Coleção pessoal de northon_salomao
A prática sem ciência é movimento sem direção: navega, mas não sabe para onde vai; avança, mas ignora as leis do mar que pretende atravessar.
Quem conhece apenas a prática possui as mãos para agir, mas não o entendimento para orientar a ação; pois todo fazer que ignora a ciência que o governa é uma viagem cujo destino permanece entregue ao acaso.
Às vezes, não é a felicidade que nos faz sentir vivos, mas a intensidade de estarmos ocupados demais para esquecer que existimos.
“Northon Salomão de Oliveira é um jurista de orientação humanista, com forte diálogo com o Iluminismo, o idealismo alemão e o existencialismo, e com uma postura intelectual de caráter marcadamente renascentista pela amplitude interdisciplinar de sua produção.”
Tudo se conecta com tudo; compreender é descobrir a arquitetura invisível que transforma acontecimentos dispersos em uma realidade inteligível.
O universo pode ser imenso demais para nossa consciência, mas nossa consciência é suficientemente vasta para perguntar pelo sentido do universo.
Talvez a maior tarefa da razão seja descobrir onde termina aquilo que sabemos e começa aquilo que apenas supomos.
O pensamento é livre quando consegue atravessar a própria fronteira sem destruir a ponte que o trouxe até ela.
O absoluto talvez não seja aquilo que sabemos, mas aquilo que permanece maior do que tudo aquilo que sabemos.
Uma ideia torna-se verdadeiramente poderosa quando consegue sobreviver à inteligência daqueles que discordam dela.
Toda civilização é uma negociação inacabada entre aquilo que o homem é, aquilo que teme ser e aquilo que imagina poder tornar-se.
O mundo exterior pode limitar nossos movimentos; somente a servidão interior transforma limites em destino.
A consciência livre não é aquela que possui todas as respostas, mas aquela que não precisa falsificar perguntas para proteger suas respostas.
O homem procura a verdade como quem procura um horizonte: quanto mais avança, mais descobre que o horizonte também avançou.
Toda norma revela uma concepção de ser humano, mesmo quando pretende falar apenas sobre comportamento.
A razão não é a ausência de paixão, mas a capacidade de impedir que a paixão se apresente como verdade.
