Coleção pessoal de pensador

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⁠Ele é um amor. É sensível. Ele me escuta e é inteligente. Mas há algo inefável, profunda, impronunciável e irreparavelmente errado aqui.

⁠“Uau” é uma exclamação que serve para tudo. Acabei de perceber. Pode significar que você adorou ou que não tem palavras para descrever a porcaria que é.

⁠Por isto gosto de pegar a estrada. É bom para fazer você lembrar que o mundo é maior do que o interior da sua cabeça.

⁠Suspeito de que os humanos sejam os únicos animais que sabem a inevitabilidade de suas mortes. Outros animais vivem no presente. Os humanos não podem, então inventaram a esperança.

⁠A beleza é um valor, e os valores só têm a força que atribuímos a eles.

⁠Eu quero chorar agora, não depois! Quero ser o primeiro porque se chorar depois dos outros, como vão saber que eu também chorei?

⁠Uma raiva negra surge num momento em que, na França, algumas vozes querem nos persuadir de que o racista se torna um "resistente", um "corajoso" diante de um pensamento único.

Cantamos na linguagem antiquada desse homem de bom coração, que nos vendeu a esperança ao menor preço possível.

⁠O africano foi o primeiro homem na Terra, as outras raças só chegaram mais tarde. Todos os homens são, portanto, imigrantes, exceto os africanos que estão em casa aqui em baixo.

A rua é minha mãe. O sol é meu pai. O que mais devo pedir da vida?

⁠Na época mais bonita do ano, a comida salvava tudo. É a comida que lubrifica as engrenagens entre a tia surda e o adolescente mudo. É a comida que preenche os espaços entre os irmãos com nostalgia perfumada de canela, e é a comida que dá propósito à mãe cheia de culpa.

⁠Era engraçado como, mesmo depois de ter filhos, você nunca parava de precisar da sua mãe. Na verdade, eles faziam você precisar mais dela.

⁠Eu sei, agora, que a vida é muito curta para se preocupar com as pequenas coisas.

Se irritar com as pequenas coisas, dia após dia, é a grande tragédia cotidiana.

⁠Apenas as pequenas coisas na vida são importantes.

⁠Existe um medo da volúpia que é em si mesmo voluptuoso, assim como um certo medo da morte pode ser mortal.

⁠Nosso relacionamento com a natureza ficou distorcido. Repare, a natureza adquiriu um propósito no que diz respeito a nós. Sua tarefa é nos divertir. Não existe mais por si só.

⁠Acredito que minhas observações sempre me levaram a descobrir que o chamado realista se move pelo mundo com a mente fechada, cercada por assim dizer de concreto e cimento, e que o chamado romântico é como um jardim sem cerca, através do qual a verdade pode vagar à vontade.

⁠De qualquer forma, sou incapaz de manter um emprego em qualquer lugar, a menos que me paguem para ficar com raiva do mundo.

⁠Fábula A Lebre e a Tartaruga

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente

Moral da história: Devagar se vai ao longe.