Coleção pessoal de nilo_deyson_monteiro_pessanha

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Sou filósofo.
Quer falar de Nietzsche, Kant, hegel, Sartre, Marx, Freud, Dostoiévski, Schopensrauer ?
Todos estão em mim, pois o mundo para mim se tornou pequeno...Nilo Deyson.

NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

POESIA PERDIDOS COM CLAREZA

Desnude sua alma perante a mim.
Deixe que eu te enxergue com clareza,
e na transparência de nossos olhares,
o mundo pare em nós.
Existimos e resistimos no amor que sentimos, deixamos o tempo assim conduzir o destino.
Assim o amor que tome conta da gente na clareza em que estamos perdidos .
Somos dois cometas de uma mesma estrela,
Perdidos no espaço entre nossos universos e achados em nossas idas e vindas desses espaços confusos.

NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

TENTÁCULOS, CURRÍCULOS, ARMÁRIOS E A EQUAÇÃO MAIS SIMPLES
Por Nilo Deyson

Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede.
Uma reflexão sobre a mente condicionada.
A consciência é a essência da real natureza.
A mente necessita de adições, apêndices, tentáculos, armários, currículos, coisas.
Ela tem que carregar coisas. Mas a Consciência que você é não precisa de nada disso, não leva nada consigo, está acessível na medida exata da sua vivência.

Maturidade é necessária para ver algo: quem seria você sem tudo o que você tem ao seu redor, sem tudo o que você carrega na sua mente? Pensamentos, problemas, mente. Esse falso-eu, criado pela sua mente, vive em busca de um lugar para cometer um acidente, está sempre em busca de um probleminha qualquer. Isso é o que lhe dá tônus.

Já o seu ser, aquilo que você é, é totalmente vazio de necessidades – tanto de conflitos quanto de bajulação. Aqui, eu, Nilo Deyson não vou chamar de "amor" porque é grande a chance de equívoco. Ademais, o amor não precisa de amor. Se você precisa de amor é porque ainda não descobriu que você é amor – essa equação é bem simples.

Você precisa ir mais fundo na questão "quem sou eu?". Enquanto houver separação entre você e o que quer que seja, você está imaginando a si mesmo, a Verdade ainda não foi vista.

Sei que seria sensato empreender qualquer tipo de mecanismo para que este que está separado aceite aquilo que está fora dele. Mas aquilo que você é não tem nada fora dele, tudo está dentro dele.
Aqui, inclusive, entra um paradoxo gritante, veja: em mente não há consciência, em consciência não há mente. Seu ser não sabe nada da existência da mente tanto quanto a luz não conhece a escuridão – uma coisa é a ausência da outra.

Na presença a ausência desaparece, ela não tem como permanecer.
Logo, na presença da luz que você é, a mente subjetiva, a mente des-funcional, desaparece. Sem acúmulos, direta e funcionalmente, aquilo que é.
Quem é você?
Conheça a ti mesmo.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

O QUE VOCÊ VÊ ?

Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede.
Quero nesse momento, compartilhar um pensamento que trago comigo e talvez lhe ajude a ampliar sua própria consciência.
Quando nos aprofundamos e investimos energia em pessoas vazias, a única coisa que encontramos é o eco dos nossos próprios esforços. Quando mergulhamos de cabeça em pessoas rasas, o mais provável resultado é quebrar a cara.

O vazio e o raso, no entanto, são largamente subjetivos (e como tudo que é subjetivo, mudam com o tempo). Aquilo que para uma pessoa é oceano, para outra pode ser uma poça d’água. Aquilo que ontem era pleno e profundo, hoje pode ter se tornado vazio e insuficiente.

É o vai-e-vem de uma maré individual. E ninguém é melhor mergulhador das tuas profundezas do que você mesmo. É somente você, portanto, que pode saber a medida do que deve ou não ser aceitável nas tuas relações.

Há quem sofra por derramar oceanos em alguém que só deseja um copo d'água. Da mesma maneira, há quem se assuste por receber toneladas quando desejava apenas um punhado. Há, também, pessoas que entregam o mar a alguém que sonha com montanhas.

Ninguém é obrigado a sentir, desejar, amar. Assim como ninguém é obrigado a se contentar com migalhas afetivas. Sentimentos e desejos se manifestam de maneiras diferentes em cada um de nós.

