Coleção pessoal de pensador
Parece uma escada que devo subir até as nuvens para me afastar desse vazio, para estar em algum lugar quente. Mas toda vez que eu subo, quando chego ao topo, não há nada lá além de silêncio e frio e outra escada para subir.
Dê ao homem um peixe e você o alimentará com uma refeição. Ensine-o a pescar e ele poderá se alimentar com muitas refeições.
Se der um peixe a um homem, vai alimentá-lo por um dia. Se ensiná-lo a pescar, vai alimentá-lo por muitos dias.
Se der um peixe a um homem pobre, você vai alimentá-lo por um dia. Se ensiná-lo a pescar, você lhe dará uma ocupação que o alimentará a vida inteira.
Este é um ditado bastante citado e cheio de sabedoria social: “Dê um peixe a um homem e ele terá fome de novo amanhã; ensine-o a pegar um peixe e ele será mais rico a vida inteira.”
Se der um peixe a um homem, ele ficará com fome de novo em uma hora. Se ensiná-lo a pegar um peixe, você lhe fará uma boa ação.
As crianças experienciam a solidão como vergonha. Acham que estão sozinhas porque há algo errado com elas, porque fizeram algo ruim...
Nenhum homem, por um período considerável de tempo, pode usar uma face para si mesmo e outra para a multidão, sem terminar ficando confuso quanto à verdade.
Ficamos com a sensação de que não temos permissão para dizer não, porque fomos ensinados que as necessidades de um narcisista são mais importantes do que as nossas.
Eu nunca apareci nos seus sonhos, tenho certeza, pois as pessoas que guardamos em nossas memórias raramente têm um lugar para nós nas deles.
Estou ciente de que, sempre que converso com um livro, me beneficio da decisão de alguém de lutar contra o silêncio.
Tudo é mentira, qualquer coisa é verdade: só nos resta deixar-se levar, deixar-se cair nesse vazio.
Conforta acreditar que o passado é um inimigo que derrotamos de uma vez para sempre, que cada minuto é uma formiga que esmagamos com o pé em nosso avanço implacável. Ao contrário, minha sensação é de que o passado respira todo o tempo às minhas costas, anda sempre no meu encalço e, se acelero o passo, ele também aumenta o ritmo de sua marcha, disposto a me tragar de uma vez na sua corrente.
Só um louco pode supor que o céu tem o tamanho dos seus olhos. Só uma criança pode acreditar que o mundo inteiro cabe no prato da sua fome.
Existe um limite para tudo. Não é medo, não é convenção. Pelo menos, não é só isso. Marcas invisíveis deslizam no chão, atravessam nosso caminho. Uma fronteira, um litoral, nem sabemos em que nossos pés tropeçam, nem imaginamos em que parede nosso ombro esbarra.
