Coleção pessoal de testeteste123

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A violência política é mais perigosa quando aprende a vestir a linguagem da legalidade.

Vida


Estranha vida, mistério que me veste...
Sou sombra e luz, calma e tempestade,
uma parcela dispersa no universo,
retalho invisível de uma imensidade.
Um tudo vasto, ou talvez um nada...
Sopro leve que faz a alma despertar,
um pouco de brisa rara que acaricia a tarde,
outras vezes vento que vem para tudo tirar deo lugar.
Sou chama que arde no peito inquieto,
chuva que lava os sonhos esquecidos, os telhados pela poeira enegrecidos...
Mar revolto, mar sereno, silêncio e grito,
entre dores profundas e sorrisos perdidos.
Estranha vida, entrelaço entre o caos e a paz...
mistura de tudo, um nada que num frágil sopro se desfaz...
Sou fio tênue que tece meu enredo,
Verso roubado ao tempo, mistério sem medo.
Vida, qual é de bem viver o segredo?

O verdadeiro teste de uma Constituição não está no tratamento que reserva aos fortes, mas no limite que impõe contra eles.

A justiça começa quando a vítima deixa de ser apenas alguém que sofreu e passa a ser alguém cuja palavra importa.

Quando a lei protege a violência do poderoso, ela deixa de ser escudo da sociedade e se torna sua arquitetura de medo.

O Direito é a memória institucional de uma humanidade que descobriu que a força não produz verdade.

Toda vingança deseja um culpado; toda justiça procura compreender o dano sem multiplicá-lo.

O Direito nasce quando a sociedade decide que sofrer uma injustiça não autoriza cometer outra.

A violência contra o corpo termina quando a violência contra a dignidade deixa de ser tolerada.

Nenhuma ordem jurídica é verdadeiramente civilizada enquanto a dignidade depender da força de quem a reivindica.

O poder sem limites transforma a lei em instrumento; o Direito com limites transforma o poder em servidor.

A justiça não pergunta apenas quem venceu a luta; pergunta por que alguém precisou lutar para ser reconhecido.

Toda violência institucional começa com uma pequena exceção concedida à dignidade de alguém.

A maior vitória do Direito não é punir o violento, mas tornar desnecessária a violência como linguagem política.

Quando a punição humilha, a justiça deixa de corrigir o dano e começa a reproduzi-lo.

Tédio


Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve

O Direito é a invenção de uma sociedade que decidiu substituir o golpe pelo argumento.

A incerteza e a esperança do amanhã


A vida nos oferece dois caminhos que caminham lado a lado: a incerteza do amanhã e a esperança de vivê-lo.


Não sabemos o que o futuro nos reserva. Fazemos planos, sonhamos, imaginamos encontros, conquistas, recomeços e tantas histórias bonitas que ainda gostaríamos de viver. Entretanto, não temos sequer a certeza de que estaremos aqui para testemunhar tudo aquilo que planejamos.


E, mesmo assim, esperamos.


Esperamos viver dias melhores, conhecer pessoas, realizar sonhos, descobrir novos caminhos e escrever capítulos que ainda não existem. A esperança talvez seja justamente isso: continuar acreditando na possibilidade de um amanhã que não nos foi prometido.


A vida é frágil e imprevisível, mas isso não precisa nos impedir de sonhar. Pelo contrário, talvez seja justamente a consciência de que o tempo é incerto que torne cada possibilidade tão preciosa.


Não sabemos se viveremos todas as histórias que imaginamos. Mas enquanto houver vida, podemos continuar esperando por elas, fazendo planos e caminhando em direção ao que desejamos.


Porque viver também é isso: não ter certeza do amanhã, mas ainda assim guardar no coração a esperança de que ele trará lindas histórias para contar.

Infelizmente, as pessoas dizem não gostar de política. Eu também não gosto, mas não me omito, muito menos deixo de me indignar. Quando as pessoas se omitem, elas simplesmente se voltam para uma afinidade que não existe, para uma narrativa que as lesa e para uma indignação superficial, mas depois dizem que político é tudo igual, sem assumirem a própria irresponsabilidade.

Uma lei injusta pode ser válida perante o Estado e ainda assim permanecer culpada perante a consciência.