer que hoje me atravessa com força
o que me desperta, inquieta e chama
que se faça presente.
Que permaneça vivo.
Que continue se fazendo desejar.
E que me deseje tanto
quanto eu o desejo.
Antes que, logo ali na frente,
eu também me torne ausência.
Antes que o encanto se dissolva pelo cansaço
e o gosto de querer se perca.
Porque eu sei…
eu posso, de novo, me distrair com o mundo
e deixar passar.
Então hoje,
se faça presença.
Se faça sentido.
Se faça interessante.
O ABISMO COMO CONSCIÊNCIA E CONDENAÇÃO À LIBERDADE.
O abismo não é um lugar. É uma condição. Não se trata de um espaço onde se cai, mas de uma verdade diante da qual se desperta.
O teu sonho, nessa leitura, não é simbólico no sentido comum. Ele é existencial em sua raiz mais profunda. Revela a própria estrutura do ser humano enquanto consciência. O homem surge no mundo sem essência prévia. Não há natureza fixa. Não há destino traçado. Há apenas a existência em seu estado bruto. E essa existência carrega consigo um vazio inevitável. Um nada silencioso que habita o centro da consciência.
Esse nada é o teu abismo.
Não como destruição, mas como liberdade absoluta. Porque, ao não seres determinado por nada anterior, estás condenado a escolher. A cada instante. A cada gesto. A cada pensamento. Essa liberdade radical não é leve. Ela pesa. Ela inquieta. Trata-se de uma angústia que não nasce do perigo concreto, mas da percepção vertiginosa das possibilidades infinitas de ser.
Sonhar com o abismo, nesse contexto, é perceber que não há um solo essencial que te sustente. Não há uma identidade fixa que te defina antes de agir. És tu quem te constrói. E essa construção se dá sem garantias, sem absolutos, sem um fundamento externo que te isente da responsabilidade.
Há uma imagem que ilustra essa condição com rigor. Um homem diante de um precipício não teme apenas a queda. Ele teme a possibilidade de lançar-se. Esse é o verdadeiro abismo. A consciência de que o ato depende unicamente de si. De que nada o impede, exceto a própria decisão.
Assim, o teu sonho não denuncia fragilidade. Ele denuncia lucidez. É o instante em que a consciência se percebe livre e, ao mesmo tempo, exposta. Sem desculpas. Sem subterfúgios. Sem um roteiro previamente escrito.
Há, contudo, um risco silencioso. Fugir desse abismo interior é viver em dissimulação. É criar máscaras, papéis rígidos, justificativas artificiais para escapar da liberdade. É fingir ser algo fixo para não enfrentar o peso de escolher continuamente.
Encarar o abismo, portanto, é um ato de autenticidade. É aceitar que não há essência anterior que te determine. Que és projeto. Que és construção contínua. Que és, a cada instante, aquilo que decides ser.
Teu sonho não anuncia uma queda. Ele revela uma condição. Uma convocação silenciosa à responsabilidade integral de existir.
E no centro desse silêncio, há uma pergunta que não pode ser evitada.
O que farás com a liberdade que te constitui como um abismo sem fundo.
Deve-se honrar um compromisso que você prometeu a outrem, como se tivesse prometido a si mesmo, palavras voam ao vento, mas da consciência não te livrará até cumpri-lo! Claudemir F. Sandrin.
"Chegará o dia em que
a competência de um
profissional de Educação
Física será medida pelos
"remédios" que retira de
seus alunos e não pelo
tamanho do bíceps."
_____Sim__
😆🤣
No Universo Polarizado, as verdades nunca somam mais que duas: a meia verdade da Esquerda, a meia da Direita — e a Verdade.
E talvez o maior drama do nosso tempo não seja a ausência da Verdade, mas o excesso de convicções que a fragmentam.
Cada lado, com suas lentes bem ajustadas, enxerga apenas o que confirma sua própria narrativa — e, nesse exercício seletivo, transforma recortes em totalidade, sombras em retratos, e versões em certezas.
A meia-verdade tem um poder sedutor: ela é suficiente para convencer, mas incompleta demais para libertar.
Alimenta o ego de quem a defende e anestesia o senso crítico de quem a consome.
Porque a verdade inteira exige esforço — exige desconforto, dúvida, escuta e, sobretudo, a coragem de admitir que talvez estejamos errados.
No embate entre lados, o que frequentemente se perde não é apenas o diálogo, mas a própria disposição de buscá-lo.
Afinal, quando o objetivo deixa de ser compreender e passa a ser vencer, a Verdade se torna apenas um detalhe inconveniente.
A Verdade, essa terceira presença silenciosa, não grita como os extremos.
Ela não se veste de ideologia, nem pede torcida.
Ela exige humildade intelectual.
E talvez por isso seja tão negligenciada — porque, ao contrário das meias verdades, ela não serve para nos confortar, mas para nos confrontar.
No fim, o problema não é haver duas metades.
É quando cada uma delas se proclama inteira — e declara desnecessária qualquer outra busca.
"O maior erro de quem tenta nos derrubar é esquecer que a gente já aprendeu a voar enquanto caía.
Às vezes, a vida te tira o chão para te ensinar que você tem asas."
SerLucia Reflexoes