Eis o difícil ponto de equilíbrio das relações humanas. A complexa dança entre auto-respeito e empatia.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

FILOSOFIA E VOCÊ

Vivemos numa civilização na qual predominam as aplicações técnico-científicas em todos os setores da vida humana. Esta civilização que cobre o mundo desenvolvido e que é o sonho do mundo subdesenvolvido, tem um grande impacto sobre culturas e tradições milenares.

Qual é o papel da filosofia nesta virada histórica? Terá ainda algum sentido tratar de metafísica na época do triunfo das ciências físicas, biológicas e econômicas? Tem a reflexão filosófica alguma importância na vida real ?

Na perspectiva hegeliana a Filosofia não precisa apressar-se porque ela é uma ciência vesperal que levanta vôo ao cair da noite ou seja, depois dos acontecimentos do dia. Mas será a Filosofia só retrospectiva? Não seria ela também uma ciência matinal, prospectiva, que caminha com todos os outros modos de conhecimento? Pode ela dispensar-se de participar da historicidade da existência humana?

De fato a Filosofia pretende coincidir com cada movimento da história. Ela alimenta o projeto ambicioso de elucidar a radicalidade da existência tanto sob o ponto de vista da razão teórica como da razão prática. Isto é, a Filosofia, tomada como metafísica e ética trata sempre do saber e do agir humanos na história. Afinal, o que é fazer filosofia? Que significa isso? Em sentido muito amplo, significa o exercício de uma atividade intelectual igual outras atividades intelectuais como a literatura, a sociologia, a economia.

Esta atividade é exercida num espaço, num campo específico bem determinado: o corpus philosophiae que é formado pelos sistemas filosóficos conservados ao longo da História. Ademais, a atividade ou a práxis filosófica é contingente, o que vale dizer que ela nunca foi necessária: para viver não precisamos de filosofia. A ciência, por exemplo, se ocupa de coisas tão fundamentais quanto a Filosofia: o espaço, o tempo, a matéria, a vida, as causas.

Mas ainda, a atividade filosófica depende da cultura ambiental. Ela aparece depois de um certo desenvolvimento cultural. É verdade porém que se torna independente do ambiente quando reorganiza em sistema. Os ambientes culturais passam, mas os sistemas filosóficos permanecem e formam o corpus philosophiae sobre os quais se exerce uma parte da atividade filosófica. Enfim, vou ficar por aqui por enquanto, e em breve voltaremos a escrever sobre Filosofia.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

POETA NO TEMPO DA ESPERA
Por Nilo Deyson

Mas um instante passou. A fonte do sonho infinito ainda cabe no berço de um outono.
Adiante o poema é translúcido, e distante a palavra vem do pensamento.

Quando o ser que vive no sonho infinito unir-se em meu mundo real, nascerá então o início real, colocado será portanto, no berço da inocência à vista de meus cuidados e carinhos... ainda cabe...

Sou simples como o grão de uma poesia, sei esperar, pois em meu íntimo sou como a melancolia, e feliz por essência como quem em uma tarde ama como a chama ama o silêncio, doce ao vento que trás e leva o tempo...

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

REFLETIR LITERATURA " DOSTOIEVSKI "

