Coleção pessoal de pensador

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Os fatos ameaçam nossa felicidade e segurança.

A família é o berço da desinformação do mundo.

Sem você, a vida seria insuportavelmente triste e solitária.

Vamos aproveitar estes dias despretensiosos.

Esses dias são de otimismo secular. De autocelebração.

Mãe

Quantas vezes eu penso aqui sozinho
se eu mereço um amor tão puro e forte,
se foi Deus, o destino ou se foi sorte,
afinal, é tão duro esse caminho.
Aí chega você com seu jeitinho
me dizendo por onde caminhar,
cada pedra que eu devo desviar,
não descuida de mim por um segundo.
Se eu vivesse mil vidas nesse mundo
não seria o bastante pra te amar!

Te amar pelas noites maldormidas,
por pensar mais em mim do que em você,
pelas vezes que ouvi você dizer
que a vida era cheia de feridas,
e que é justo nas dores mais doídas
que a gente aprende a suportar,
que é caindo que se aprende a levantar,
até mesmo do poço mais profundo.
Se eu vivesse mil vidas nesse mundo
não seria o bastante pra te amar!

Te amar por ser brisa e furacão,
pelas vezes que tirei o seu juízo,
pelas vezes que estive indeciso
e você me ensinou a direção.
Te amar, mãe, por pura gratidão.
Te amar simplesmente por te amar.
Não existem palavras pra explicar,
só se pode sentir, bem lá no fundo.
Se eu vivesse mil vidas nesse mundo
não seria o bastante pra te amar!

Te amar por estar perto de mim,
não por ter o seu sangue ou sua cor.
Te amar só por ter o seu amor.
Te amar mais pelos nãos que pelos sins.
Te amar por plantar no meu jardim
o amor maior que se pode amar
e mostrar a forma certa de regar
esse sentimento puro e tão fecundo.
Se eu vivesse mil vidas nesse mundo
não seria o bastante pra te amar!

Por ser inteira em pedaços,
Te amar por ser brisa e furacão,
pelas vezes que tirei o seu juízo,
pelas vezes que estive indeciso
e você me ensinou a direção.
Te amar, mãe, por pura gratidão.
Te amar simplesmente por te amar.
Não existem palavras pra explicar,
só se pode sentir, bem lá no fundo.
Se eu vivesse mil vidas nesse mundo
não seria o bastante pra te amar!

Te amar por estar perto de mim,
não por ter o seu sangue ou sua cor.
Te amar só por ter o seu amor.
Te amar mais pelos nãos que pelos sins.
Te amar por plantar no meu jardim
o amor maior que se pode amar
e mostrar a forma certa de regar
esse sentimento puro e tão fecundo.
Se eu vivesse mil vidas nesse mundo
não seria o bastante pra te amar!

Por ser inteira em pedaços,
por ser lar e por ser lida,
por ser mil em uma só,
por ser sempre repartida,
por ser um pedaço de Deus
me dando um pedaço de vida.

A força de uma mãe

A força de um coração
que bate só pra amar
que pode nos acalmar
num simples toque de mão.
A força da proteção
daquele abraço bem quente
que planta e rega a semente
de um amor puro e profundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

A força de quem sorri
mesmo quando quer chorar.
Que escolhe se machucar
pro mundo não nos ferir.
Que nem pensa em desistir
não importa o que se enfrente
ela estende a mão pra gente
até no poço mais fundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

Forte…

Forte é quem se reparte
e mesmo sem se quebrar
tem que se multiplicar.
Não é cálculo, é arte.
Quem te acha em qualquer parte,
quem é sempre mais valente,
o amor mais insistente,
mais disposto e mais fecundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

Se preciso, passa fome
pra nos dar o que comer.
Quem nos ensina a crescer
sem dinheiro ou sobrenome.
O que se aprende não some,
lhe faz alguém consciente,
e forte interiormente.
Por isso não me confundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

É preciso ser tão forte
pra dizer “não” por amor
pra sentir na pele a dor
quando a gente sofre um corte.
Mais forte que a própria morte,
mãe é forte eternamente
no coração e na mente
ninguém esquece um segundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

É a força do cuidado,
do perdão, da paciência,
força da alma, do corpo,
do suor, da resistência,
a força de curar tudo
sem precisar de ciência.

É a força de ser única
e nunca nos deixar só,
da presença até ausente,
a força de ser maior,
a força doce de um laço
e a segurança de um nó.

As três letras de mãe

Ela tem o poder de carregar
toneladas de amor e de ternura,
uma infinidade de bravura
e uma luz que jamais vai se apagar,
pois seu brilho é capaz de iluminar
o caminho que vamos percorrer.
Se arrisca pra poder nos proteger
Não importa por onde a gente for.
Nas três letras de mãe tem tanto amor
que não há quem consiga descrever.

O que ela consegue ensinar
não há curso ou escola que consiga.
A maior professora e grande amiga
com milhões de conselhos pra lhe dar.
Uma fonte impossível de secar
do mais puro e genuíno saber.
Já vi mãe que nem aprendeu a ler
mas consegue dar aula a um doutor.
Nas três letras de mãe tem tanto amor
que não há quem consiga descrever.

