Coleção pessoal de pensador

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Você está com medo, Eu sei disso. (...) Você também não pode deixar isso tomar conta de sua vida e dominar os seus relacionamentos. Nós precisamos aproveitar o tempo que temos, não importa o quão longo ele vá ser. Pare de fugir.

Feliz? Eu não era feliz. Somente estava a salvo.

Você é uma boa pessoa, o que faz com que o fato de não confiar em ninguém seja difícil para quem se importa com você.

Você me faz rir, você me desafia. Eu sinto como se estivesse faltando alguma coisa realmente importante quando você se vai. Tão importante que não me sinto completo. O que eu sinto por você, eu nunca senti por ninguém antes. Você é minha (...). Eu soube disto a partir do momento que nos conhecemos. E eu sou seu. Eu não quero ser de mais ninguém, querida.

Eu não queria desistir do que havia entre nós. Era viciante, sedutor.

Por que me sinto tão fora de equilíbrio? Tão fora de controle? Com tanto medo? (...). Tanta coisa havia mudado, mas aparentemente não havia mudado o suficiente. Eu ainda era sozinha. Mas eu estava sozinha porque era assim que eu queria.

Há dias em que não ouço uma única voz humana, fora do rádio, e sabe de uma coisa? Gosto muito disso. É uma boa vida para uma escritora, em muitos aspectos – sozinha com as vozes na sua cabeça, personagens que você criou. No silêncio, eles se tornam muito reais.

O cérebro não lembra bem. Ele conta histórias. Preenche as lacunas, implanta essas fantasias como lembranças. Preciso descobrir os fatos. Mas eu não sei se estou me lembrando do que aconteceu, ou se é o que eu quero que tenha acontecido.

As pessoas não mudam. Elas só ficam mais habilidosas para esconder o que realmente são.

Mas eu não sei se estou me lembrando do que aconteceu, ou se é o que eu quero que tenha acontecido. Sou escritora, sou uma mentirosa profissional.

Já estava clareando quando percebi que não dava mais para continuar, que meus músculos, exaustos além da conta, simplesmente não me obedeciam mais.

Se não estava morta, a única outra possibilidade... e de repente nem eu tinha mais certeza se era melhor ou pior... era que eu estava ficando louca.

Apesar de tentar me concentrar nas palavras, algumas coisas ficavam cutucando lá no fundo da minha cabeça. Não era só paranoia. Alguma coisa tinha me acordado. Alguma coisa me deixou acordada e tensa como uma viciada em metanfetamina. Por que eu só pensava em um grito?

Você não vai acreditar em mim, senhor. De qualquer forma, já foi tudo decidido e o que eu disser não vai mudar nada. Você deveria perguntar aos advogados, juízes e jornalistas, eles parecem saber minha história melhor do que eu mesma.

Eles pensaram que você conseguiria encontrar respostas onde outros não conseguiram.

Assassino é meramente brutal. É como um martelo ou um pedaço de metal. Eu prefiro ser uma assassina a ser um assassino, se essas forem as únicas escolhas.

A razão para quererem me ver é que sou uma célebre assassina. Ou pelo menos foi o que escreveram. Quando li isso pela primeira vez, fiquei surpresa, porque costumam dizer cantor célebre, poeta célebre, espiritualista célebre e atriz célebre, mas o que existe de célebre em assassinato?

O homem é uma criatura estranha. Todas as suas ações são motivadas pelo desejo. Seu caráter é forjado pela dor. Por mais que ele tente suprimir a dor, suprimir o desejo, ele não pode se libertar da escravidão eterna de seus sentimentos. Enquanto durar a tempestade dentro dele, não conseguirá encontrar a paz. Nem na vida, nem na morte. E assim ele fará, todos os dias, o que for necessário. A dor é seu navio, o desejo é sua bússola. É só disso que o homem é capaz.

Eu sei que vocês receberam ordens de seu comandante, que as recebeu de seus superiores, para matar a população deste campo. Agora é a hora para fazer isto. Aqui estão eles. Eles estão todos aqui. Esta é a sua oportunidade. Ou vocês podem partir e retornar para suas famílias como homens em vez de assassinos.

Poder é quando nós temos toda a justificativa para matar, mas não matamos.