Coleção pessoal de pensador
Todo dia quando eu vejo as estrelas no céu,
fico tentando te encontrar por lá
Mas uma nuvem chegou, nos separou
Sem asas não posso voar,
espero o inverno passar
Ao me ver sozinho pelos cantos
Ao te ver tudo foi encanto
Eu pensei que pudesse controlar meus sentimentos
Descobri que a toda hora eu só penso no momento
De ver você chegar, Mariana...
Sem sentir que o tempo ia passando
Me peguei lembrando do seu rosto e desenhando
Encontrando alguma forma pra dizer como eu te amo
Ela queria que eu dissesse coisas que eu não sentia,
Ela fazia da sua vida um filme
e queria que eu fosse o personagem principal
Ela dizia que eu era o homem da sua vida,
Me idealizava, me chamava de amor,
era tão obcecada, alucinada, o que for
Tem viagem mundial, prepara as mala
Tira os quilos de dentro do porta-malas
Ay, eu dourei a minha arcada dentária
Soltando bombas de rimas na sua cara
Vai, diz que não dá mais pra segurar
vem pra cá e me faz de uma vez feliz
Pra gente ser feliz
Tempo não volta mais,
quem me dera tudo igual, te ter...
Mas dessa vez
te levar comigo e não te perder
Carro passando, vidro abaixando
Por que que tão me olhando?
Por que que tão me visando?
Vivo como um rockstar
Invisto no trap life
Tempo passou voando,
nem me deu a chance de dizer adeus...
Saudade não acaba
mas o mundo gira e a gente esbarra outra vez
Só você pode me procurar...
Eu deixei o nosso rumo num papel na tua mão
Quem sabe alguma coisa aconteceu no coração
Já aceitei, eu nasci pra ser rua
No carro novo, pneu eu gastei
Derrubei todas casas que cantei
Passei voando e o radar eu quebrei
Na net só dá Jovem Dex
Ela me escuta quando quer sair da bad
Trabalho com números, os falsos não competem
Ponho show num hit pra multiplicar meu cash
Jogo minha mãe na Itália
Jogo meu pai na fazenda
Jogo talento no estúdio
Jogo Dior na minha pele
Jogo dourado no escuro
Jogo meu som na sua bad
Tua vida, filha, é um texto que há tempos começamos a escrever, mas, daqui em diante, também te cabe pegar esta tinta e delinear o teu curso, tome só cuidado com o que retiras do nada e trazes à superfície, é comum borrar ou rasurar um trecho, mas é impossível apagá-lo, a palavra se faz carne, e a carne se lacera, a carne apodrece aos poucos, mas é também pela carne que a palavra se imortaliza. Não há borracha para um fato já vivido, pode-se erguer represas e costões, muralhas e fortalezas para barrar o fluxo das horas, mas, uma vez que o sol se torne sombra, que o luar penda no céu em luto, a névoa se disperse na paisagem pendurada à parede, o dedo acione o gatilho, nada mais se pode fazer; nossa jornada, aqui, é única, a ninguém será dada a prerrogativa, salvadora ou danosa, da reescrita.
O amor não é de uma vez só, o amor se torna amor aos poucos, o amor parece ser sempre o mesmo, como a paisagem, mas o amor, imperceptivelmente, aumenta. O amor aumenta e se torna, como certas dores, maior do que suportamos.
O tempo (...) vai te violar de mansinho, a ponto de nem perceber, senão quando diante do espelho te espantar com o desenho perverso que, sorrateiro, ele moldou em teu corpo.
Sonhar nos salva da rotina, mas também nos desliga da única coisa que nos mantém na vigília: o muro concreto do presente.
As palavras dizem também outras coisas quando enunciam o que enunciam, (...) “eu te amo” nem sempre é um incêndio, infinitas vezes é monotonia, o que vai do coração à língua perde muito de sua seiva no caminho, como a água é menos água entre o copo e a boca, o mel é menos mel no percurso do pólen ao favo.
Quanto tempo eu parei te esperando,
E você não conseguia me ver
Pois quem nunca teve amor sincero
Não percebe quando acontecer
Meu anjo de luz que ilumina
compositor da minha sina
não deixe que espinhos me ceguem
Guarde meus caminhos que seguem
