Coleção pessoal de testeteste123
Dizem que houve um tempo
em que se encontraram
e, em silêncio, se amaram.
Não como quem começa,
mas como quem retorna
a algo que nunca terminou
algo que pereceu,
mas jamais cessou.
Havia entre eles
um reconhecimento sem nome,
não do rosto
mas da ausência que consome.
Um sentimento áspero,
capaz de estilhaçar a alma,
silencioso…
como dor que aprende a manter calma.
Como se carregassem,
em silêncio,
a memória de algo
que não chegou a ser vivido
mas ainda assim,
jamais esquecido.
E era real.
Porque nem todo amor
precisa existir no mundo
para existir de verdade.
Alguns permanecem
onde o tempo não alcança
na lembrança
do que nunca aconteceu,
ou na falta
de quem nunca se teve… mas se perdeu.
Separaram-se, como em todas as histórias.
Não por escolha,
nem por falha.
Mas porque há sentimentos
que não foram feitos para permanecer
apenas para atravessar…
e nunca pertencer.
Dizem que em outras eras
voltaram a se encontrar.
Com a mesma intensidade no olhar,
o mesmo silêncio a ecoar
mas com outros nomes,
outras vidas,
outros destinos.
E sempre havia algo:
um gesto contido,
um silêncio familiar,
um instante suspenso
no tempo esquecido
que os fazia quase lembrar.
Mas nunca por completo.
Talvez porque certos amores
não pertençam ao fim
nem ao começo.
Pertencem ao intervalo,
ao quase,
ao avesso.
E assim seguem:
não juntos,
não esquecidos,
mas eternamente próximos
do que nunca puderam ser
condenados não ao esquecimento…
mas ao eterno lembrar
sem jamais viver.
O Fogo do Desejo Recíproco
Em um mundo particular, afastado do impossível, o céu é coberto neste momento pelo manto da noite numa densa escuridão, que deixa o cenário propício para que os sentimentos acalorados sejam vistos como um forte clarão apenas por aqueles universos, cujo desejo é recíproco, aquecidos pelo fogo dos instintos e pela chama da paixão — menção ao que acontece entre poeta e a sua poesia, unidos pela inspiração.
A mesma melodia que um dia soou como promessa,
depois reaparece em outro palco, com outro rosto,
como se sentimento fosse só refrão que encaixa em qualquer boca.
Minha batalha é no plano mental. Destruo ideias apenas para abalar a estrutura da consciência corrompida. Não sou Cristo, por isso, nunca levantarei um dedo contra seres humanos ou seus templos.
Os vícios acabam com qualquer relação, mantenham-se firmes em Allah, que o casamento sempre prosperará.
Deus não é perfeito e comete erros, de acordo com o que diz o livro de Gênesis, capítulo 6, versículo 6.
A grande tática dos bajuladores é sustentar o equilíbrio da louça, que em algum dado momento será utilizada para devorar o fígado daquele que é bajulado.
Por que insistimos em viver dentro de ciclos de pensamentos que não nos levam a lugar algum? Às vezes me sinto como um personagem preso em um daqueles filmes que começam pelo final, quando tudo já aconteceu, quando o destino já está selado, e ainda assim somos obrigados a assistir cada passo que levou até ali.
Não sei exatamente por que não tomo uma atitude. Fico girando dentro dos mesmos receios, repetindo as mesmas preocupações, como um disco gasto que insiste em tocar a mesma música. E o pior é saber que esses temores, muitas vezes, insultam minha própria inteligência. Eu os reconheço como inúteis e ainda assim não consigo escapar deles.
Talvez eu devesse ter deixado tudo para trás em algum momento. Escolhido outro rumo, outra estrada, outro horizonte. Mas permaneço aqui, parado num lugar estranho, com a sensação constante de que todos os dias acabo de chegar e já me arrependo de estar aqui.
Não há mais grandes desafios no caminho. Apenas a silenciosa obrigação de preservar aquilo que já existe. Manter de pé estruturas que eu mesmo sei que, cedo ou tarde, terão um fim.
E assim sigo vivendo como se já não houvesse propósito algum.
Embora, às vezes, eu escute o maior de todos os propósitos ecoando na minha mente, um choro pequeno, uma voz fina que insiste em me lembrar que a vida ainda me chama.
Mas há uma parte de mim que permanece imóvel diante disso tudo.
Uma parte que, infelizmente, parece incapaz de mudar.
"Olhar para fora pode levar à preocupação, olhar para dentro pode revelar inseguranças, mas olhar para Cristo revela a esperança e o descanso que a alma anseia."
São muito louváveis as opiniões que não precedem a arrogância de tentar deslegitimar todas as outras,
sobretudo num mundo habitado por mais de oito bilhões de pessoas.
Há uma diferença muito silenciosa, mas profunda, entre sustentar uma ideia e erguê-la como única possibilidade de verdade.
A primeira exige reflexão, experiência, escuta; a segunda, muitas vezes, apenas medo — medo de que o outro, ao existir com suas próprias convicções, revele a fragilidade das nossas.
Talvez por isso, em tempos de tanto ruído, o que mais falta não sejam argumentos, mas humildade intelectual.
Opinar deveria ser um exercício de construção, não de aniquilação.
Quando alguém sente a medonha necessidade de invalidar tudo ao redor para que sua visão pareça sólida, o que se revela não é força, mas o exato oposto: a ideia que só se sustenta se estiver sozinha.
E ideias que precisam de isolamento raramente são maduras — são frágeis, ainda em defesa.
