Coleção pessoal de testeteste123
A eliminação em uma Copa do Mundo não é uma frustração qualquer que se esquece no dia seguinte com uma xícara de café forte. A esperança morre ali no gramado e somos obrigados a voltar para a realidade dura e cinzenta da segunda-feira sem a armadura da ilusão.
Durante um mês, a cada quatro anos, grande parte do planeta entra em um acordo silencioso e decide que a vida de 11 homens correndo atrás de uma esfera sintética é a coisa mais importante do universo. No fundo, talvez seja mesmo a única coisa que faça sentido.
"Nada pode ser mais verdadeiro do que uma contradição
De poder errar, de poder parar, de poder dizer não."
"Me libertem, eu quero agora a liberdade
Não vou deixar para mais tarde
Não vou mais celebrar a ignorância da sociedade"
Mar
horizonte reduzido
à pergunta que não se diz
entre ambos,
o suspiro.
O mar não fala:
escreve-me por dentro.
"O único momento em que o passado importa mais do que o futuro, será sempre o presente em que me lembro o quanto lhe amei.”
a.d.
#bysissym
Mar de Amar
Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.
Esta é a floresta primitiva, seus plangentes pinheiros, com verdes paramentos de folhagem, de musgo e formas indecisas. Parecem no crepúsculo os antigos, com tristes poetas, ou harpistas, cujas barbas brancas e longas sobre o peito descem. De seus rochedos fala nas cavernas, com voz alta e profunda o mar vizinho, e respondem em tom desolado os lúgubres lamentos do passado. Esta é a floresta primitiva, dos corações que palpitavam à sombra dela, como a pantera que a voz ouviu do caçador, onde os tetos estão da aldeia desses homens, cujas vidas corriam como os rios que as florestas regam pelas sombras da terra escurecidos, sem que deixem de refletir do céu uma imagem dos seus donos, dispersos como as folhas que de outubro os vendavais a um lugar distante arrojam. Só resta a tradição. Quem acredita em ascensões que esperam e resignadas sofrem, pois que existem mulheres de devoções firmes e belas, a lutuosa tradição escute, que ainda os pinheiros cantam de amor história passada, onde um povo feliz seus lábios teve. Nessa floresta primitiva construímos nosso ninho, de esbeltos passarinhos, marinheiros da selva no verde cristalino do mar clandestino, como seus peixes dourados a se espraiar na areia como oferendas, na frondosa amizade de todos os ares. E cantamos um hino à natureza, com tom grave e melodiosas vozes. E podemos dizer que somos o presente que o passado guardou com paciência e no ninho de tantos pássaros abundam sementes que nossos dedos escrevem. E somos para sempre parte desse expectro e plantamos árvores que se encontram no horizonte. E eu diria que esse poema é um ipê rosa, suave como nosso amor habitante da floresta primitiva, de nossos mais impetuosos desejos, que pulsam na natureza humana. E esse poema voa céus e te encontra sereno a pensar em seus caminhos.
Vozes do Eco da Mente
Vozes do eco da mente.
Vertigens, pois o café da manhã parece ser o desejo mais secreto.
No vale das almas, vejo espíritos nas suas covas e tumbas:
O sarcófago de outros pensadores.
Desvendam o abraço profundo, o sentido da humanidade.
Viver nas suas cavernas — antes de rochas e pedras,
Agora alegorias na mente, figuradas por fones, telas de celulares ou computadores.
O frio só exalta o ar-condicionado para climatizar o clima.
A entrega rápida da sinfonia da fome.
O filme numa tela de LED da existência alienada completa.
A família se reúne.
Não mais para passar o final de semana, mas por obrigação moral.
Em vez de conversar sobre algo, cliques nos celulares, olhares fixos na televisão.
Parece bem interessante a interação familiar.
A comida, cada um se serve.
Continuam ligados a cada instante do feed, na rodagem dos vídeos.
Uma voz rouca ao fundo:
"São 20 horas, é hora de tomar os suplementos alimentares."
Às nove horas devem ir embora...
Pois o enterro está terminado.
Por Celso Roberto Nadilo
A visita rápida posso voltar daqui a seis meses fiquei bem talvez volte ano que vem te amo... fique bem.
"A coisa julgada não serve para eternizar o erro, mas para estabilizar a justiça. Se a realidade demonstra que a proteção integral da criança foi comprometida por um julgado anterior, a rescisão da sentença não é uma afronta à segurança jurídica, mas sua mais elevada expressão. Afinal, a estabilidade das formas jurídicas não pode sobrepujar a verdade que resguarda a infância."
Quando o medo toma conta da mente, algumas pessoas agem, enquanto outras procuram se refugiar na depressão.
O Eco do Vale
Nas ruas vazias em ruínas, o frio traduz o sentimento que ganha forma e contorno.
O frio cedo, quase rarefeito com neblina, rebobina o sono quase preguiçoso.
Nos desejos, apenas o cansaço da noite, como a ressaca do sono.
O chuveiro resolve qualquer problema, mas o frio contrasta com a feira de rua:
Pessoas passam com pressa em suas prisões mentais.
O barulho do vento contrasta com o desejo de ver o pôr do sol,
Mas a fome parece sair de uma ficção científica.
A luz tímida do tempo nublado mistura-se ao frio cortante.
Cachorros latem e dão eco no vale, como na planície em outras horas no passado.
Vejo notícias e vejo também modinhas, que se traduzem como algo insípido...
Pois quem entende o que os humanos fazem?
Deepfakes mostram um novo aliado: o ar de beleza exposta em um cenário caótico.
Política dentro do final de semana parece cerveja quente sem álcool...
E ainda com sabor de frutas.
O cheiro de churrasco definha meus pensamentos.
Ao longe, barulhentos rumores de chuva; a música barata tira o silêncio.
Até os pássaros têm frio.
Por Celso Roberto Nadilo
O rio sujo ar pesado fumaça das fábricas é simplicidade o final de semana.
Tudo o que você exagera é algo que te limita, e tudo o que te limita te domina, e tudo o que te domina te faz escravo disso. Será que você realmente é livre?
"A ingenuidade foi o ralo da minha própria fundação, dando a luz do meu núcleo pra quem só traz escuridão.
A vida exige um tributo de quem ousa ser criador, se a obra custa o meu sangue, o alquimista é o cobrador.
O que toma o meu limite não me devolve a metade: encerrei os meus favores. Instalei a gravidade."
