Coleção pessoal de pensador
O ser humano nasce e morre de mãos vazias. Tudo o que julgamos ter, é-nos emprestado pela vida durante pouco tempo.
O amor é assim. Um dia te ergue à altivez das catedrais, noutro dia derruba-te ao mais profundo do chão, fazendo-te chafurdar como um verme nas águas fétidas dos pântanos.
Corpo de mulher é magia. Força. Fraqueza. Salvação. Perdição. O universo inteiro cabe nas curvas de uma mulher.
Em cada dia buscamos o amor e só encontramos enganos. Procuramos a flor e só encontramos espinhos. Buscamos o pão e a sociedade nos dá pedras em grão. Buscamos ar e só encontramos chuva de cinzas que apaga o sopro da nossa existência.
Para nós, mulheres, um marido não é leveza, é um fardo. O marido não é companheiro, é dono, é patrão. Não dá liberdade, prende. Não ajuda, dificulta. Não dá ternura, dá amargura. Dá uma colher de gosto e um oceano de desgosto.
No coração da noite residem os sonhos. Umas vezes são coloridos como as flores. Outras, pássaros negros dançando nas trevas como fantasmas.
Parece que é mais difícil do que nunca manter nossas vidas – e a vida da nossa família – em ordem, financeiramente estáveis e preparadas para o futuro, em especial porque nos é exigido atender expectativas altas e, muitas vezes, contraditórias.
Tiramos os olhos do nosso trabalho e percebemos que não há como ganhar no sistema quando o próprio sistema está quebrado.
Ser adulto é difícil porque viver no mundo moderno de alguma forma consegue ser, ao mesmo tempo, mais fácil do que nunca e absurdamente complicado.
Como as gerações antes de nós, fomos criados à base de uma dieta de meritocracia e excepcionalismo: que cada um de nós transbordava de potencial e que tudo que precisávamos fazer para transformar esse potencial em realidade era trabalhar com afinco e nos dedicar. Que, se nos esforçássemos, não importava qual fosse nossa situação, encontraríamos a estabilidade.
Estamos exaustos pelo trabalho de tentar manter algum equilíbrio: para nossos filhos, nos nossos relacionamentos, nas nossas vidas financeiras. Fomos condicionados à precarização.
Só estávamos esperando a próxima bomba estourar, ou o fundo do poço ceder, ou qualquer outra metáfora que prefira para descrever a sensação de mal alcançar um lugar de alguma estabilidade financeira ou profissional e ao mesmo tempo ter a certeza de que tudo pode e vai desaparecer mais cedo ou mais tarde.
Eu queria muito falar sobre perdão. De como é difícil, mas também muito importante a gente aprender a perdoar. Perdoar quem machucou a gente, quem continua machucando. Mas também lembrar que é essencial a gente perdoar a si mesmo.
Às vezes a gente quer ir por um caminho e acredita que é Deus que tá apontando pra ele, mas não necessariamente é Ele.
