Coleção pessoal de pensador
Todo mundo quer ser importante para alguém. Queremos que as nossas vidas, as nossas histórias e as escolhas que fizemos ou não fizemos importem.
O desespero era uma escolha. O ódio era uma escolha. A raiva era uma escolha. Eu ainda tinha escolhas, e esse conhecimento me abalou. Podia não ter tantas quanto Lester, mas ainda tinha algumas opções. Eu poderia optar por desistir ou continuar. A esperança era uma escolha. A fé era uma escolha. E mais do que qualquer outra coisa, o amor era uma escolha. A compaixão era uma escolha.
Se eu tivesse apenas uma hora de amor, se isso fosse tudo o que me fosse dado, uma hora de amor nesta terra, eu daria meu amor a você.
Por vezes considero que perdi muito tempo, no passado, desgostando de mim, mas reformulo a ideia concluindo que o tempo perdido é tão verdadeiramente vivido na perdição como o que se pensa ter ganho na possessão.
Não há no mundo explicação para a entrada e saída de transeuntes e utentes pelas vidas uns dos outros.
Não terem acordado ao lado do objeto amado, não terem iniciado os gestos ou as palavras do amor não amputou a paixão. Amaram na presença e na ausência. É assim que se faz.
Ganho assim o tempo necessário para o distanciamento e desapego, porque o que fica longe da vista se vai inexoravelmente afastando do coração.
