Coleção pessoal de testeteste123
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Quem quiser me ver, vá na minha casa
A porta vai estar aberta, sem senha, sem tela pra travar
O cheiro do café passando na cozinha te chama
E a gente toma um gole quente, sem tirar fotos pra guardar
Conversar sem precisar de curtida,
Sem notificação cortando o riso pela metade
Só o olho no olho, a cadeira na calçada,
O tempo passando devagar, do jeito que é de verdade
Ah, que saudades das calçadas,
Das reuniões sem celular na mesa a atrapalhar
Das histórias contadas de novo, e mesmo assim gargalhar
Do vizinho que gritava “ô de casa” e já entrava pra prosear
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Eu quero de volta o abraço sem pressa
O “fica mais um pouco” dito na despedida
E a saudade boa de quando presença era a única conexão precisa
Porque tem memória que não cabe em nuvem,
Tem afeto que Wi-Fi não alcança
Tem vida que só acontece
Quando a gente desliga a tela… e liga a esperança.
Não se deixe levar por ira, ressentimentos, frustrações por causa da imaturidade emocional de algumas pessoas. Seja maduro, evite desgaste de energia e o envelhecimento precoce.
"Se Cristo realmente ocupa o centro do nosso coração, por que tantas vezes arrancamos de Suas mãos o controle da nossa própria vida?"
Nas mãos de indivíduos ou nas intituições onde o dinheiro se movimenta, sem a devida fiscalização e prestação de contas, os vírus da corrupção sempre estão presentes, por mais sacros que aparentam ser.
F. Meirinho
O mundo pouco a pouco está se tornando tão vaidoso como um narcisista e tão frio quanto um psicopata.
CANTOS DA CAATINGA
No sertão quando amanhece,
Tudo ganha novo ardor,
Cada ave faz um verso
Ao divino Criador.
Na caatinga a esperança,
Vence o tempo e o dissabor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Asa-Branca levanta
Num gracioso esplendor,
Levando paz em suas asas
Mesmo em tempo de calor.
Quando canta lá distante,
Renasce em mim o valor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Cancão, inteligente,
Defensor do seu redor,
Com coragem anuncia
Que a vida tem seu vigor.
Seu chamado desafia
Toda sombra e todo horror.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Patativa, rainha,
Do mais puro cantador,
Transformando o chão rachado
Num jardim cheio de flor.
Sua voz parece prece,
Cheia de fé e de amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Galo-de-Campina,
Vestido de muita cor,
Leva encanto ao sertanejo
Com seu belo esplendor.
Cada nota que derrama
É perfume em meu redor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sofrê faz seu lamento,
Que parece um trovador,
Misturando a saudade
Com um gesto acolhedor.
Sua voz consola a alma
Com divino resplendor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Rolinha faz seu ninho
Com trabalho e com amor,
Ensinando à humanidade
O caminho do labor.
Sua paz anuncia sempre
Um futuro promissor.
Seus cantos aliviam minha dor.
Bem-te-vi anuncia cedo
Mais um dia promissor,
Despertando o sertanejo
Para o campo e seu labor.
Seu aviso traz esperança
Ao pequeno agricultor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sabiá da Caatinga
É poeta e trovador,
Faz do galho seu palco,
Da manhã seu esplendor.
Quem escuta sua cantiga
Sente Deus por onde for.
Seus cantos aliviam minha dor.
Cada ave é um tesouro
Que nos deu o Criador,
Guardião da natureza,
Do sertão encantador.
Preservemos essa vida
Com respeito e muito amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
VERSOS, CONTOS, MÚSICAS E MODAS
No terreiro do sertão,
Nas veredas do luar,
Nasce o verso feito fonte,
Que não para de cantar.
É a cultura nordestina
Que ninguém pode apagar.
Tem poeta e cantador,
Violeiro de valor,
Que transforma a própria vida
Em semente de amor.
Cada rima é uma colheita,
Cada canto, uma flor.
Os contos passam de boca
Como o vento no roçado,
Misturando fantasia
Com um fato acontecido.
Quem escuta guarda a história
No coração enraizado.
As modas de viola ecoam
Pelos campos sem ter fim,
Falam da seca e da chuva,
Do mandacaru e do alecrim.
Cada nota leva a alma
A um jardim dentro de mim.
