Coleção pessoal de pensador
Hoje me desfaço, me refaço feito um laço
Hoje quero um brinde, um sorriso, um abraço
Hoje levantei, querendo liberdade
Quebrando as algemas da infelicidade
Hoje resolvi usar o meu escudo
Coloquei minha armadura
Pra poder encarar o mundo
Hoje vou bater de frente em quem me causa medo
Hoje vou encarar a frustração e o pesadelo
Hoje desliguei o meu despertador
Hoje vou esquecer
O que me causa sofrimento e dor
Hoje acordei, pronta pra guerra
Sem me preocupar com o que a vida me reserva
Me libertei no dia que descobri quem eu sou
Sou um grito da minha mãe
Um dos muitos que ela gerou
Sou a dor do amor sem pudor
Eu sou o que sou
Livre, Livro e Leve levante levando cor
O poder de ser feliz mesmo tendo muito pouco
Pode gargalhar mesmo perto do esgoto
O poder esta em resistir, reconstruir
Cada vez que pensaram que a favela ia cair
Entre poças de sangue e gritos de horror
O povo grita pra cessar sua dor
Dor que consome,dor que invade
Dor que aniquila, a dor da crueldade
A garganta seca sem saber pra quem gritar
Sem Chapolin pra poder lhe ajudar
Cães ferozes, com sangue nos olhos
Saem na calada e já sabemos o propósito
É! Mantenho minha cabeça em pé!
Fale o que quiser. Pode vir que já é!
Junto com a ralé, sem dar marcha ré!
Só Deus pode me julgar, por isso eu vou na fé!
Sem investimento, no esquecimento, explode o pensamento
Mais um homem violento
Que pega no canhão e age inconsequente
Eu pego o microfone com discurso contundente
Que te assusta. Uma atitude brusca
Dignificando e brigando por uma vida justa
Preconceito sem conceito que apodrece a nação
Filhos do descaso mesmo pós-abolição
Mais de 500 anos de angústia e sofrimentos
Me acorrentaram, mas não meus pensamentos
Que a morte envie seu pior. Frio para congelar o amor no meu coração. Fogo para transformar as memórias em cinzas. Vento para me obrigar a passar por seus portões. E tempo para enfraquecer minha lealdade.
O amor verdadeiro é o aço mais forte que existe. É uma lâmina que pode ser derretida, cuja forma pode ser alterada a cada batida de um martelo. Mas ninguém é capaz de quebrá-la. Nem mesmo a morte.
Ela deixou que os outros a definissem porque achava que não tinha escolha. Porque achava que estava sozinha, que não era amada.
