Coleção pessoal de pensador
Tá pensando que eu sou o quê?
Sempre que eu quero não tá disponível
Se eu abrir minha agenda pra tu ver
Eu tô com mina de A a Z
O mundo dá voltas em torno de si
Não pense que eu não sei de onde eu saí
Vou aonde quero, só eu sei me achar
Ninguém tem nada com isso
Está cansada de regar flores mortas
E enfeitar o tédio
Está cansada de ser concessão onde foi poder
É preciso se reabilitar
E chamar o amor-próprio de lar
Está cansada de morar de aluguel no seu coração
Está cansada de dizer seus sins pra escutar teus nãos
Tenho andado entre perdas e ganhos
Entre desenganos
Como uma folha pairando no ar
Não tem volta agora, eu sou estrada
Eu sou o tudo e o nada
Não pense que restou algo a te esperar
O Sol na varanda, antes que a cidade acorde
O código de cores da manhã, dará pista de um novo norte
O passado é como um velho cometa, abandonado a sua própria sorte
Se perguntarem, não se esqueça:
Eu não vou voltar
Tenho andado tão estranha
Diferente do que eu
Costumava ser nos dias de abril
Tenho andado tão distante de tudo
Do seu mundo mudo
Não sou mais como um vez você me viu
Espero que a festa esteja boa pra você
E eu ando pensando que eu preciso de um copo para parar de segurar a onda
E eu caminhava e não via você
Estava fora da concha e pegava distância pra sentir o que só me bateu agora
Ansiedade é da cidade
Ansiedade em cada olhar
Ansiedade é da cidade, na cidade não tem luz
Que brilhe mais que o seu olhar
Me desculpa, amor
Você é boa demais pra mim
Me desculpa, amor
Quero ficar junto de ti, até o máximo que houver
Até ser sincero como é, meu bem
Sinto você aqui comigo
E ao pé do ouvido você me diz que vou conseguir chegar
Sinto você aqui comigo
E ao pé do ouvido você me diz
Vamos tentar que vai dar certo
Você magoou o meu coração
E agora no meu peito rola algo meio mau
Um pedaço de plástico pesado e azul
Depredando o meu miocárdio tão sentimental
A paz que desejei
Preciso ir buscar
Pra proteger, irei
Preciso respirar
Amor, te quero bem
O bem eu vou achar
O vento que sopra baixinho
É o mesmo que te avisa
Que será tufão e jamais será brisa
Não largue o volante
Não viva aflita
O risco dos loucos que transitam na pista
Nunca mais eu vi meus amigos
Nunca mais eu vi meus irmãos
Nunca mais eu vi meus amigos
Nem sei onde estão
Nem sei onde estão
Ei, irmão
Leve fé na artilharia do sonho
Ei, irmão
Leve fé na artilharia
Do sol que vai nascer
Das coisas que virão
Pra quem acredita
Na bendita comunhão
Foi de repente
Que eu me vi, assim, completamente em você
Amanheceu
Nosso amor veio chegando, chegando, chegou