Tem aboio de vaqueiro
Rasgando a imensidão,
Chamando o gado disperso
Com coragem e precisão.
É a voz do homem do campo
Abraçando o coração.
A sanfona abre o fole,
A zabumba faz tremer,
O triângulo acompanha
Fazendo o povo viver.
Quando o forró principia,
Ninguém pensa em padecer.
Os mestres da poesia
São estrelas do sertão,
Deixam livros e folhetos
Como eterna inspiração.
Cada estrofe permanece
Feito raiz no chão.
O repente é desafio
De talento singular,
Onde dois grandes cantores
Fazem versos sem falhar.
Quem domina a inteligência
Faz a plateia admirar.
Luiz Gonzaga ensinou
Que o Nordeste tem valor;
Patativa fez do verso
Um jardim de esplendor.
Cada mestre deixou viva
Sua marca e seu louvor.
Dos folhetos de cordel
À viola dedilhada,
Dos romances às cantigas,
Da toada apaixonada,
Tudo forma um patrimônio
Da cultura abençoada.
Enquanto houver um poeta
E um cantor para cantar,
Haverá versos e contos
Para o povo recordar.
Pois o sertão nunca morre,
Só aprende a florescer
E em suas músicas e modas
Ensina o mundo a viver.
PELEJA SERTANEJA
No sertão nasce o guerreiro
Com coragem por bandeira,
Aprendendo desde cedo
A vencer a vida inteira.
Faz da luta seu caminho,
Da esperança, companheira.
Quando o sol castiga a terra
E a chuva tarda a chegar,
O sertanejo não desiste,
Segue firme a caminhar.
Pois conhece que a vitória
Também sabe esperar.
O mandacaru florescendo
É lição de resistência,
Mesmo em solo castigado
Não abandona a existência.
Mostra ao povo nordestino
O valor da persistência.
O vaqueiro rompe a mata
Enfrentando espinho e chão,
Conduzindo o seu rebanho
Com firmeza na missão.
Leva a fé como armadura
Protegendo o coração.
Cada enxada abre sulcos
Na esperança do plantar,
Mesmo vendo a terra seca
Nunca deixa de sonhar.
Quem cultiva com coragem
Sempre aprende a esperar.
A mulher do velho sertão
É exemplo de bravura,
Transformando pouca água
Em riqueza que perdura.
Com amor sustenta o lar
E enfrenta toda agrura.
O poeta faz do verso
Uma espada de valor,
Cantando a vida sofrida
Misturada com amor.
Cada rima é resistência,
Cada estrofe, um louvor.
O sanfoneiro anuncia
Que a tristeza vai passar;
Quando o fole solta o canto,
Faz o povo se alegrar.
Mesmo em tempos de peleja
Sempre existe um festejar.
Quem conhece o sertanejo
Sabe bem de sua fé;
Nunca baixa a sua fronte,
Nunca perde o rumo em pé.
Tem em Deus sua fortaleza,
Sua rocha, sua mercê.
A peleja do sertão
É batalha sem igual;
Mas quem luta com esperança
Nunca encontra o ponto final.
Pois o povo nordestino
Tem coragem ancestral.
Enquanto houver sol queimando,
E um vaqueiro a cavalgar,
Haverá no velho sertão
Uma história pra contar.
Da peleja nasce a glória,
Da coragem, o triunfar.
O patriotismo vê-se na coragem de criticar quem está no poder, ou será que se vê num povo que serve esse mesmo poder, especialmente quando foi ele que o elegeu?
Se a nossa voz servir apenas para repetir as promessas dos outros, o futuro continuará a ser propriedade de uma minoria.
A responsabilidade não é algo que se herda, é algo que se pratica todos os dias. O passado nunca servirá de desculpa para estarmos parados hoje.
A forte partidarização do Estado faz com que a crítica interna seja tratada como traição. Os deputados silenciam-se perante os erros para proteger privilégios.
A velha geração usa o passado da guerra como escudo para silenciar a juventude e foge à prestação de contas.
Os partidos que funcionam como seitas não formam deputados com voz própria, apenas criam pessoas para aplaudir.
Quem vota e se afasta da política não escolhe um representante, escolhe um dono para a sua própria vida.
Se um político eleito não presta contas do que faz, o seu direito de governar passa a ser zero, não importa quantos votos tenha recebido.