Amigo leitor e prezados amigos de rede, venho trazer um pouco de literatura para seu dia.
Alguns escritores possuem a capacidade de transformar seus textos em verdadeiros tratados teológicos e filosóficos. Admiro quem consegue transformar uma boa história em um momento de reflexão, sendo Dostoiévski a meu ver, um destes geniais escritores.
O livro Memórias do subsolo pode lhe parecer estranho à primeira vista, coisa que no decorrer da leitura passa, mas algumas nuances do texto nos prendem totalmente a obra.
O protagonista não tem nome, a princípio não entendemos, mas conforme o texto avança, é inevitável não sentir a vontade de dar o nosso nome ao personagem. É imprescindível nos vermos em alguns momentos narrados na história, pois no fim, somos tal como o homem sem nome, um misto de bondade e maldade, egoísmo e empatia.
O livro é um diário que não está sendo escrito para ser lido, é uma espécie de diário de desabafo de um pobre coitado e suas mazelas. De um homem muito mau, diga-se de passagem, sendo este um dos pecados que o personagem confessa logo nas primeiras palavras do livro: “
Sou um sujeito doente…Sou um sujeito maldoso. Um cara repulsivo eu sou” (DOSTOIÉVSKI, 2015, p. 21)
Quem é você caso ninguém tivesse lhe observando? Se por acaso você tivesse apenas desabafando em um diário, este desabafo iria condizer com quem os outros veem? Ou você vive um personagem.
Conforme avançamos na leitura, perdemos aquela estranheza, percebemos um pouco de nós e de como o ser humano é. Sendo as vezes invejoso, algumas horas hipócrita e em alguns momentos se vê dependente da aprovação dos outros. Cada um tem as suas falhas, não existe ninguém alheio a erros e contradições. O que existe são pessoas que não percebem suas falhas ou são orgulhosas demais para confessá-las. Luiz Felipe Pondé, em um livro onde ele discorre sobre o pensamento e a filosofia dos livros de Dostoiéviski, define o livro Diário do subsolo de forma bem pontual:
“Fazendo uma metáfora, podemos dizer que a fala do personagem de Memórias é uma espécie de dança macabra de átomos, embora ele ainda se revolte com sua caracterização como ser determinado” (PONDÉ, 2013, p. 229).
Sendo que a dança macabra é visível em todo o livro, quando o personagem se mostra como perfeitamente se definiu, “um sujeito maldoso”, além de cruel e egoísta.
A parte interessante é que você vê aquele homem maldoso sofrendo a todo o momento, se corroendo de raiva e inveja e fazendo alguns malabarismos para manter a sua aparência.
A crítica do livro é dirigido a Tchiernichievski, autor do livro “Que fazer?” Que acreditava que para um novo mundo surgir, a tradição e tudo o mais que existia deveria ser destruído (PONDÉ, 2013, p. 237, 238). O livro foi referência na revolução russa.
Já não sou tão novo para me deixar de impressionar com a maldade humana, e sou cristão demais para deixar de olhar para a Bíblia e perceber que ela tem razão quando diz que:
O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (JEREMIAS 17:9)

O homem sem Deus não é nada, o ser humano quando é guiado por seu coração e suas aspirações, sempre se dirigirá para a maldade e o caos. Pondé termina a sua análise resumindo muito bem este homem:
“O indivíduo do subterrâneo é como que o ser humano mostrado na sua obscenidade interior: absoluta, sem nenhum prurido, na hipocrisia necessária à convivência” (PONDÉ, 2013, p. 242).
Eu sei que podemos ser até pessoas boas, quem sabe você esteja se perguntando: “será que eu sou realmente uma pessoa má?” A luz de realidade que nos circunda, acredito que possamos até sermos pessoas boas, honestas e bem intencionadas. A grande questão é que o homem tem uma propensão para a maldade muito grande.
Somos corrompidos pelo pecado, com isso, temos em nós uma capacidade de nos destruir e destruir o próximo sem tamanho. Sem Deus, perdemos o controle e seguimos nossos impulsos naturais em fazer o mal.
Deus é o nosso Norte, a bússola que não deixa com que o pecado tome a leme e guie a nossa vida para a destruição, sendo que eu vejo o personagem do “Diário do subsolo” como uma sombra de como o homem sem Deus é.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

POLÍTICA OU PAIXÕES ?

