Coleção pessoal de pensador

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de mim, a malvada não tem pena
me trocou por um da Vila Madalena
de mim, a malvada não tem pena
me trocou por um da Vila Madalena

não faz mal
domingo eu ponho
a minha roupa de sair
pra arranjar
uma pequena que more perto daqui

Minha aula de balé
Meu cinema, minha cura
Às sete pego no pé
Às oito corte e costura

Há que se chegar a tempo
Senão dança a contra-dança
À noite aula de canto
Nunca sobra pra esperança

Às sete não conte
Às oito não conte
Às nove não conte comigo

Treze eu tenho azar
Treze eu tenho azar
E almoço executivo

Cinco horas chá das cinco
Sentado mas sem sentido
Onze horas jaçanã
Embarquei num trem já partido

Eu não tenho paciência
Pra quem não tem tempo livre
Liberdade é uma ciência
Ócio também cabe no louvre

E você chora
Não vai embora
Pois ama a fera
Que te devora

E é no seu colo que afogo a minha sede
Quis te pescar, mas caí na sua rede
Feita com fios de cabelo emaranhado
Moro no mar e hoje sou seu namorado

Ó Janaína quando estou feliz eu choro
Ó Janaína deixa eu dormir no seu colo

Seu colar é de concha
Seu vestido se arrasta na areia
Ela tem cheiro de mar
Ela sabe cantar, ponto de sereia

Enquanto o tempo não abrir
Eu vou e quero que você vá também

Ai amor
Nem tente me chamar que eu não vou
Ai amor
Nem tente me chamar que eu não vou mais voltar

Meu amor, e quem te traz
Essa flor é o teu rapaz
O teu sorriso ainda vai brilhar
E o mundo vai girar

Meu amor, não sofro mais
Por dizer que tanto faz
O tempo passa e o mundo vai girar

Lembra
Dos sonhos tão calados
E os choros abafados no jardim
Se lembra

Lembra, amor
Que um dia te falei
Sorrisos vêm e vão
Mas nunca hão de ficar

Parece que o dia vai chegar
E você vai voar
Prum peito, um coração
Tão longe de mim

Eu sou poeta de bar
Sou malandro de mesa
Sou do lado de lá
Mas deixa, que eu vou te ligar
Quando tudo girar
E eu não me encontrar
Em mim

Não se vá assim
Meu coração não pode mais chorar
E a solidão já não quer me deixar
Pago pra ver você voltar

Eu quis tanto ter você
Quando você não me quis
E agora a gente é feliz e ponto
Com amor se paga amor
E o ditado é quem diz
Que a gente ama assim sem dar desconto

No mergulho, eu falei com Deus
Quando eu sair do mar
Vou me lembrar do dom
Que é poder respirar

Vê lá
Não dorme de novo
Tá linda a paisagem
Não dá mais pra esperar

Vou ali me desagregar
Pra onda azul juntar
Somente o que for bom
O resto vai passar

Sempre que eu pensar no meu bem
Vou colorir o dia
Eu faço o céu de rosa
E ninguém vai duvidar da vida

Rosa no céu azul
Te beijei os ombros
Você que me contou
Sobre os seus assombros
Assombros de amor
De lá do fundo do seu mar

Para abraçar o Sol
E fechar os olhos
Para falar de amor
Deitar em seu colo
Vim de outra cidade
Eu sou da estrada, sou rosa

Eu estava sozinho na paz de Oxalá
Não queria um amor para me ocupar
Mas não pude evitar olhar o seu olhar
Parou a minha vida inteira

Na palma da mão lê-se o destino
Ao coração, disse o menino
Quer se casar com amor sincero
Traz Iansã, abre o caminho
Faz enxergar, venha sorrindo
Pede pro meu orixá