Coleção pessoal de testeteste123

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A violência é o argumento de quem pretende encerrar a conversa antes que a razão possa respondê-lo.

A civilização começa quando o poder aceita perder uma disputa sem destruir o adversário.

Amor da minha vida


Amor da minha vida,
por que me deixou partir?
Agora aqui sozinha
não consigo mais sorrir.
a insônia insiste em surgir.
No silêncio da noite fria,
minha alma quer se esconder,
mas o vazio que você deixou
não me deixa mais esquecer.
Amor da minha vida,
minha mais triste despedida,
chega a noite
toda noite
insônia me convence que a força do amor nem sempre vence.

Toda sociedade revela sua concepção de justiça pela violência que tolera em nome da ordem.

O Direito não elimina a força; ele transforma a força em responsabilidade.

Pés machucados


Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
sem olhar o sinal,
sem sentir o tempo passar,
sem querer voltar...
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
onde o silêncio embala meus pensamentos,
e a insônia a me rondar em passos lentos.
Cada estrela é um sussurro no escuro,
velando meus sonhos adormecidos,
na esperança de um novo amanhecer.
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
não sei mais quanto tempo faz...
O caminho de volta
encontrar não sou mais capaz...
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
A noite se estende,
silenciosa, fria,
onde o sono se esconde,
tecendo sonhos fugidios,
na dança lenta da insônia.
Andei... ando sempre andando,
sigo caminhando,
sem rumo, sem direção
vou continuar
até a dor dos meus pés
ser maior que a do meu coração.

A primeira vítima da violência jurídica é sempre a ideia de que todos pertencem à mesma humanidade.

Onde a força decide quem tem razão, o Direito já chegou tarde.

A lei pode conter a violência, mas somente a justiça pode retirar dela sua legitimidade.

Toda violência procura uma justificativa; o Direito existe para perguntar se ela merece ser ouvida.

O Estado de Direito é a tentativa histórica de impedir que a força tenha a última palavra.

Preto e branco?


A vida não é só preto e branco,
há espaços em cores,
há nuances, há apostas,
sem respostas.
Há bem mais...
que apenas duas posições,
radicalmente opostas...
há mistérios insondáveis,
impenetráveis...
Há o conhecido sim,
e o desconhecido também,
o que poderia ter sido...
há o sentido, o avesso,
sem sentido...
sexto sentido,
o encontrado, o perdido.
O tropeço...
o oculto,
o revelado...
A vida não é só um lado,
e outro lado...
não é só presente e passado.

A violência começa onde o outro deixa de ser reconhecido como sujeito de direitos.

Condição sine qua non


Noite fria,
vida vazia,
trajetória... sua história...
Condição pra ser meu amor:
viva forever... vida forever.
Não há amor incondicional,
menos que isso não quero,
a eternidade não será a eternidade
sem quem eu quero, do jeito que quero.

Quando o Direito abandona a razão, a violência encontra uma gramática para falar em seu nome.

Soltei as amarras


Amore,
soltei as amarras,
limpei o coração...
Novo começo?
Recomeço?
Ou continuação?
Uma única certeza: nós,
apenas nós...
somos nós...
Abraços, laços,
entrelaço... entre laços,
não apertam como nós.
Porque amor é isto: não aperta, liberta.

Insanos


Ideia mais insana
até profana...
ouvi hoje alguém dizer:
- Deus? Um enorme espelho que se quebrou,
em mil pedacinhos pelo Universo se espalhou,
Deus... em bilhões e bilhões de pedaços se transformou.
Um dos cacos peguei,
e o que vi é reflexo no espelho refletido
daquilo que tenho sido.
Isso é que pra mim faz o maior sentido.
Ideia perigosa essa...
você já pensou
que o espelho a sua mão pode cortar
e você não vai parar de sangrar,
e até sua vida todinha acabar...
não haverá um Deus pra lhe ajudar?
Diga-me, a quem vai você clamar?
Solução: destrone seu eu,
dê a Deus Seu devido lugar,
somente Ele pode de sua vida
cuidar...
consertar... e vida nova lhe dar.

Não sei


Tão cedo, tão tarde,
por onde andei?
Quantos passos dei?
Por quantos caminhos não caminhei?
Quantas vezes me reinventei?
Não sei...
Tão cedo, tão tarde,
tanto tampo faz,
de lembrar já não sou capaz...
quando comecei,
nem que caminhos tracei,
nem quantas vezes recomecei.,
nem o que me tornei...
Não sei...
O anoitecer,
No alvorecer...
começar no ponto final,
os primeiros raios do amanhecer,
os últimos do pôr do sol...
Quem sou eu afinal?

Em Paris


"Meu Deus! Quanta beleza..."
exclama o poeta Castro Alves...
Meu Deus! Quanta tristeza...
horror, indignação
achar que a solução está...
nas próprias mãos...
Ou... pior... achar que É a solução.

Do medo


Medo...
Esconde tudo em tudo o que é lugar onde não possa encontrar...
anda devagar, com medo de chegar,
não joga... assim, não corre o risco de não ganhar...
não dorme, com medo do que vai encontrar quando acordar...
não vive, com medo de ver a hora de a morte se aproximar...
Não se olha no espelho...
com medo do que seus olhos possam lhe revelar.
E a vida a passar...
e o medo tudo a paralisar.