Coleção pessoal de testeteste123

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Eu realmente tenho amigos?


Já me viram chorar,
Mas não viram os motivos
Me ajudaram com coragem
Mas nunca me viram com medo.


Eu já me sacrifiquei por eles,
Mas será que eles fariam o mesmo?
Eu os ajudo com os segredos e o conheço os de alma e corpo,Mas eles podem estar mentindo.Pois nunca quiseram me ajudar com os meus.

A seguir um surto...


Astros quebrados que vagam pelo céu escuro noturno...Me dê as respostas que nunca tive e me devolva os meus sonhos roubados que dei aos falsos e me diga qual é o lugar daqueles que não têm um Lar...?


Ass: insônia

Meus olhos falam os poemas calados.

Melancolia descrita por uma criança confusa e talvez melancólica.


Melancolia é o nada que sobra depois de comer uma banana, Só os restos dela talvez algo que já foi bom ou ruim mas que agora é só um vazio. Melancolia é o nada mais profundo que tem é olhar pro céu nublado não ver as estrelas. É a sensação de todos os dias serem iguais e de morrer antes de morrer.


É belo e triste.

Praça

Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor

Senti que os passarinhos todos me reconheceram
E eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos, e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção

A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim

Agora é 1:11 e o vento frio do sereno sopra meus cabelos para um lugar bem longe daqui enquanto os pingos de chuva são agulhas sem ponta,delicadas e belas que perfuram a minha pele de uma forma que nem palavras conseguem explicar pois são coisas que só a madrugada pode me contar quando todos se calam ela canta só para mim no ar gelado do sereno na qual eu faço perguntas que só ela tem as respostas.


ass: Mãe da insônia e de amantes de poesia...Madrugada.

Você e(ra) minha pessoa favorita.

Minhas lágrimas no rosto dizem o que a boca tem medo de dizer.

Eis que se dizia que tenho uma dor que não cabe em mim, é pesada e me faz sofrer. Todos os ecos se escondem e me acusam de comer miséria, se me tenho curvada com o rosto sério. Isso se dizia no passado, pois a alma conhece atalhos e tecem uma longa colcha de retalhos. Há no mundo todos os espaços, hora de sofrer e momento de se fazer renascer. Benditos sejam o céu e o mar, se estou feliz e inteira, e nenhuma sombra se faz sorrateira. Mas a dor tem também sua beleza de pérola, ao olhar o mundo sem prazer. E mais real se faz a sua observação. Pássaros são poemas que o voo escreve no céu. As árvores e suas grandes sombras se fazem frágeis quando são cortadas e se transformam em papel, onde escrevemos amenidades de afazeres urgentes da cidade, nas salas burocráticas. Persistem outras árvores, cujas raízes estão na densa terra vermelha. E se fazem altiveiras em sua longa jornada de crescimento. E mais abunda na cidade o cimento seco e árido e não há gratidão se folhas negras não alcançam o chão. A lua cheia se ergue em esplendor e a quietude de sua luz povoa o silêncio delicado e se escrevem versos oníricos na expressão da tarde, que deixou na pele vertiginosas alteridades. E o ser não se cabe e como os cãos latem para a lua em fotos cruas que mais banalizadas se faz do que um indigente que colhe aquilo que sobra. Um louva-a-deus se encontra no nariz de um homem que dorme sobre a luz do luar e é sempre um bom presságio entre colinas e planícies, que sustenta o chão de um grão levado pelo vento alheio que se faz certeiro ao procurar o dia e acrescentar cores nas palavras em poesia. Vive-se em estado de fantasia se cada olhar descortina uma nova realidade. E o mundo se faz vasto, nas longas horas dos vagalumes que bricam de aparecer e se esconder, em sua luz verde e um anônimo se deita na rede sem pensar em nada, e a paz se faz calada. O vento canta nos galhos das árvores e amanhã teremos alvorada e novas cores pintam os olhos de então, que se demoram em grande contemplação.

O grupo se separou e nunca mais fomos os mesmos e todos foram a lugares muito longe daqui... Mas e todos aqueles momentos que passamos juntos? Para onde foram?

Virei amiga dos monstros debaixo da minha cama... Pois nas noites frias de melancolias, eles são minhas únicas companhias.

SOU GOTA PERDIDA NO OCEANO CÓSMICO

Poeta Brithowisckys

Sou gota perdida no oceano cósmico,
navegante de estrelas, errante de mim.
O silêncio do espaço me envolve,
como mar profundo sem começo nem fim.
Nebulosas guardam segredos em véus de luz,
pulsar distante marca o ritmo do invisível.
Buracos negros devoram memórias do tempo,
aglomerados de estrelas dançam em espirais.

Galáxias orbitam um universo pulsante,
onde cada sombra é também claridade.
Sou eco de um mistério sem nome,
fragmento errante na eternidade.
constelações dançam em marés de luz.
Nesta viagem imaginária e abismal eu viajo
Guiado pelo farol intergalático de um pulsar
No relógio cósmico eu marco meu tempo finito


Sou barco de carne em águas de infinito,
meu leme é o tempo, meu porto é o azul.
No abismo celeste, encontro meu eco,
sou poeira estelar em viagens sem cais.
E no mistério que o universo guarda,
descubro que o cosmos também é meu lar.

Ensinar vai muita além de uma sala de aula.

Só há ensino se houver aprendizagem.

As escolas estão cheias de professores que figem ensinar e alunos que figem aprender.

A medida que envelheço, meu círculo fica cada vez menor, porque aprendi a manter apenas que fazem crescer e prosperar.

Se querem te apagar então você se afasta
Se tentam te ferir então você não abraça
Pois o seu mesmo sangue pode te machucar
E o seu sobrenome até pode te afundar

Pois tem olhar que sufoca, palavra que corta
Gente que te usa e depois fecha a porta
Tem gente que controla e usa a culpa
Que usa o passado e depois te julga

Aprenda ser amante de sua própria companhia
Pois família não é sangue, sangue não é família
Até os criminosos se aproximam da verdade
Quando dizem que família se chama lealdade

Há um privilégio em desacelerar: perceber Deus presente nos detalhes e milagres que a pressa quase sempre nos faz ignorar.