Coleção pessoal de pensador
Livros são mil vezes mais perigosos que sorvete. Eles podem estragar a cabeça de uma pessoa. Ou, pior ainda, podem estragar o coração.
São precisamente os livros que mais estimamos que devemos passar adiante, para que outras pessoas também possam se alegrar com eles.
Mesmo quando um livro maravilhoso termina na hora certa – com as palavras certas e quando qualquer outra palavra a mais, simplesmente destruiria essa perfeição – a gente sempre deseja mais algumas páginas.
Independentemente de quantos livros a pessoa leia, sempre existem muitos mais que ela não leu, o que é triste. Quem ama ler nunca tem tempo o bastante, mesmo que queira poder ler todas as boas histórias que existem no mundo.
Dizem que os livros encontram seus leitores, mas às vezes é preciso que alguém lhes indique o caminho.
Eu queria ficar com raiva, mas até as pedras da minha raiva, em vez de se manifestarem em gritos e acessos de raiva, permaneceram dentro de mim como pedras nos rins.
Eu tinha entendido que a dor é uma boneca russa: nunca termina, apenas se esconde dentro de uma nova dor, e cada nova instância de dor contém todas as anteriores. Então minha dor era invisível, mas estava lá, dentro de cada estúpida decepção diária.
Tente fazê-los entender que, enquanto os artistas podem reciclar seu sofrimento em arte, eu não sabia o que fazer com o meu.
Na vida, os maiores aprendizados são adquiridos depois que a barreira do medo é quebrada, quando a coragem se faz mais presente e a confiança começa a nos liderar.
É fato que o desequilíbrio gera movimento. Quando está concentrado em poupar energia, o cérebro tende a repelir as situações de descontrole ou mudança e, em algumas circunstâncias, leva o indivíduo ao estado de inércia. Quando essa paralisia se instala, você deixa de aproveitar as ondas agitadas que conduzem a mares distantes.
Quando estamos ocupados nadando contra a maré, gastamos tanta energia que esquecemos até para onde estamos indo. Esse é um jeito bem perigoso de se afundar em uma vida sem nenhuma motivação.
Por mais que o cérebro nos conduza a poupar energia o tempo todo, também nos guia a procurar refúgios e consolos para nossas dores.
Aprendi que a vida sempre será pontuada de situações de desequilíbrio em menor ou maior grau. Não importa se você é jovem ou um idoso cheio de experiências e de cabelos brancos, os descontroles sempre virão.
