Coleção pessoal de pensador

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Às vezes, a pior coisa que acontece com você, a coisa à qual você pensa que não pode sobreviver... é aquilo que te torna melhor do que costumava ser.

Se você desejar algo com muita força, os contos de fada nos ensinam, você poderá obtê-lo no final. Mas quase nunca é do jeito que você achava que seria, e os finais nem sempre são felizes.

Ele me amou. Ele me amou, mas não me ama mais, e não é o fim do mundo.

O divórcio não é uma tragédia. A tragédia está em ter um casamento infeliz, ensinando aos seus filhos coisas erradas sobre o amor. Ninguém nunca morreu de divórcio.

Use a ponta, garoto. Use sempre a ponta. Mata mais rápido. (...) Se você está usando o gume da espada significa que está em campo aberto. A parede de escudos foi rompida, e se a parede de escudos que foi rompida é a sua, então você é um homem morto, não importa que seja bom com a espada. Mas se a parede de escudos se mantém firme isso significa que você está de pé ombro a ombro e não tem espaço para girar a espada, só para estocar.

E enquanto houver um reino nesta ilha varrida pelo vento, haverá guerra. Portanto não podemos nos encolher para longe da guerra. Não podemos nos esconder de sua crueldade, de seu sangue, do fedor, da malignidade ou do júbilo, porque a guerra virá para nós, desejemos ou não. Guerra é destino, e o destino é inexorável.

A reputação é tudo, e é a única coisa que sobrevive em nossa viagem ao Valhalla, e o homem que me matasse ganharia reputação. E assim, à luz agonizante do dia, eles se prepararam para nos atacar.

O nosso era um mundo em que as espadas davam status, e esquivar-se da espada era perder honra, por isso corri na frente, com a loucura enchendo a alma e a exultação dando-me um poder terrível enquanto escolhia minhas vítimas.

Aquele júbilo, aquela loucura. Os deuses deviam sentir-se assim em todos os momentos durante todos os dias. É como se o mundo ficasse mais lento. Você vê o atacante, vê que ele está gritando, mas não ouve nada, e sabe o que ele fará, e todos os movimentos dele são muito lentos e os seus são muito rápidos, e nesse instante você não pode fazer nada errado, você viverá para sempre e seu nome será gravado no céu numa glória de fogo branco porque você é o deus da batalha.

Algumas vezes eu achava que a espada cantava. Era um canto fino, apenas entreouvido, um som penetrante, a canção da espada que desejava sangue; a canção da espada.

Eu não me lembrava de já ter estado há tanto tempo sem uma espada desde a infância. Isso fazia com que um homem se sentisse nu.

Meu estandarte estava atrás de mim, e atrairia homens ambiciosos. Eles queriam minha caveira como uma taça para beber, meu nome como troféu. Olhavam-me enquanto eu os olhava, e viam não um homem coberto de lama, mas sim um senhor de guerra com um elmo que tinha um lobo na crista, braceletes de ouro, malha de elos apertados e um manto azul-escuro com bainha de fios dourados e uma espada famosa por toda a Britânia.

– Os homens vivem disputando – disse o abade. – Mas as mulheres sempre os tornam piores. Veja Troia! Todos aqueles homens mortos por causa de um rosto bonito! – Ele olhou sério para o jovem monge inglês. – As mulheres trouxeram o pecado para este mundo, irmão, e nunca deixaram de fazer isso. Agradeça por ser monge e ter feito voto de celibato.
– Graças a Deus – disse o irmão Michael, sem muita convicção.

Ela conquistou um espaço no meu coração e mostrou que eu estava vivendo uma espécie de vazio existencial através de cada nota musical entoada pelas músicas que tocávamos.

Eu, um ser esfuziante. Ele, um ser recluso e caladão. Opostos atraídos como um ímã.

Só havia nós dois. Só havia o instante da emoção da entrega, da explosão de sentimentos que bombardeia nossas veias, à espera de algo grandioso. Como a areia que é arrastada pela onda mais tormentosa de uma maré. Você apenas aguarda o momento em que vai acontecer a quebra e a espuma do mar vai se espalhar.

Eles se encaixavam de maneira irremediável. Côncavo e convexo. Como duas peças de um intrincado quebra-cabeça.

Ele era insuportável. Devia ter o gênio mais explosivo que alguém humanamente constituído possuiria. Mas era inegável a beleza máscula que ele apresentava.

Ele simplesmente perfurou minha armadura, rachou a proteção que teci ao meu redor e me mostrou que meu mundo não precisava ser cinzento e sem cores.

Preste atenção: quando se tem 25, 35, 45 ou até mesmo 55, ainda é possível sentir-se bem com as chances de enfrentar o mundo. Quando se tem 65 e o corpo está diante da ruína física iminente, esses ‘regimes e procedimentos médicos, cirúrgicos ou terapêuticos’ começam a parecer interessantes. Então chegamos aos 75, os amigos morrem e já trocamos ao menos um órgão principal, precisamos mijar quatro vezes durante a noite e não conseguimos subir um lance de escadas sem ficar zonzos – e dizem que estamos em muito boa forma para a idade. Trocar isso por uma década de vida nova em uma zona de combate começa a parecer um negócio e tanto.