Tem o dom de somar pra expandir
a fartura que alegra o coração.
Mas se acaso for pouco o nosso pão
entra em cena seu dom de repartir.
Uma mestra capaz de dividir
uma gota de água pra beber,
um grãozinho de arroz para comer.
Nessa hora é que o pouco tem sabor.
Nas três letras de mãe tem tanto amor
que não há quem consiga descrever.

Sei que a alma da mãe é uma janela
que não tem cadeado nem ferrolho.
Basta olhar lá no fundo do seu olho
que a gente pula lá pra dentro dela.
Nessa hora tanta coisa se revela,
fica tudo mais fácil de entender
que até antes mesmo de nascer
você já tinha um anjo protetor.
Nas três letras de mãe tem tanto amor
que não há quem consiga descrever.

Ah, se Deus desse à mãe eternidade.
Ah, se houvesse um farelo de esperança.
Mas o hoje já, já vira lembrança
e a lembrança já, já vira saudade.
O relógio em alta velocidade
deixa claro que não vai retroceder.
Não espere sofrer pra perceber.
Não espere perder pra dar valor.
Nas três letras de mãe tem tanto amor
que não há quem consiga descrever.

Coisa de mãe

Vez por outra ela duvida
até do nosso amor,
fazendo drama e falando
como quem sente uma dor:
– “Um dia, quando eu morrer,
é que tu vai aprender
e talvez me dar valor.”

Por mais que exista amor,
por mais que exista afeto,
um fato que deixa a gente
preocupado e inquieto
é quando a mãe pronuncia
sem nenhuma alegria
o nosso nome completo!

Quando a gente quer sair,
bate um receio profundo.
Pede à mãe cheio de medo
e nesse exato segundo
diz que “todo mundo vai”
e a resposta dela sai:
– “Você não é todo mundo!”

Tem outra situação
difícil e muito adversa.
Às vezes no mei da rua
a mãe também é perversa
quando ela aponta o dedinho
e diz assim bem baixinho:
– “Em casa a gente conversa.”

Por mais que a gente estude,
que tenha dedicação,
o boletim todo azul
ela olha com atenção
e fala sem gaguejar:
– “Tem mesmo é que estudar.
Não fez mais que a obrigação!”

Se acaso a gente perder
coisa boba ou coisa rara,
ela ativa um radar
potente que nunca para
e diz: – “Se eu for procurar,
garanto que vou achar
e esfregar na sua cara.”

Quando a gente chega perto,
faz um carinho qualquer,
e diz: – “Mãe, vou te amar
enquanto vida tiver!”
Ela responde ligeiro:
– “Hoje eu não tenho dinheiro.
Diga logo o que tu quer!”

Coisa de mãe é dizer:
– Você vai se machucar.
– Cadê o troco, menino?
– Mais tarde vai esfriar.
– Só vou contar até três!
– Bagunçou, vai arrumar.

– Já pegou o guarda-chuva?
– Eu não sou sua empregada.
– Engole esse choro agora!
– Eu nunca estou enganada.
– Na volta a gente compra.
– Você não ajuda em nada!

Coisa de mãe é ser cura
pra aliviar qualquer dor.
Coisa de mãe é o abraço
mais forte e mais protetor.
Coisa de mãe é cuidar,
coisa de mãe é amor.

Pelé é imortal. E por isso, porque ninguém pode enxotá-lo da nossa memória.

De fato, assim como Miguel Ângelo é o Pelé da pintura, da escultura, Pelé é o Miguel Ângelo da bola.

A realeza de Pelé

Depois do jogo América x Santos seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama de ‘o Domingos da Guia do ataque’. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: – 17 anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de 40, custo a crer que alguém possa ter 17 anos, jamais. Pois bem: – verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se ‘Imperador Jones’, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: – ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.

O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés.

Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônia. Já lhe perguntaram: – ‘Quem é o maior meia do mundo?’. Ele respondeu com a ênfase das certezas eternas: – ‘Eu’. Insistiram: – ‘Qual é o maior ponta do mundo?’ E Pelé: – ‘Eu’. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.

Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompéia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar.

Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: – ‘Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!’

De certa feita, foi, até, desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para frente e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe, ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta, sensacionalmente. Numa palavra: – sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para brilhar. Não existia uma defesa. Ou por outra: – a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompéia e encaçapou de maneira genial e inapelável.

Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo que faz de Pelé o craque imbatível.

Quero crer que a sua maior virtude seja, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés numa lambida docilidade de cadelinha.

Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete.

Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente de que precisamos. Sim, amigos: – aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau.

Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a fotografia de um e outro times entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento.

Fica aqui, pelo amor de Deus não vai
Meu medo é te deixar ir, gamar em outra boca e não voltar mais

Não diz que acabou
Porque só de pensar já dói
Eu sozinho nesse quarto sem você
Só com o cheiro de nós

Nós dois apaixonados
Quebrando o sigilo
Se o nosso amor é lindo
Pra que ficar no escondido?

O que que cê acha
Da gente ficar de grudinho
Ser o novo casalzinho do rolê
Só eu e você

Eu só queria desejar boa sorte
Fingir que eu sou forte
Mas meu ponto fraco é desejar você

Sinto muito em te falar
Que ainda tô sentindo a tua falta
Nada mais me importa
Sem você, meu mundo não gira
Ele capota

E aí, cê tem certeza?
Vai ficar solteira
Ou quer pensar de novo?