Olá, amigos leitores e prezados amigos de rede. Por gentileza, leiam com atenção!!!
Sempre terei meu modo de pensar política, entretanto, vou sempre defender o direito da outra de falar o que pensa.
Infelizmente muitos se perdem em suas paixões ideológicas e não sabem respeitar o outro lado. Estamos em um país laico e democrático, no entanto, falta equilíbrio e bom senso por parte de alguns militantes.
Tenho visto muitos debates serem travados sobre quem teria dividido o Brasil, o governo ou a oposição. Um debate, na minha opinião, inútil porque basta analisar séculos da nossa história para perceber que o país nunca foi homogêneo, em deveres ou direitos. E que mesmo o que se convencionou chamar de “identidade brasileira" é algo em discussão e construção, porque temos tantas coisas que nos separam quanto aquelas que nos unem. O fato novo é que, de uns tempos para cá, o debate sobre essas diferenças passou a acontecer à luz do dia ou abertamente nas redes sociais.
Como já disse em outras ocasiões e falei sobre isso com algumas figuras políticas aqui da cidade, acho muito bom que os posicionamentos e insatisfações estejam escancarados. Porque tapar uma ferida com um bom curativo não basta para ela curar. Ela precisa ser analisada, limpa e tratada. E isso vai demandar muito diálogo e paciência, de todos os lados. Pois é democrático discordar do posicionamento do outro. O que não é democrático é querer o fim das pessoas que pregam certos posicionamento.
[...] mais do que um sentimento de estar construindo um mundo novo, coletivamente, muitos se juntam guiados pela sensação de conforto trazida pelo sentimento de pertencimento a um grupo. E esse grupo se define, não raro, não pela aceitação das propostas políticas de um grupo, mas por identidade reativa ao outro, que é considerado inimigo e não adversário.
Ou seja, juntam-se pelo ódio à outra proposta e não pela certeza de que a sua proposta é melhor.
As torcidas políticas abandonam a razão muito antes que o povo das organizadas de times de futebol. Apesar de muitas organizadas de futebol estarem envolvidas em atos de barbárie e selvageria, seus componentes ao menos sabem quando o seu time dá vexame e quando manda bem, protestam contra os dirigentes, vaiam a própria esquadra, reconhecem jogadas de craque do adversário.
O que sai da boca dos líderes de qualquer grupo não deveria ser considerado como Verdade Suprema com cheiro de lavanda e toques de baunilha de Madagascar por seus seguidores. Da mesma forma que também a fala do adversário não deveria ser considerada como a mais completa carniça pútrida e fétida, infestada de vermes e baratas. Mas não é assim que muita gente age, adotando ares de seita fundamentalista.
Política é bom e é sensacional que as pessoas estejam vivendo, fazendo e respirando política. Mas, como já disse aqui durante aquela zorra em que se transformaram as eleições do ano passado, fazer política significa também estômago forte e alma tranquila, considerando que está em jogo a forma pela qual achamos que o país deve ser conduzido.
Ou seja, em tese, o seu interlocutor – seja ele um avatar estranho teclando loucamente em uma rede social ou o seu melhor amigo lançando perdigotos em um debate acalorado – não é seu inimigo. Ele está no mesmo barco e, também em tese (ok, pelo menos em tese), compartilha com você um mesmo objetivo comum: uma vida melhor. Isso não vale para trolls e haters, é claro.
Há pessoas que parecem não aceitar serem questionadas. Talvez para afastar os medos e inseguranças sobre suas próprias crenças. Acredito que meu ponto de vista está correto. E defendo-o de corpo e alma. Mas sei que isso não faz dele o único. Uma outra pessoa pode defender que a forma mais correta de acabar com a fome, a violência, as guerras, a injustiça seja por outro caminho. Já encontrei respostas para indagações pessoais em pessoas que escrevem sob um ponto de vista totalmente diferente do meu.
Sinceramente, você só tem amigos que concordam com você? Talvez você não saiba, mas você é uma pessoa pobre. Pois negar o convívio com a diferença empobrece nossa percepção do mundo.
Sei que é duro acreditar nisso neste momento de crise política, econômica e social. E, pior: com profissionais nas redes sociais, de um lado e de outro, distribuindo granadas à população para que entre em uma guerra fratricida. Sugiro que busquem a tolerância no diálogo, mesmo que firme e duro, e se perguntem se acham que estão certos a todo o momento, uma vez que nossa natureza não seja de certezas e sim de dúvidas e falhas que só poderão ser melhor percebidas no tempo histórico. Eu sempre defenderei o diálogo de uma forma educada, como meio de solucionar questões difíceis nas tomadas de decisão, e sempre com base no conhecimento, pois acredito que é possível formar pensamentos construtivos para serem aplicicados pelos nossos representantes na política, assim podemos cogitar um Brasil livre do atraso das paixões ideológicas. Trabalhamos assim, na defesa dos bons costumes e da família, no empreendedorismo e no desenvolvimento da pessoa humana, assim como acreditamos que a educação e a cultura podem contribuir muito para melhorar as relações entre todos os segmentos e ideologias. " penso tudo isso, eu Deyson". Enfim, como político que sou, tenho meu modo de ver o mundo político, contudo, defenderei até a morte o seu direito de se expressar, claro, de forma educada e equilibrada no sentido da construção do pensamento e das ideias que possam solucionar problemas complexos na organização da sociedade no todo.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

A ampliação da consciência para adquirir conhecimento depende da mente liberta das paixões, assim amplia-se também os bons costumes alcançando novas gerações!!!

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

POESIA : A NOITE EM LAMENTO

A última noite se inclinou perante
suas reflexões, seus olhos atingiam
o horizonte, com lágrimas escondidas
no frio espaço entre nossos abraços.

Em vão o silêncio escutava o desejo de
nossas carícias, a noite ficou entregue
ao fluxo do sentimento que subia em
aroma de desejos.

