Coleção pessoal de testeteste123
Acho que a vida é bonita justamente nas coisas que deixamos por último.
Nos abraços que não demos por achar que haveria tempo.
Nos “eu te amo” presos na garganta.
Nas lágrimas que seguramos por orgulho, medo ou pela necessidade idiota de parecermos fortes nesse teatro que chamamos de vida.
Vivemos quase sempre no automático, ocupados demais fazendo planos, tentando parecer inteiros, racionais, invulneráveis. Mas no final, quando todas as máscaras caem, sobra só aquilo que realmente nos atravessou: o amor.
Um amor estranho, abstrato, que nasce nas brechas da razão.
A flor que nasce no precipício.
Algo tão humano e tão puro que, por alguns instantes, faz desaparecer cor, ego, orgulho, gênero, diferença, ódio. Só sobra presença.
E talvez seja isso que mais me emociona na existência:
nossas imperfeições.
Somos falhos.
Errantes.
Quebrados em muitos lugares.
Mas ainda assim capazes de recomeçar.
Como uma estátua rachada, coberta por flores e musgo, cercada por um gramado verde-esmeralda. Não perfeita, mas viva. Tocada pelo tempo, pela dor e ainda assim bonita.
Às vezes me sinto como uma orquestra silenciosa, tocando melodias que ninguém jamais poderá ouvir completamente. Um violino melancólico atravessando memórias e paixões perdidas, enquanto um piano toca calmamente ao fundo, como se dissesse que ainda existe beleza nisso tudo.
E existe.
Porque no fim, acho que o que realmente chama pela nossa humanidade não é a perfeição.
É a capacidade de sentir.
De amar.
De sofrer.
De olhar para o outro com a alma desarmada.
Mesmo num mundo cansado.
Mesmo quando esquecemos disso durante nossas alegrias.
Mesmo quando a vida insiste em endurecer a gente.
Talvez viver seja exatamente isso:
continuar florescendo entre as rachaduras.
Sentar de frente pra janela,
ler um livro enquanto o sol entra devagar pela manhã…
ter flores por perto, silêncio na alma
e a leveza de quem aprendeu a encontrar felicidade nas pequenas coisas.
Ian N.T
A dor repentina e certeira dói muito menos que a agonia de não ter forças para voltar. A dor e o ferimento somem, mas o arrependimento do tempo passado se instala em você feito um verme faminto de espírito.
Quando o tempo finalmente engolir o nosso adeus, a saudade vai tatuar no avesso da sua alma que fomos o único milagre que o tempo não soube explicar.
Há tanto para se ver quando perdemos os olhos, há tanto para temer se pensarmos no tempo que vivemos sem enxergar.
Viver já é uma vitória digna de toda gratidão. Agradeço a Deus por me conceder a oportunidade de poder compartilhar um oceano de conhecimentos diariamente com cada um de vocês todos os dias.
Estar "por baixo" não é o fundo de um poço; é o interior de uma semente enterrada.
A sociedade nos ensina a amar apenas o topo, a luz do sol, o fruto maduro. Mas a física da vida exige o escuro para iniciar a expansão.Quando você se sente invisível, soterrado pelas circunstâncias ou esmagado pelo peso dos dias, você não está desaparecendo.
Você está acumulando pressão interna. O erro comum é tentar recuperar a autoestima imitando a força dos outros. Mas a verdadeira dignidade nasce quando você aceita o seu próprio "estado de inverno".É no recolhimento da queda que o seu DNA espiritual se recalibra.
Você não precisa provar nada ao mundo hoje. A terra que hoje parece te sufocar é, na verdade, o único lugar onde suas novas raízes conseguem fixação. Você não está quebrado. Está em pousio. Respeite o seu tempo debaixo da terra, pois é lá que o seu próximo salto quântico está sendo desenhado.
A violência apenas gera mais violência. O caminho da virtude começa quando o homem entende que seus maiores inimigos não estão ao redor, mas dentro de si mesmo.
"Ser você é especial
Se está tão, tão escuro
Sempre nosso amor brilha mais do que tudo
Mesmo se houver estranheza, ainda tem sua beleza
Pois se está tão, tão escuro
Sempre estaremos juntos[...]"
(Mundo Torajo, música Diferente Juntos)
