Coleção pessoal de pensador

28121 - 28140 do total de 52278 pensamentos na coleção de pensador

⁠Se você vai viver, é bom que você faça coisas dolorosas, corajosas e bonitas.

⁠Percebi que toda pessoa é um mundo diverso. O que importa é a pessoa, não os princípios e regras, mesmo se ela parecer horrível por fora.

⁠Dinheiro não é cura para o amor.

⁠Viva, mesmo achando que vai se magoar. Pelo menos terá vivido. As coisas que não vive doem mais ainda.

⁠Eu nunca mais comemorei meu aniversário. Não fazia sentido. Percebi que não há dias especiais na vida, só momentos especiais. E você não escolhe quando eles vão acontecer.

⁠Eu me recuso a me defender. Mesmo me defendendo significaria admitir culpa. Seria dizer: “Poderia ser eu, mas não foi.”

⁠O amor é puro interesse. Se der o que a pessoa quer, ela vem. Senão, ela vai embora. É um jogo nojento.

⁠Para contar uma mentira, você tem que se importar um pouco com a vida.

⁠O olhar estrutural sobre as relações raciais nos leva a concluir que a responsabilização jurídica não é suficiente para que a sociedade deixe de ser uma máquina produtora de desigualdade racial.

⁠O racismo, como processo histórico e político, cria as condições sociais para que, direta ou indiretamente, grupos racialmente identificados sejam discriminados de forma sistemática.

⁠O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida.

⁠O racismo se expressa concretamente como desigualdade política, econômica e jurídica. Porém o uso do termo estrutura não significa dizer que o racismo seja uma condição incontornável e que ações e políticas institucionais antirracistas seja inúteis; ou, ainda, que indivíduos que comentam atos discriminatórios não devam ser pessoalmente responsabilizados.

⁠Uma pessoa não nasce branca ou negra, mas torna-se a partir do momento em que seu corpo e sua mente são conectados a toda uma rede de sentidos compartilhados coletivamente, cuja existência antecede à formação de sua consciência e de seus efeitos.

⁠Há grande controvérsia sobre a etimologia do termo raça. O que se pode dizer com mais segurança é que seu significado sempre esteve de alguma forma ligado ao ato de estabelecer classificações, primeiro, entre plantas e animais e, mais tarde, entre seres humanos.

⁠Saber-se negra é viver a experiência de ter sido massacrada em sua identidade, confundida em suas expectativas, submetida a exigências, compelida a expectativas alienadas.

⁠É a autoridade da estética branca quem define o belo e sua contraparte, o feio, nesta nossa sociedade classista, onde os lugares de poder e tomada de decisões são ocupados hegemonicamente por brancos.

⁠A sociedade escravista, ao transformar o africano em escravo, definiu o negro como raça, demarcou o seu lugar, a maneira de tratar e ser tratado, os padrões de interação com o branco e instituiu o paralelismo entre cor negra e posição social inferior.

⁠Afastado de seus valores originais, representados fundamentalmente por sua herança religiosa, o negro tomou o branco como modelo de identificação, como única possibilidade de “tornar-se gente”.

⁠O negro que se empenha na conquista da ascensão social paga o preço do massacre mais ou menos dramático de sua identidade.

Uma das formas de exercer autonomia é possuir um discurso sobre si mesmo.