Coleção pessoal de pensador

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⁠As pessoas pobres não deveriam precisar provar o quanto merecem ter um teto sobre as suas cabeças e alimentar os seus filhos.

⁠Recusar-se a ouvir os apelos de alguém por justiça e igualdade até que o pedido chegue em um idioma com o qual você se sinta confortável é uma maneira de afirmar o seu domínio nessa situação.

⁠Se você vive nesse sistema de supremacia branca, ou está lutando contra ele ou sendo cúmplice. Não há neutralidade em relação aos sistemas de injustiça...

⁠Ser privilegiado não significa que você está sempre errado e as pessoas que não têm privilégio estão sempre certas. Significa que há uma grande chance de você perder algumas peças muito importantes do quebra-cabeça.

⁠Quando identificamos onde nosso privilégio se cruza com a opressão de outra pessoa, encontraremos as nossas oportunidades de fazer mudanças reais.

⁠Odeio me deixar saber o quanto gosto de pensar em romance. Esse romance que falo mal, não por hipocrisia, mas porque sei que toda vez me joga da montanha mais alta. Sou obrigada a juntar minhas próprias vísceras e dizer opa, foi só um arranhão, tudo bem. Então, é melhor seguir assim, uma mulher editada. Para que aos poucos me ame, com cautela. Tem partes minhas que é difícil de amar.

⁠Gosto do inverno, mas tudo que gosto tem o poder de me tirar algo importante. Vou escolhendo com cuidado meus desejos, porque carrego o medo de perder.

⁠As mulheres monstruosas fizeram bruxarias no mar, deve ser por isso que chamam a luta de onda. Conchas trouxeram um poema que avisa. Monstras, animem-se, as que foram queimadas, seja por fogo ou por homem comum, voltarão. Quem foi queimada renascerá das cinzas. Lembre bem homem comum! Só as mulheres corcundas de carregarem tanta dor podem voltar, e voltam, todos os dias.

⁠Monstras somos nós, extraordinárias, visto que a monstruosidade é corpo diferente em movimento, feito de solidão. A monstra é linda e canta uma canção. A letra é dela dessa vez.

⁠É primavera agora que escrevo, e penso nessas questões escondidas das flores. Só as beladonas sentem a frequência das letras de agora, de um sentimento de sempre. Na cama, somente eu, lutando com uma capa de colchão elástica. E quando três ou dois lados parecem sincronizados se desfaz um, dois, todos. O segredo é não tensionar tanto só um canto. Leva tempo. E aqui nessa cama quis encapar as feridas, mentir sobre os profundos, mas não tão profundos pensamentos.

Eu compartilhava o destino de todas as garotas pobres: estava amarrada ao meu trabalho, como uma agulha presa por um fio.

⁠A loucura, como a chamamos, se manifesta de várias maneiras. As pessoas nem sempre choram e gritam como você diz que sua mãe fazia.

⁠A raiva sempre foi um defeito meu. Quando surge, canta nas minhas veias como um gole de gim. Qualquer ação parece possível, razoável. Só depois, quando o fogo se apaga, vejo a mancha escura de fuligem do que fiz.

⁠Não quero parecer ingrato, senhorita. Pessoas caridosas como você salvaram a minha vida. Mas eu gostaria que pensassem um pouco mais sobre o que eu deveria fazer com ela...

⁠A morte, uma vez concebida, foi voraz. Levou tudo com ela.

⁠Você está presa! Não percebe? Numa gaiola de ouro, mas ainda assim presa!

⁠Eu quero que você me ensine a ser delicado com você.

⁠Às vezes, brigar é inútil. Você precisa aceitar a situação. Quanto antes, melhor pra você.

⁠Escute aqui, não sou uma mercadoria que você pode transportar sem permissão. Se acha que se apaixonar é assim, você está errado.

⁠É hora de parar de pensar em diversão e prazer. Você precisa assumir suas responsabilidades, certo? Um dia tudo isso será seu.