Coleção pessoal de testeteste123
"A vida não se eleva à grandeza pela soma dos dias que se acumulam, mas pela densidade moral que os preenche. Não é o calendário que consagra a existência, mas a profundidade das virtudes cultivadas e a autenticidade dos afetos que, silenciosamente, florescem no jardim interior da nossa alma."
“A existência não se engrandece pelo acúmulo dos dias, mas pela intensidade moral que lhes dá substância. Não é o calendário que confere nobreza à vida, e sim a profundidade das virtudes amadurecidas e a autenticidade dos afetos que desabrocham, em silêncio, no jardim interior da alma.”
A legitimidade da nossa Falibilidade não nos desobriga da Correção, fugir disso é desperdiçar a Grandiosa Oportunidade de tornarmos Mais Humanos.
Há um conforto bastante perigoso em admitir que somos falhos e, a partir daí, transformar essa constatação em salvo-conduto para permanecer no erro.
Como se reconhecer a imperfeição fosse suficiente, como se a consciência, por si só, já nos redimisse.
Mas definitivamente, não.
Há uma distância essencial entre admitir a falha e se comprometer com a mudança — e é nessa travessia que a humanidade se reconstrói de fato.
Errar é inevitável, quase estrutural à nossa condição humana.
Mas corrigir-se é escolha, é esforço, é enfrentamento do próprio ego.
Exige encarar o desconforto de rever certezas, de admitir que aquilo que defendíamos talvez nunca tenha sido tão sólido quanto imaginávamos.
E esse movimento, embora incômodo, é profundamente transformador.
Quando utilizamos a falibilidade como justificativa para a inércia, deixamos de evoluir.
Tornamo-nos versões repetidas de nós mesmos, presos a ciclos de erro que já não nos ensinam mais nada.
A falha, então, perde seu caráter pedagógico e passa a ser apenas um hábito mal resolvido.
Ser mais humano não é errar menos — é corrigir melhor.
É assumir responsabilidade sem se esconder atrás de desculpas romantizadas e sofisticadas.
É entender que a imperfeição não é um ponto final, mas um ponto de partida.
No fim, talvez a verdadeira desumanização não esteja no erro em si, mas na recusa em aprender e reaprender com ele.
Reconheça a energia das pessoas. Tem gente que anda com você, convive com você, mas não torce por você.
Sem nó
Deus mora nos detalhes; o diabo, porém, nas distrações. Por isso, o porquê é o caminho de todo aquele que busca ser sábio.
Caíste...
do alto sublime em queda,
ou fuga da irídia tenaz...
a quem sabe do outono semblante,
mártir, o fulgente capataz.
Caíste...
em terra vultosa,
destronada, quedante em dor,
tal homem, fulcror impingente,
ou serpente, sedante, à ruína, depor...
Saulo Nascimentto
Amo escrever sobre amor
Um poeta que escreve, nunca poderá sê-lo
Escrevo sobre o amor, porque sou incapaz de amar
E sinto-me triste, porque de amor não hei de morrer
Morro hoje, pela falta do mesmo
Morro pela falta de amor
Se é pela minha falta de amor ou da falta do amor de alguém
Eu ainda terei que descobri
Não sou poeta, nem planejo ser
Sou eu, ou é o que eu digo para mim mesmo
Sou alguém que sente muito
E para os que muito sentem, escrever se torna, em sua máxima, sua única esperança
Então escrevo, não por amor, ou por mim
Mas para sentir, sentir que não estou morto
O Pintor de Sua Própria Dor
Um olhar triste carrega uma alma machucada.
Por mais que os lábios se exponham, os olhos não acompanham.
É triste olhar pela janela e ver uma paisagem igualmente triste.
Como proteger os quadros que vejo? Como servir de ombro ao pintor que encanta, mas em quem a felicidade não habita?
Os sinais de pânico explodem, e meu coração dói.
Não consigo conter o rio que escorre.
A ferida é grande e talvez não venha a sarar.
Por isso, é fácil a tristeza se instalar; difícil é consolar.
Compartilhar a dor também faz parte e, mais importante, é saber que não se está só.
Um corpo biológio precisa de uma consciência para existir, porém uma consciência não precisa de um corpo biológico para existir, a consciência está acima do plano material, ela não é constituída por elementos perecíveis ao tempo e espaço.