Então, a dor maior se fez na madrugada,
Onde a noite inclinada sobre suas reflexões,
Lhe trouxe ao longe um suave som da nossa
Música preferida, e o frio espaço entre nós lamentou...

Poeta : Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Não te convertas em um simples meio para os demais, porém sê para eles ao mesmo tempo um fim.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

O EGO

Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede.
Vamos cuidar do seu interior nesse momento.
Controle seu ego.
Ele é intruso, faz barulho e acaba com a essência da própria existência.
O ego é alimentado pelo seu "eu" condicionado.
É óbvio que muitos gostam dos aplausos nas praças, os elogios, os olhares voltados para si, no entanto, com o tempo isso pode lhe atrapalhar no processo da liberdade.
Essa liberdade é a consciência desapegada das demagogias e do próprio ego.
Ninguém é insubstituível, na realidade, ninguém é nada senão uma poeira cósmica que já já vai partir desse mundo.
O ego gosta de aparecer, gosta de curtidas, visualizações no mundo virtual dos nossos dias.
Aqui, Nilo Deyson lhe trás um conselho e uma reflexão: Não crie expectativas com absolutamente nada nem ninguém, pois você não pode depender do ego para ser feliz, ao contrário, tenha equilíbrio e saiba dominar seus impulsos, aprenda a ser feliz sem cenários, sozinho, pois ainda que esteja cercado de pessoas, você é solitário na essência, dentro de si, pois só existe você aí dentro.
A reflexão é a seguinte: Você já reparou que a maioria das coisas que você vê como verdade, todas foram impostas em você sem você se quer questionar ou investigar? Pois bem, tudo isso é óbvio, é para que haja uma organização em sociedade, porém, de um modo ou de outro, essas mesmas "verdades " fazem parte do seu exterior, e elas logo poderão inflamar seu ego no sentido de lhe colocar como uma pessoa importante na sociedade por você ter em posse muito conhecimento, eis aí a prepotência, arrogância e orgulho se agasalhando no interior do ego. (Muito cuidado). O ego é uma armadilha para lhe roubar a vida e lhe confundir, pois o ângulo que você se enxerga é exterior, entretanto, a sua real natureza se encontra no interior, na consciência despertada, desapegada do "eu" condicionado. Por fim, fica atento, cuidado para não transmitir uma imagem ruim de você, pois ninguém nasce pronto, nós nos fazemos a medida em que buscamos aquilo que temos como prioridade, então nessa busca, à beira do caminho vão ficando visíveis sua condição interior se refletindo no exterior.
Quer encantar as pessoas?
Seja simples, sóbrio, moderado, equilibrado e tenha paciência.
Respeite seu próximo, respeite todas as instituições e autoridades, tenha temor à Deus e seja livre, imparcial, sem apontar nem julgar.
Mantenha a mente livre e em silêncio, na paz intacta sempre presente no agora.
O ego só é vencido se você quiser mudar, pois fora da linguagem tudo é silêncio, para que quando você estiver pronto o mestre dentro de você aparece e você desaparece.
O FIM DO EGO

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

POESIA ME SINTA

Se você ao menos me sentisse com seu olhar, se entregaria toda em meus braços,
Deixaria seus lábios sentir minha poesia,
Suave, deliciosamente suave.
Se ao menos me desse uma chance, te ensinaria coisas delirantes.

NILO DEYSON MONTEIRO

A POESIA NOS INVEJA

Como é lei no amor, o mundo termina em nós,
em lençóis...
A paixão no estado de demência, nem aí para o mundo capitalista, tudo é nada em nossa verdade, somos presentes.
Sem reservas nem medidas, nos mordemos em carícias,
nossos corpos já não sentem à essa altura, apenas em transe flutuam na essência do gozo do amor...
O universo nos uniu, nosso olhar, nossa pele, nossa cor...
Enfim, deixa a noite cair, o luar na roda das estrelas à cirandar nossa inocência, pureza, transparência, verdade,... viver... nada igual...

Poeta
NILO DEYSON MONTEIRO

PENSA COM AÇÃO!!!

