Coleção pessoal de pensador

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Então é um acordo se é algo que você quer e uma conversa se for vontade da Nicole?

Muitos advogados manipulam a verdade pra chegar aonde querem. Clientes não passam de negócios. Penso em vocês como pessoas.

Vi aquele documentário sobre o George Harrison recentemente e pensei: “Assuma. É só assumir. Seja como a mulher do George Harrison. Ser mãe e esposa é o bastante.” Então eu me toquei que não lembrava o nome dela.

É complicado colocar em palavras. Não é simples tipo “o amor acabou”.

Eu sempre quis dirigir, mas o Charlie dizia: “A próxima peça.” O diretor era sempre ele, a próxima nunca chegou. Talvez se tivéssemos ficado casados, a peça chegasse.

No processo de mediação e do eventual divórcio, a situação pode ficar controversa. Então gosto de começar com algo positivo pra que se lembrem por que vocês se casaram.

A gente tá sob (o efeito de) um poderoso psicotrópico, e você vai morrer.

Você quer viver ou morrer?

– A gente é do sul do Brasil. Uma região muito rica, com colônias alemãs e italianas. Somos mais como vocês. (...)
– Eles não são brancos, são? Como podem ser como a gente? Nós somos brancos. Vocês não são brancos.

A gente não mata amigos no Brasil.

– Quem nasce em Bacurau é o quê?
– É gente.

– Dor de cabeça, enjoo, vontade de morrer.
– Tu tá de ressaca.

Se for, vá na paz.

Resta este caminho; viver, ser o mais feliz dos mortais.
Mas a condição de minha felicidade, como tudo o que é humano, é instável.

Às vezes a memória deixada por um livro é mais importante do que o próprio livro.

Acho que parte do meu amor pela vida se deve ao meu amor pelos livros.

Por aquele corpo interminável, por aquelas pernas longas demais, por aquela tola sensualidade, eu arriscava a calma, o Universo, as lembranças, a ansiedade tão vívida, a riqueza de conhecer os hábitos das marés e mais de uma raiz inofensiva.

Creio que perdemos a imortalidade porque a resistência à morte não evoluiu; seus aperfeiçoamentos insistem na primeira ideia, rudimentar: manter vivo o corpo inteiro. Só se deveria buscar a conservação daquilo que interessa à consciência.

Nossos hábitos pressupõem uma maneira de as coisas acontecerem, uma vaga coerência do mundo.

A língua nunca foi e nunca é, em tempo algum, um terreno apolítico, pois ela não pode ser separada daquilo que uma pessoa faz com a outra. Ela sempre vive no caso específico, cada vez é preciso estar à espreita para arrancar-lhe o seu intento. Nessa indissociabilidade da ação ela se torna legítima ou inaceitável, bonita ou feia, também se pode dizer: boa ou má. Em cada língua, isto é, em cada modo de falar estão fincados outros olhos.