Num planeta onde cada existência carrega um conjunto irrepetível de vivências, crenças e contextos, discordar não deveria ser uma guerra, mas uma oportunidade rara de ampliar horizontes.
Afinal, cada opinião que nos confronta traz, em alguma medida, a chance de enxergar além do limite confortável do nosso próprio pensamento.
A verdadeira maturidade intelectual talvez não esteja em convencer, mas em coexistir — em sustentar aquilo que se acredita sem a urgência de silenciar o outro.
Porque, no fim, não é a uniformidade que enriquece o mundo, mas justamente a tensão criativa entre perspectivas diferentes.
E talvez seja esse o grande desafio do nosso tempo: aprender que ter voz não implica calar as outras, e que a solidez de uma ideia não se mede pelo número de adversários que ela derruba, mas pela serenidade com que ela permanece mesmo diante deles.
Tempestade?
A gente foi criada no meio dela.
Chuva é o de menos. O problema é quem se dissolve na primeira garoa.
_Van Escher_ 🪐
O Poder da Excelência Individual: O Motor Silencioso do Bem Comum
Muitas vezes acreditamos que as grandes transformações do mundo dependem de planos complexos ou intervenções externas. No entanto, a base mais profunda da transformação social reside no indivíduo: a célula fundamental de qualquer mudança real. A busca pela excelência pessoal não é um gesto de isolamento ou egoísmo, mas sim o combustível necessário para o progresso de todos nós.
A Liderança que Nasce do Exemplo
No ambiente de trabalho, a verdadeira ordem não precisa ser imposta; ela surge organicamente quando assumimos a responsabilidade individual sobre nossas tarefas. Quando decidimos operar em nosso nível máximo de competência, estabelecemos, sem precisar dizer uma palavra, um novo padrão de referência para quem está ao nosso redor.
Como sugeria Hayek, o progresso humano é fruto de uma coordenação espontânea: o esforço de cada um contribui para um resultado coletivo que nenhum planejamento central poderia prever ou replicar. Ao incentivarmos o crescimento do outro, elevamos o nível de todo o ecossistema em que vivemos.
A Liberdade como Ferramenta de Evolução
Essa mentalidade estende-se para além do escritório, alcançando nossas famílias e momentos de lazer. Uma estrutura social ou familiar forte é composta por pessoas que buscam, de forma autônoma, ser sua melhor versão.
A liberdade individual é o componente essencial do bem-estar social. Em vez de aguardarmos passivamente por mudanças externas, devemos acreditar que o indivíduo transforma o ambiente através de sua própria postura e integridade. É através do desenvolvimento das faculdades de cada pessoa que a humanidade, como um todo, evolui.
O Impacto Global da Responsabilidade
Se cada cidadão assumir o compromisso de dar o melhor de si em sua função, a sociedade passará a se autorregular de forma mais justa. A necessidade de intervenções e controles diminui na mesma proporção em que a virtude e a busca pela excelência aumentam.
Dar o melhor para o mundo é o sinal de que a liberdade, quando caminha de mãos dadas com a responsabilidade, é o caminho mais curto para a prosperidade de todos.
Conclusão
A excelência não é um destino final, mas um modo de caminhar. Quando compreendemos que a busca pelo nosso melhor dá sentido à nossa liberdade, deixamos de ser passageiros das circunstâncias para nos tornarmos os arquitetos do nosso próprio destino.
Ao polirmos nossos talentos e incentivarmos o sucesso alheio, construímos uma realidade onde o progresso se torna inevitável. Afinal, dar o melhor de nós é o maior serviço que podemos prestar àqueles que amamos e ao mundo em que vivemos.
**Autor:** Lyncoln de Albuquerque Toledano
Controle é pra quem vive em laboratório.
Gente de verdade vive na corda bamba. De salto. Depois do caos.
Equilíbrio é isso: lembrar seu nome depois que a vida tenta te renomear.
_Van Escher_ 🪐
No meu tempo, equilíbrio não era pose de yoga no Instagram.
Era cair, levantar, fingir que não doeu e seguir de salto alto na corda bamba da vida.
Controle é ilusão pra quem nunca teve que criar filho, pagar boleto e sorrir tudo no mesmo dia.
Equilíbrio de verdade é quando o caos te derruba, te arrasta, te testa... e você ainda lembra quem você é quando levanta.
Sem coach. Sem mantra. Só você, sua história e a teimosia de não se perder de si.
_Van Escher_🪐
Bom dia!
Tem recomeços que chegam sem aviso,
quietinhos, quase imperceptíveis…
e ainda assim, mudam tudo por dentro.
Hoje não precisa ser grandioso.
Basta ser verdadeiro.
Um passo com calma,
um pensamento mais leve,
um cuidado gentil com você.
A vida também floresce nas pausas,
nos dias simples,
nos instantes em que a gente decide não desistir.
Que o seu dia te acolha…
e que você se permita caminhar com fé,
mesmo sem ver todo o caminho.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Bom dia!
Tem dias em que a gente acorda carregando silêncios que ninguém vê.
Mas, ainda assim, levanta. Respira. Recomeça.
E talvez seja isso que importa hoje,
não ter tudo resolvido,
não ter todas as respostas,
mas ter coragem suficiente para abrir os olhos
e seguir… mesmo com o coração ainda em processo.
Que o seu dia não seja perfeito,
mas seja gentil com você.
Que tenha pausas,
um pouco de calma,
e aquele sopro leve de esperança
que chega sem fazer barulho…
mas muda tudo por dentro.
E se puder, vá com fé.
Mesmo pequena. Mesmo quietinha.
Porque, às vezes, é ela que sustenta tudo
quando a gente quase desiste.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
