Coleção pessoal de testeteste123

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Vamos ver o que acontece na próxima jogada, se a seleção vence ou pega a estrada. Depois vem a desculpa pronta na televisão, que o rival era forte, que faltou condição.
Falaram da lesão, falaram da pressão, que Neymar não rendeu, que faltou inspiração. Mas eu sempre dizia com convicção: Pedro merecia vestir a camisa da seleção.
Enquanto o povo faz churrasco pra comemorar, também tem medo quando sai pra passear. A diversão às vezes termina em aflição, com a violência roubando a celebração.
Mas a emoção ainda não acabou, logo vem a eleição e o povo retornou. Promessas antigas voltam pra televisão, pedindo mais uma vez a confiança da nação.
Helaine machado

A chuva revela a riqueza escondida no infinito.

Nas flores de inverno somos servos da dilaceração pois a paixão nos abandonou.
Tão simples quanto as chuvas de inverno.
No outono somos penas flutuam no mar perpétuo de um momento lindo.

Somos condenados por amar.
Jogamos nossas vidas em nossos pensamentos.
Somos sombras de um amor pagão...
Amanhece no profundo do meu ser.
Vagamos pelas poeiras da noite...

Mantenha-me quente, acesa.


Não sirvo fria. Mas também não me mantenha morna, guardada para um momento oportuno, para um "quem sabe", um "talvez".


Ou me aqueça por inteiro e me prove quente, ou permita que eu esfrie.
Porque a mornidão é espera demais para quem nasceu intensidade. E eu não sirvo morna.

'MORTE XX... '

O que acontece quando morremos? Talvez o 'nada' tome proporções maiores. Sonhos se esvaem? Sonhos... Nunca tivemos sonhos. Nunca tive sonhos. O que tive (emos) foram sensações esporádicas de uma vida (se é isso que temos) cheia de infelicidades (se é que isso também existe)...


A morte vem como se nunca tivéssemos existido. Existimos, mas pouca diferença faz. Plantamos, mas não colhemos. Ninguém vai colher absolutamente nada, porque o nada é precedente. É anterior ao que éramos. Nasci em fevereiro de 1978, e voltarei anterior a essa data, pois nunca existi de verdade...


O que quer que eu faça, ficará nas datas que sobrevivi, nesse intervalo entre morrer, e morrer uma segunda vez. Lembranças... Lembranças para quê? Se os que tiverem lembranças, ficarão ao meu lado um dia. Enterrados com suas memórias que nunca existiram. Nascemos com o choro e morremos agonizando. Precisamos aprender a viver e a morrer pacificamente, como a pior aversão do sol, que faz bem... mas queima a pele...


--- Risomar Sírley da Silva ---

Pessoas sem humor não são, por definição, mais sérias. São literais, condenadas a viver na superfície das coisas — onde tudo parece urgente e nada é verdadeiramente importante.

A mente aprende rapidamente a evitar aquilo que machuca. Chamamos isso de prudência, maturidade, realismo. Mas, muitas vezes, é medo disfarçado de lucidez. Quando tentamos eliminar o risco da frustração, eliminamos também a possibilidade da alegria. Quem se fecha não sofre menos, só vive menos.

Penso que a categoria de conteúdo motivacional é uma das misérias do pensamento em nosso tempo. Viciante, move toda uma economia de ideias empobrecidas a serviço da ignorância e da mentira sistemática.

Olha aí, minha gente, não dá mais pra confiar,
todo dia aparece um escândalo no ar,
deputado investigado, esquema sem parar,
e o povo se pergunta em quem acreditar.
Temos que votar, escolher alguém pra representar,
mas muitos dos que chegam acabam por decepcionar,
prometem mudança antes de se eleger,
depois esquecem o povo que os ajudou a vencer.
Além da política tem o dinheiro em circulação,
bancos, interesses, acordos na contramão,
uma teia complicada pra população,
que muitas vezes fica sem explicação.
Deputado indo pra cadeia de montão,
vereador, prefeito entrando na investigação,
e ainda tem gente buscando posição,
como se o poder fosse prêmio e não obrigação.
Helaine machado

Quando um chá é servido ao xá, há que se ter cuidado com o que é posto em xeque, pois, na iminência de assinar o cheque, percebe-se que a eminência em questão não é apenas uma questão de acento, mas de prover o melhor assento, para que uma questão de ortografia não transforme em flagrante um fragrante dissabor.


***Exercício de engenharia linguística***

Hoje andei mais do que notícia boa.

⁠Só os que nunca estiveram no Fundo do Poço conseguem Relativizar ou Brincar com situações tão Espinhosas.


Há dores que não cabem em estatísticas, frases de efeito ou conselhos à pronta entrega.


Existem experiências que transformam a forma como enxergamos o mundo e deixam marcas invisíveis que apenas quem as carrega consegue compreender plenamente.


O fundo do poço não é apenas um lugar de sofrimento; é um estado no qual a esperança parece distante, os recursos se esgotam e cada dia se torna uma batalha silenciosa.


Por isso, muitas vezes, quem observa de fora tende a minimizar aquilo que nunca precisou enfrentar.


Não por maldade necessariamente, mas pela limitação natural de quem conhece a tempestade apenas pela descrição de terceiros.


É muito fácil relativizar a dor quando ela não atravessa a própria pele.


É simples transformar em brincadeira aquilo que nunca roubou o sono, a dignidade ou a paz de alguém.


A empatia verdadeira nasce quando reconhecemos que nem toda experiência pode ser medida pelos nossos parâmetros.


O que parece exagero para um pode ser uma ferida ainda aberta para outro.


O que soa como fraqueza aos olhos de alguns pode representar uma coragem imensa para quem precisou sobreviver a dias que pareciam impossíveis.


Talvez a maturidade não esteja em julgar a intensidade da dor alheia, mas em respeitá-la.


Em compreender que cada pessoa trava batalhas que nem sempre são visíveis.


E que, antes de oferecer uma opinião apressada ou uma piada inconveniente, vale lembrar que existem abismos emocionais que só quem já esteve lá — conhece de verdade.


Afinal, quem já visitou o fundo do poço dificilmente faz pouco caso da queda de alguém.


Porque aprendeu, da forma mais dura, que nenhuma dor merece ser ridicularizada e que, às vezes, a maior demonstração de humanidade não é ter a resposta certa, mas simplesmente estender a mão e compreender em silêncio.

Encontrei várias vezes
medalhinhas de Santo Antônio
das vezes que na Festa Junina
andei comendo bolo,
Acho que estou sonhando,
nunca havia imaginado
que iria encontrar você,
O meu coração está batendo
forte e bem acelerado,
Algo me diz que você
também está apaixonado.

Depois de uma certa idade queremos apenas estabilidade paz amor.

Com as tempestades da vida que aprendemos a viver.

Não há crescimento no conforto.

Se não fossem as dificuldades, raramente seríamos o que somos.

Minha infância foi difícil. A fada do dente arrancava meus dentes sem anestesia e ainda roubava meu dinheiro.

No ritmo da arrochadeira,
que mistura caliente
de arrocha com swingueira,
Você vai se encantar
com a minha maneira,
E será todinho meu,
queira ou não queira.