Coleção pessoal de pensador
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
Estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para que zombem dele, o açoitem e o crucifiquem. No terceiro dia ele ressuscitará!
Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se do que ele lhes disse, quando ainda estava com vocês na Galileia: ‘É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia’”.
Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo?
Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.
A sexta-feira é santa, clama pelo respeito, pela recusa dos excessos, pela oportunidade de quarar os sofrimentos do mundo.
Hoje não é dia de tristeza. É dia de contemplação. No silêncio da Sexta-feira Santa, a alegria da ressurreição é preparada. Bom dia!
Ele morreu pelos nossos pecados e também pelos de todo o mundo. Mas a sua ressurreição assegura-nos que este caminho não conduz à derrota, mas, graças ao nosso arrependimento, conduz àquela “apoteose da vida”, buscada em vão em outros lugares.
A Cruz de Jesus é a cátedra silenciosa de Deus. Contemplemos cada dia as suas chagas. Naqueles buracos reconheçamos o nosso vazio, as nossas faltas, as feridas do pecado. As suas chagas estão abertas para nós e, por aquelas chagas, fomos curados.
Olhe para os braços abertos de Cristo crucificado, deixe-se salvar por Ele. Contemple seu sangue derramado por amor e deixe-se purificar por ele. Assim você poderá nascer de novo.
Entremos com o Senhor Jesus nesta Semana Santa para celebrar a Páscoa com um coração renovado pela graça do Espírito Santo.
Viver a Semana Santa significa entrar cada vez mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz, que não é em primeiro lugar a da dor e da morte, mas do amor e do dom de si que dá vida.
Nestes dias santos, aproximemo-nos do Crucificado. Coloquemo-nos perante Ele, despojado, para fazer a verdade sobre nós mesmos, eliminando o supérfluo. Olhemos para Ele, ferido, e coloquemos as nossas feridas nas suas. Deixemos que Jesus regenere em nós a esperança!
Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus: a lógica do amor e do dom de si mesmo.
Por amor, Cristo entregou-Se até ao fim para te salvar. Os seus braços abertos na cruz são o sinal mais precioso dum amigo capaz de levar até ao extremo o seu amor.
Nestes dias da Semana Santa, em casa, permaneçamos diante do Crucificado, medida do amor de Deus por nós. Peçamos a graça de viver para servir. Procuremos contactar quem sofre, quem está sozinho e necessitado. Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer.
Dirijamos o olhar a Jesus, nesta Semana Santa peçamos a graça de compreender melhor o mistério de seu sacrifício por nós.
O nevoeiro
O amor não é
nem paz nem batalha
nem fogo amealhado
na escura fornalha.
O amor é nevoeiro
a branquidão que esconde
a pedra suspensa
no despenhadeiro.
E sendo sempre tudo
como o sonho dos mudos
o amor não é nada
diante da morte
do vento que sopra
de madrugada.
