Coleção pessoal de pensador
Você não olhava
Foi só um vislumbre
Dois anos atrás
Eu era chorume
Poeira estelar
Eu era faísca
Sujeira de ouvido
Eu fui seu amigo
E o seu carrasco
Fui tudo o que tinha
Retalho e maço
Seu corpo vermelho de Sol
Flores na sacada
Eu olho seu rosto
Você não diz nada, não
Eu fico perplexo
Espero uma reação
Seus olhos castanhos
Só olham o chão
Então me diga alguma coisa que me faça
Atravessar a rua ou talvez
Rasgar toda a paulista com os meus dentes
Então me diga alguma coisa relevante
Alguma coisa que talvez não caiba
Em toda essa conversa por dizer
Adeus, amor
Nem deu desculpa
Bateu a porta e foi
Fala que dessa vez não vai rolar
Quero que entenda
Que a vida é curta
Mistura de Rita com Amelie
Quando acha que entendeu
Eu nem tô mais aqui
Claro posicionamento político
Laço no cabelo
E bom senso crítico
Deve ser horrível dormir sem mim
Larguei até o livro que eu estava começando a ler
Só pra te ver
Sofrer por mim
Se eu fosse mais nova
Eu cederia sim
Sim, mas não
Larguei até o vício que eu estava começando a ter
Em Cabernet
E só porque vejo sua live
Não tão leve
Obsessão em mim
(Qualquer vício é ruim)
O que está diante dos seus olhos é uma obra-prima da decepção. As raízes do meu cabelo começam aqui.
Por favor, não me dê nenhuma responsabilidade. No momento, não consigo lidar com nada mais importante do que as instruções para chegar ao seu apartamento.
Não dá pra compartilhar a dor. Agonia… A agonia é pessoal, cada um tem uma diferente. O luto é muito solitário.
Servimos a Deus aqui. Sei que nem todos acreditam em Deus, e tudo bem, é o mundo moderno, não julgamos ninguém, mas protegemos uns aos outros, cuidamos uns dos outros.
