Coleção pessoal de testeteste123
Faz o que te faz feliz e deixa que os outros sejam felizes falando que você não devia ter feito isso, porque se você não fizer vão falar do mesmo jeito.
Casamento deveria ter bula, igual remédio: informar os benefícios, os riscos e os cuidados para funcionar bem.
Quando o pecado for extravagante
e te deixa uma pessoa estouvado, então não avizinhe a mão com o nariz no inferno.
Sial
Combinação
de sílica
e de alumina.
E constitui
a crosta Terrestre
É a capa de matéria
solidificada
que
Cobre
o Magma
Sima
É a zona
da Terra
que fica
abaixo do Sial.
É formada
em grande parte
de Silicatos.
Predominando
o magnésio
e o ferro.
E o Sima
emerge_se
nos fundos
oceânicos
"A natureza não tem pressa, mas nada fica inacabado; ela não pede licença para crescer e rasga a calçada para mostrar quem governa o chão."
Por opção, renunciou ao palco e foi para a platéia; virou espectador. No início, ficou na primeira fila, mas com o passar dos anos, na última. Como sempre foi coadjuvante, administrou o anonimato numa boa. Esquecimento dos fãs foi natural, mas o dos colegas e amigos, doeu. Não reclama; era o contexto esperado pela sua opção, e o mundo é feito de opções, exceto ficar órfão do amor. Vive como os passarinhos vivem. Seu cotidiano: contemplar o universo pela janela. E o que restou do último ato: ainda sorri.
O que vem do mal é belo, mas o que faz é feio. Apresenta-se como os desejos mais profundos e secretos. Conquista e seduz. O envolvimento parece perfeito, mas é sujo. Cuidado, não se espante e seja corajoso; aprenda! Não chegue perto e, se o escutar, não dê ouvidos. Agarre-se à fé e à Palavra. Seja forte em Deus. Permaneça no caminho e não se desvie, pois, se foi escolhido por Deus, aí está a sua nobreza.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre. 🙏🏾
Tenhamos fé!
A droga ainda gritava como um motor enferrujado. Cada esquina trazia convite e memória. O corpo implorava. A mente sabotava.
“Só mais uma vez.”
Havia algo de estrada infinita naquela vida , não a estrada romântica dos sonhos paulistanos, mas uma rodovia quebrada feita de concreto, medo ,dor e vicio,na cracolândia e um mundo a parte por isso a cidade nunca
dorme porque tem culpa.
"A inveja dos outros é o barulho de quem assiste; eu não vou rasgar o roteiro do meu propósito só porque a plateia não aguenta o peso do meu brilho. Minha resposta é o silêncio e a retomada."
A primavera nos ensina que nada é definitivo, mas tudo tem seu tempo. Ela chega com cores, perfumes e vida renovada, provando que a natureza sabe recomeçar: o que parecia morto sob o inverno desperta outra vez, forte e bonito.
E quando pensamos também na morte, não é para ver o fim como apenas uma ruptura triste, mas como a outra parte da mesma lei da existência. Assim como as flores desabrocham e depois murcham, caem e se transformam em adubo para nova vida, a nossa passagem faz parte desse ciclo eterno.
Não há primavera sem ter havido semente entregue à terra. Não há renascimento sem que algo antes se complete. A beleza da estação nova não nega a morte, ela nos mostra que a finitude não é fracasso: é o preço da própria beleza, da intensidade de viver e de amar.
Viver com consciência disso é ganhar sabedoria: aproveitamos melhor cada dia, cada encontro, cada momento de luz, sabendo que tudo é passageiro e, por isso mesmo, se torna mais precioso. A primavera nos lembra: enquanto houver vida, há renovação; e quando chegar a hora da partida, seremos também parte do caminho que segue adiante.
ROMANCE: CLADISSA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
CAPÍTULO X
As Pedras da Prisão.
A noite descera sobre a Úmbria como um pesado sudário.
Nas profundezas do antigo cárcere episcopal, Irmã Cladissa permanecia sozinha.
A cela era estreita. O odor de umidade impregnava as paredes de pedra, enquanto a escassa luz de uma tocha distante projetava sombras vacilantes através das grades enferrujadas. O inverno aproximava-se das colinas italianas, e o frio infiltrava-se pelas fissuras da construção secular, envolvendo o ambiente numa melancolia quase sepulcral.
Sentada sobre um banco rudimentar, Cladissa mantinha as mãos unidas sobre o colo.
Seu hábito, outrora impecável, agora trazia as marcas do confinamento. Ainda assim, sua postura permanecia serena. Havia em seu semblante uma dignidade silenciosa que nem os carcereiros conseguiam compreender.
Desde sua prisão, muitos dias haviam transcorrido.
As acusações permaneciam envoltas em ambiguidades, tecidas entre suspeitas, intrigas e interesses eclesiásticos que ultrapassavam sua compreensão imediata. O mosteiro do qual viera, situado entre as suaves elevações da Úmbria, encontrava-se distante. Talvez demasiado distante.
Pela pequena abertura gradeada, Cladissa contemplava uma estreita faixa do céu noturno.
As estrelas.
Sempre as estrelas.
Quando ainda era noviça, uma anciã do convento costumava dizer que os céus eram a única liberdade impossível de ser confiscada pelos homens.
Naquela noite, tais palavras regressaram-lhe à memória.
Subitamente, passos ecoaram pelo corredor.
Firmes. Lentos.
A religiosa ergueu os olhos.
Uma figura encapuzada aproximou-se acompanhada por um guarda. O homem carregava consigo uma lanterna e, após breve diálogo com o carcereiro, este afastou-se sem pronunciar palavra.
Por alguns instantes, apenas o silêncio permaneceu entre ambos.
Então, a figura retirou lentamente o capuz.
Cladissa reconheceu imediatamente o rosto.
Era Madre Agnese.
Sua antiga superiora.
Os olhos da anciã estavam marcados pela exaustão.
"Filha", murmurou ela através das grades, "o mundo além destes muros encontra-se em convulsão. Muitos desejam teu silêncio. Outros temem aquilo que sabes."
Cladissa permaneceu imóvel.
"Eu nada possuo além da verdade, madre."
A velha religiosa esboçou um sorriso triste.
"E, justamente por isso, tornaste-te perigosa."
Um longo silêncio instalou-se.
Ao longe, os sinos de uma igreja anunciaram as completas.
Cladissa fechou os olhos.
Na solidão da prisão, compreendeu que sua batalha apenas começava. Não se tratava unicamente de sobreviver ao cárcere, mas de preservar intacta a própria consciência diante das forças que procuravam dobrá-la.
As pedras podiam aprisionar o corpo.
Contudo, nenhuma muralha construída pelos homens seria suficientemente espessa para encarcerar uma alma fiel às suas convicções.
E naquela noite, enquanto o vento percorria os vales da Úmbria, Irmã Cladissa rezou.
Não por libertação.
Mas por coragem.
A racionalidade nasce da introspecção; a introspecção, da dor. Não há guerra sem cicatrizes. Quem se aventura pelos mares da própria consciência corre o risco de naufragar no próprio ego.
