Coleção pessoal de pensador
Passaporte passarinho
Passa onde quiser
Sem pedir licença pra voar
Passa o rio, move o moinho
Passa o mar até
Primavera vem anunciar
Ei, seu passarinho
Fez um ninho e se foi cantar
O teu caminho é liberdade em mim
Enquanto houver
Um palco
A rua
O chão
Amor e utopia
Contramão
A força de uma voz
Quando o sinal fechar
Não estaremos sós
Enquanto houver
Um pingo
Uma fração
Um sopro
Uma ideia
Uma canção
Um ombro
Um coração
Pra resistir, cuidar
Quando o sinal fechar
Enquanto houver
Um pouco
Um troco
Um grão
Um sinal de vida
Uma ilusão
Um sonho
Um irmão
Pra dividir, somar
Quando o sinal fechar
E se faltar o vento
A gente inventa um movimento
E corre o mundo pra ver mundo girar
Fazer do nosso canto
Um jeito de lutar
Enquanto houver
Espaço pro depois
O traço do amanhã a gente faz
Ao redor de nós
Quando o sinal fechar
Não estaremos sós
Eu acho que você finalmente é adulto quando consegue ver os seus pais como pessoas passando pelos seus próprios problemas, em vez de apenas vê-los como tiranos insensíveis estão aqui para tornar a sua vida miserável.
O sucesso não é definido pelo que as pessoas ao seu redor querem. É baseado no que você deseja para si mesmo.
Não confio em pessoas que afirmam gostar de todo mundo, porque, realmente, como isso é possível? Se isso for verdade, você não deve ter nenhum padrão. Se você se preocupa com a sua vida, existem certas pessoas que você não quer por perto.
As borboletas não conseguem as ver suas asas. Elas não podem ver o quanto são bonitas, mas todos os outros podem. As pessoas também são assim.
O amor é a coisa mais linda do mundo e quem passou pela vida sem sentir amor, não viveu. Mas, em qualquer relação, ele pode ser saudável ou não. E quando vivemos um amor que não é saudável, a própria ideia do amor se desfaz e sua essência deixa de existir.
Saber dizer não para as coisas certas é um sinal de amadurecimento emocional, assim como não saber dizer não mostra que você ainda precisa evoluir.
O problema da sexualidade do ser humano como um todo é o julgamento. Ele quer sempre julgar o que o outro faz.
Passar por momentos tristes e conturbados me ajudou a desconstruir comportamentos e crenças que me paralisavam e a forjar, a muito ferro e fogo, a minha personalidade atual.
Todos nós, seres humanos, temos algum medo. É ele que nos faz chegar até onde chegamos; que nos faz sobreviver, que nos protege. Mas, se for grande demais, ele nos paralisa e nos impede de fazer conquistas grandiosas.
A vergonha é universal e constitui um dos sentimentos humanos mais primitivos. As pessoas que não experimentam esse sentimento são carentes de empatia e não sabem se relacionar. Vergonha é um sentimento intensamente doloroso ou a experiência de acreditar que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e aceitação.
Queremos ter o corpo dos outros sem pensar nem questionar como esses corpos foram construídos. Perdemos a capacidade de enxergar nossa beleza natural e de compreender nossos mecanismos de fome e saciedade, pois não permitimos que eles trabalhem da forma correta, sempre impondo dietas e restrições. E quando perdemos essa ligação, comer vira um ato desconectado das nossas sensações corporais e passamos a fazê-lo no piloto automático, sem sentir o gosto, a textura, o cheiro.
A beleza é uma convenção, mas tendemos a aceitá-la como verdade absoluta. E nos tornamos escravos dela, fazendo barbaridades para atender aos seus padrões.
Quem nos julga ou nos ofende na verdade só está manifestando as dores que traz dentro de si. Quem guarda ódio só consegue oferecer ódio.
Percebi quantos bons momentos deixamos de viver por causa da nossa autoimagem deturpada. Essa dor não pode ser ignorada, é claro, mas não podemos permitir que a vergonha ou o sofrimento controlem nossa vida.
