Coleção pessoal de pensador
Imagina o seguinte: policiais corruptos. Cartéis de drogas. Políticos de nome. Todos trabalhando juntos. Quando eu era tira, estava tentando pegá-los, mas aí eles armaram para mim.
Enquanto o meu rosto estiver na primeira página, não me importo com o que falam de mim na página dezessete.
O passado é um ótimo lugar e não quero apagá-lo nem lamentá-lo, mas também não quero ser seu prisioneiro.
Meus heróis sempre foram os trabalhadores e os inabaláveis. Aqueles que acendem uma vela em vez de amaldiçoarem a escuridão.
Madrepérola
Como Frida, não me calo
Faço arte da ferida, cuspo no patriarcado
Faço parte da família, como Venus e Serena
Temos pena, como Azaelia a minha língua dá problema
Tombo como Conka, reino como Badu
Bailo com a Blaya, ave Maya Angelou!
Madrepérola
Eu mando como Chimamanda, no comando como Che
Sambo como Jojô samba, se caio, caio de pé
Imortal como Chavela, sensual como Sade
Vertical como Mandela
Sereia louca que vai deixar tentar deixar o mar
Com a coragem de quem sai do seu habitat
Sereia louca que vai gritar, chorar
Bramir, esbracejar tentar até conseguir
Sereia louca que vai sentir a falta do mar
Sentir a falta do ar que há neste lugar
Sempre que digam que é louca
É melhor muda que rouca
Eu quero uma casa no campo como Elis Regina,
Plantar os discos, os livros,
E quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.
O medo paga a farmácia,
Aceita a vigilância,
O medo paga à máfia pela segurança,
O medo teme de tudo por isso paga o seguro,
Por isso constrói o muro e mantém a distância!
Eles têm medo de que não tenhamos medo.
Quando o Homem falou sua primeira palavra, ele se tornou o fio que treme eternamente entre o mal e o bem, o Céu e o Inferno.
Eu simplesmente não sei quem eu sou. Eu não sei por quê eu existo. E não tenho muita certeza de ter tempo para descobrir.
