Coleção pessoal de testeteste123
𝐒𝐮𝐩𝐞𝐫𝐚çã𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐆𝐫𝐚𝐭𝐢𝐝ã𝐨 𝐅𝐚𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫
Sou filho mais velho da luta,
Nascido entre a fé de uma mãe e o silêncio das noites sem resposta.
Vi o chão da casa molhado de lágrimas
Enquanto ela, de joelhos, pedia ao céu um olhar sobre mim.
Essas lágrimas não me quebraram.
Fizeram-me caminho.
Com a bênção dela no peito, nunca caminhei sozinho.
Meu pai estendeu a mão e ergueu comigo o primeiro trabalho.
Hoje não sou só primogénito.
Sou professor.
Manejo o giz como quem escreve destinos,
E o headphone como quem canta a própria história.
Não perco o foco, porque piso a terra com fé.
Ouvi que cantar não dá futuro,
Que eu destruiria o meu mundo.
Mandaram-me largar a música e dar exemplo aos pequenos.
Mas o meu sonho não pediu licença para existir.
Basta-me um telemóvel e a voz do pai na linha
Para dizer: consegui, sem ir longe como o Mike.
Graças à mãe, graças ao Senhor,
Graças ao homem que não me largou.
Eu devia ter desistido.
Mas sou prova viva.
Prova de que se pode fazer hit e djobe ao mesmo tempo,
Prova de que o sorriso de uma mãe vale mais que mil palcos.
Agora o diploma repousa na mesa.
E ela sorri.
Finalmente, ela sorri.
Celso (Primogénito_Por RapperStor)
A exceção está no Padrão. Injustificáveis por natureza, na redoma do "tudo posso". O padrão não muda, não tem narrativas. O triângulo está nas entrelinhas, obviamente claro a quem observar.
Admiração e contatos é o plausível egoico.
A satisfação está na capacidade da limitrocidade do outro demorar a entender.
• Concupiscência da carne → desejos pecaminosos da natureza humana.
• Concupiscência dos olhos → cobiça e desejos despertados pelo que se vê.
• Soberba da vida → orgulho, vaidade e arrogância humana.
📖 1 João 2:16
Lembro da época em que ler jornais
e revistas de fofocas de artistas
expostos pelo jornaleiro
era motivo de encontro social.
Ir apreciar a beleza feminina, para uns,
era combustível fundamental.
A infância e a adolescência
de muita gente passou pela banca de jornal,
que vendia revistinhas,
brinquedos, álbuns de figurinhas,
doces, selos e até
clássicos da literatura mundial.
Ir ao jornaleiro era parte
da nossa rotina sócio-cultural.
Revistas de carros, revistas de receitas,
revistas de viagens, revistas de beleza,
revistas de religião e até revistas de arte,
também se encontravam nas bancas de jornal;
e conversar com o jornaleiro
fazia parte da ida à banca como ritual.
Hoje, em tempos em que alguns
desqualificam a nossa cultura
para pavimentar a reescrita por forças alheias,
mal se encontra nas esquinas das cidades
uma simples banca de jornal.
Depois de tudo, afastados desse detalhe,
tudo indica que fomos lançados
ao desastre intelectual como projeto
de braços do oculto, fadados
a um futuro anormal.
Sem me retratar, não consigo pensar
num acaso de maneira natural.
Eu aprendi que só amor não basta.
É preciso compartilhar sonhos, projetos e a vontade de caminhar juntos.
Buscar a cura é ter coragem de enfrentar a dor mesmo depois do perdão, resgatando o amor-próprio, a paz e o autocuidado.
O mundo pode me tirar tudo, menos a única coisa que realmente define quem eu sou, a liberdade de escolher meu próprio caminho.
Porque a regra é clara, no final das contas, cada um sabe exatamente a merda que faz.
By Evans Araújo
Cansei de gostar, amar, e sobreviver...
Desde que nasci fui tratada com pedras, nunca pararam pra pensar que eu era uma menininha, indefesa, onde me batiam e me machucaram verbalmente.
Fui espancada, a ponto de desmaiar. Fui chicoteada, fui chamada de galinha, sendo eu virgem, fui chamada de gorda só porque tinha o quadril largo.
Nunca podia reclamar, pois a surra violenta estava me esperando. Cresci sozinha, e virei o que sou sem ter tido um carinho real de quem eu mais esperava.
Orgulhosamente, foi praticamente lançado no programa de calouros, de Alexandre da Silva Barradas, na extinta Radio Nacional do RJ. Cauby Peixoto, Ângela Maria a sapoti, entre tantos outros grandes nomes da nossa MPB de outrora. Meu avo Acácio da Silva Barradas e minha tia Alcina da Silva Barradas, ele no bandolim e ela ao piano junto com os outros músicos, realizavam as apresentações em publico em cima de uma traseira de caminhão colocado na frente da Radio. Historias da cultura brasileira que o Brasil, esqueceu mas permanecem vivas na verdadeira historia artística e cultural da família Barradas, do RJ.
Entre minhas historias das noites cariocas, me lembro bem do saudoso amigo o grande cronner Jamelão, como gostava de ser chamado. Sempre ouvia ele a cantar nos fins de noite no antigo Café Nice, na Avenida Rio Branco no centro do RJ. Todo embecado de smoking no ápice da elegância masculina. Conhecido internacionalmente como black-tie que eu falava para ele que era alugado na Casa Rolas que ficava na Avenida Augusto Severo, mas ele sorria e negava, e ele me falava carinhosamente com ar de deboche, sai fora moleque.
