Coleção pessoal de pensador
Os homens de verdade assumem a responsabilidade pelo que fazem. Não ficam botando a culpa na sorte. Ou nas mulheres.
Aprendera com Antônio que a indecisão leva sempre a um mau resultado. O que ele não tinha lhe ensinado, porém, foi que decisões erradas quase sempre deixam remorsos e remorsos não têm cura.
Como bons criados, os moradores da caatinga aprendiam a escutar o patrão, a antecipar as suas mudanças de humor, a saber que uma carreira de formigas fora do formigueiro significava chuva; que uma gameleira com folhas verdes, crescendo na fenda de um rochedo, indicava a presença de uma fonte; que grandes cupinzeiros eram sinais de seca e de sede. Se aprendessem a interpretar corretamente esse patrão cruel durante os meses de estiagem, sobreviveriam para lidar com um amo bem mais generoso assim que as chuvas chegassem.
Essa vida não é como as roupas. Não podemos vesti-la hoje e tirá-la amanhã. Mesmo que tivéssemos terras, ninguém nos chamaria de fazendeiros. Continuaríamos sendo cangaceiros. Pior: cangaceiros que desertaram. Vargas continuaria querendo a nossa cabeça (...). Não há escapatória para gente como nós.
No intervalo antes de ouvir sua voz, tive certeza de que amava você como continuo amando e sempre vou amar aconteça o que acontecer.
Para um autodidata, para quem toca de ouvido como eu, o uquelele é ideal. Entendi que preferia tocar bem uquelele a continuar tocando mal violão, e isso foi uma espécie de nova filosofia pessoal. Se você não aguenta a vida, experimente uma vidinha.
Agora estavam me dando dinheiro para eu sentar e escrever. Eu ficava em dívida com eles. E a dívida era uma coisa invisível que se escondia em meu cérebro. Uma sucessão de imagens inter-relacionadas que deveriam sair da minha imaginação. Aquilo com que eu deveria pagar não existia, não estava em lugar nenhum. Era preciso inventar. Minha moeda de troca era uma série de conexões neuronais que iriam produzindo um sonho diurno, verbal. E se essa máquina narrativa não funcionasse?
Não sei quantos tipos de valor de dólar andavam circulando. Ninguém sabia direito quanto as coisas valiam. O peso se desvalorizava, havia inflação. E começaram os controles do câmbio. Como se em pleno verão você fosse pago em gelo e proibissem geladeiras.
O apaixonado é como o paranoico, imagina que tudo está falando com ele. As músicas no rádio, os filmes, o horóscopo, os panfletos da rua…
Essa coisa siamesa dos casais sempre me aterroriza: mesma opinião, mesmo prato, porre em dupla, como se os dois tivessem a mesma circulação sanguínea. Deve haver um resultado químico de nivelação, depois de anos mantendo essa coreografia constante. Mesmo lugar, mesmas rotinas, mesma alimentação, vida sexual simultânea, estímulos idênticos… temperatura, nível econômico, temores, incentivos, passeios, projetos – tudo coincidente. Que monstro bicéfalo vai se criando assim?
Sentia necessidade do meu cone de sombra, da minha tranca na porta, da minha intimidade, nem que fosse só para ficar em silêncio.
O primeiro passo para aceitar a responsabilidade pelos seus erros é reconhecer o modo como você pode ter minimizado, prejudicado, evitado ou ignorado o que estava acontecendo na sua vida.
O amor o ajudará a vencer esses medos e viver sua vida ao máximo. Escolher o amor é uma maneira de liberar o estresse, remover obstáculos, eliminar a negatividade, liberar memórias tóxicas, aguçar sua consciência, perdoar, estar presente, deixar ir, manifestar seus sonhos e muito mais.
Um, o amor está com você o tempo todo; dois, se esconder atrás de seus medos, apenas o distancia do amor; e três, quanto mais consciente você se torna do amor universal ao seu redor, mais forte sua presença se torna em sua vida.
A onda que mais carrega o progresso dos últimos séculos tem sido a ideia central do próprio Iluminismo: que mais conhecimento - mais informação - conduz a melhores decisões.
Hoje, a nuvem é a metáfora central da internet: um sistema global de grande potência e energia que ainda assim retém a aura do numenal e do numinoso, algo quase impossível de entender. Nós nos conectamos à nuvem; trabalhamos na nuvem; guardamos coisas na nuvem e recuperamos coisas dela; pensamos pela nuvem. Pagamos pela nuvem e só a notamos quando ela não funciona. É algo que vivenciamos o tempo todo sem entender de fato o que é e como funciona. Estamos nos treinando para depender da nuvem apenas a partir de uma noção nebulosa do que se confia a ela e o que se confia que ela vai fazer.
O pensamento computacional é uma extensão do que os outros chamaram de solucionismo: a crença de que qualquer problema se resolve quando se aplica a computação. Seja qual for o problema prático ou social pelo qual passamos, existe um app. Mas o solucionismo também é insuficiente; essa é uma das coisas que a tecnologia tenta nos dizer.
Perpassando ciência e sociedade, política e educação, guerra e comércio, as novas tecnologias não apenas incrementam nossas aptidões, mas também as moldam e nos dirigem com um propósito, que pode ser benéfico ou maléfico. Cada vez mais é necessário pensar as novas tecnologias de outras maneiras, criticá-las, para ter uma participação significativa nesse moldar e dirigir.
