Coleção pessoal de pensador
Ela sentiu que cavar mais fundo exigiria que virasse sua vida de ponta-cabeça, que foi edificada na fantasia cuidadosamente elaborada de que se casar era uma espécie de prova de que, de uma vez por todas, ela poderia ser amada.
Por muito tempo, ela havia ignorado os detalhes de seu passado, desconsiderando que poderiam ser peças do quebra-cabeça em sua busca por conexão. Mas agora, de repente, ela se encontrou sentindo o impulso de olhar para dentro.
De repente, a vida dela era igual uma pintura, uma série de momentos congelados no tempo, como se ela assistisse de fora.
Ela permaneceu estranhamente casual. Esperando que uma série de conexões fugazes a livrariam do fardo de querer algo a mais.
Foi só uma vez. (...) Pude ser uma pessoa totalmente diferente e disse a ele que eu era curadora. E me vangloriei da minha vida toda, pois foi muito bom que alguém me visse e achasse que eu fosse tão impressionante.
No meu trabalho, preciso ter muito cuidado, e isso significa saber exatamente com quem estou negociando.
Nada é mais confuso do que ser mandado para a guerra para morrer sem ter a menor ideia do que está acontecendo.
– Desde que eu era pequena, eles gostavam deste lugar. Sempre gostaram.
– Quem?
– As pessoas no céu.
– Acredita mesmo nisso?
– Não preciso acreditar. É a verdade.
Cuidado, se você se eletrocutar, vai parar de nascer cabelo no seu corpo e você nunca mais vai namorar.
Você está entrando no mundo do clandestino e do esquecido, uma fresta entre os canais, o museu secreto da humanidade, a biblioteca particular das sombras, tudo acontecendo num palco forjado pelo mistério e encontrado apenas numa frequência entre a lógica e o mito. Você está no Teatro Paradoxo.
