Coleção pessoal de testeteste123
Há lembranças que não vão embora.
Elas ficam na música,
na rua,
no silêncio entre uma mensagem e outra.
Algumas ausências ocupam mais espaço
do que muitas presenças.
Mas a vida continua.
O rio segue seu curso,
o vento atravessa as estações,
e o tempo não pede permissão.
Talvez a coragem não esteja em esquecer.
Talvez esteja em seguir em frente,
carregando as memórias
sem permitir que elas carreguem você.
Lucci Santz
Fogo que consome ate o amanhã anotamos tudo bem guardado num sonho.
Fogo sera aguas tão intensa e volumosa fogo seria defazagem na profunda herança da terra num estado primitivo seria o começo da vida. Nos labirinto da alma homem nasceu diante a evolução existencial atravessa tempos, sendo cada instante avançamos sem olhar para lados ou para cima so viajando num estado que cada segundo é importante pois extensão da existência uma só dentro contexto universal a gota no oceano se secou a vida nunca brotou diante dos meus olhos o sentimento foi levado pelo vento dentro da resistência da resiliência fez gota voltar no meio do mar a vida suspiro. Tudo é vida ate que a morte consuma tudo recomeçar num pingo de água.
Como explicar que sou por composta bilhões de vasos sanguíneos individuais, centenas de veias principais, com em média, 86 bilhões de neurônios e ainda me sinto vazia por dentro.
"Ó Cruz, arca de misericórdia:
aqui se entra para encontrar a verdade e daqui se sai para viver a caridade: entrar para rezar, sair para amar!"
Para os que gozam do conforto gélido das arquibancadas, os que sangram na zona quente das arenas às vezes fracassam.
E talvez seja justamente esse fracasso que os diferencie.
Da arquibancada, a visão é mais ampla, segura e limpa.
Os erros parecem óbvios, as decisões parecem simples e os riscos parecem muito menores do que realmente são.
Quem só observa, muito raramente sente o peso da escolha, a vertigem da incerteza ou o custo de colocar a própria pele em jogo.
Já na zona quente das arenas, tudo é diferente.
O calor da disputa distorce certezas.
O medo divide espaço com a coragem.
A dúvida caminha lado a lado com a convicção.
E, por mais preparado que alguém esteja ou pareça, existe sempre a enorme possibilidade de cair.
Mas há uma verdade que a distância costuma esconder: fracassar tentando não é equivalente a jamais ter tentado.
Os que entram na arena carregam marcas que os espectadores não conhecem.
São cicatrizes de sonhos contrariados, de planos interrompidos, de esforços que não produziram os frutos esperados.
Ainda assim, cada uma dessas marcas testemunha algo valioso: houve entrega.
Houve movimento, houve vida acontecendo.
O mundo costuma celebrar os vencedores sem deixar de amplificar a voz dos críticos.
Porém, entre o aplauso e a crítica, existe um espaço silencioso onde amadurecem as pessoas que ousaram agir.
É nesse lugar que se aprende humildade sem submissão, resiliência sem endurecimento e coragem sem arrogância.
Talvez o fracasso mais triste não seja o de quem caiu lutando, mas o de quem passou a vida inteira protegido pelo frio da arquibancada, acumulando opiniões sobre batalhas que nunca teve coragem de enfrentar.
Porque, no fim, a arena cobra muito caro.
Ela exige esforço, invulnerabilidade e persistência.
Mas oferece algo que nenhuma arquibancada pode entregar: a possibilidade de descobrir quem somos quando as certezas acabam e apenas a coragem permanece.
Às vezes, os corredores hospitalares são os labirintos que conduzem à zona mais quente das arenas.
Ainda procuro o guarda-roupa
que eu atravessava quando criança
talvez crescer seja esquecer o caminho
talvez lembrar só traga o inverno e nenhuma esperança
Sei que aquilo foi real para mim
mas por que parece que fui esquecida?
Guardei minha coroa há tantos anos
e o peso dela eu já nem sei
mas quando fecho os olhos por um instante
volto ao trono onde um dia reinei
Cresci, sim — mas sei que as árvores ainda falam
e o leão continua a existir
e eu continuo esperando
ele voltar e me tirar daqui
Dizem que o tempo fecha portas
e leva embora a imaginação
mas eu conheço o cheiro do inverno
que vive escondido no coração
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Fui gentil quando importava
quando o mundo ainda tinha cor
crescer me custou o reino
mas ainda fui rainha — e com amor
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Tem dias que tudo fica cinza
que o vazio é maior que a dor
mas lá no fundo eu mantenho a minha fé
o mundo pode nunca saber
mas eu jamais vou esquecer
a rainha que um dia fui naquele mundo
Musica 🎵 "Trono no inverno"
#Marcos Elias Antunes
Ser Designer é: Dominar a arte de criar o que só existe na mente, de quem ainda nem sabe o que quer.
No que tange ao ser humano, a capacidade de pensar, é veementemente o grande diferencial. Contudo, é a ferrugem que corrói a si mesmo!
080626
Entre os humanos não há necessidade de aplausos; no reino animal é perfeitamente dispensável o gargalhar das hienas.
Virei altruísta no dia em que percebi que pessoas se incomodam com o que não me incomodo e passei a respeitar isso.