A importância da leitura na vida do homem é indiscutível, indispensável e deve ser um hábito natural durante a vida.
A Literatura além de ampliar sua visão de mundo e enriquecer seu vocabulário, ela pode proporcionar para sua vida, experiências nunca antes cogitadas.
No Brasil, a quantidade de leitores é muito pequena, quase zero, e isso é muito grave.
A falta do conhecimento empobrece, anula sonhos e fecha portas.
Portanto, crie hábitos de Leitura diária, ainda que por alguns minutos, isso lhe fará ao menos se mover no sentido da liberdade, pois quanto mais você se agasalha do saber direito das coisas com profundidade e propriedade do assunto, você se tornará uma pessoa melhor, e para muitos será referência.
Assim você poderá debruçar opinião em diversos tipos de assuntos, isso quando você já estiver dominando o assunto em discurso. Porém, nunca queira falar sem ser perguntado, isto é ego puro, ele não pode aparecer, pois quando você estiver pronto de verdade, o mestre dentro de você aparece e o seu "eu" desaparece, pois o sábio cora suas palavras, sabendo entrar e sair sem demagogia.
Lembrando que nunca, jamais deixe o seu ego te dominar, ao contrário, a simplicidade e o domínio próprio são elementos naturais no homem prudente.

NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA

PENSO, LOGO VIVO

O conhecimento é a ponte para o diálogo, logo o diálogo é o fim da guerra.
O homem sábio vê o mundo de forma imparcial, desapegado das paixões, respeitando o universo do outro, assim como a visão de mundo do outro, observando cada um em seus mundos sem julgar e sem apontar.
O homem que se agasalha da justiça sabe
entrar e sair, porquanto o sábio é imune aos infortúnios, logo o silêncio ou o diálogo são ferramentas que impedem o sábio de cair no buraco onde o homem inteligente outrora caiu.

Conhecimento literário .
Inteligência emocional.
Pensamento filosófico.
Alma de poeta.
Conselheiro da mente despertada.
Desapego das emoções e pensamentos.
Amor e respeito pelo próximo.
Fé em JESUS CRISTO.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

O poeta é visitado pelas inspirações de tempo em tempo, porquanto seu mundo está ligado ao universo da essência do amor, logo o romantismo não perde sua força, ao contrário, ganha vida em corações apaixonados, em corações curiosos por admiração ou atração, enfim, o poeta é a maior expressão em letras de quem não sabe se expressar!!!

Nilo Deyson Monteiro

A qualidade de vida está ligada ao seu modo de viver, pois se sua prioridade for buscar o conhecimento e desenvolver sua Inteligência emocional, logo sua vida será um espetáculo aos seus olhos.

NILO DEYSON MONTEIRO
Acadêmico da Academia Pedralva Letras e Artes.

Neurônios apaixonados ( PAIXÃO )
Por Nilo Deyson

Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede.
Venha saber direito com Nilo Deyson.
O que você pensaria se eu te indicasse se entregar totalmente a um estado “hipermotivacional” de demência temporária, com duração média de 12 a 18 meses e com grandes características de obsessão e de compulsão?
É provável que você me processasse, não é mesmo?
E se, ao invés disso, eu te aconselhasse: “Você precisa viver uma grande paixão!” Aposto que você acharia a ideia bem atraente.
Pois bem, você acredita que se trata da mesma recomendação? Incrível, não?
Basta pensar com a consciência.

Deixando de lado toda a aura poética do assunto, o que se passa em nosso cérebro, quando estamos apaixonados, é bem menos romântico do que nos mostram as fábulas e mitos. Tudo começa com a ativação das vias mesolímbicas dopaminérgicas (vias relacionadas ao sistema de recompensa e à memória).
Quando vivemos uma paixão, há um aumento da produção de dopamina (neurotransmissor relacionado à concentração, à motivação e ao prazer). Ao mesmo tempo, há a diminuição da produção de serotonina (neurotransmissor que regula o sono, o humor e o apetite).
Essa verdadeira anarquia química acaba inibindo nossas estruturas pré-frontais, já que são elas que nos ajudam a frear nossos impulsos e desejos.
Diante dessa rápida pincelada na neurociência, podemos entender melhor os “sintomas” de um apaixonado.
Com a superativação do sistema de recompensa e da memória, sentimos profunda felicidade quando nos lembramos do objeto de nossa paixão.
E, essa sensação reforça ainda mais o sistema que acaba entrando em looping.
Ficamos como que embriagados, querendo beber ainda mais dessa paixão.
O aumento da dopamina transforma o ser amado em nosso único foco.
Ficamos obstinados, e a nossa vida passa a concentrar-se apenas nele.
Sentimos muita motivação e, ao mesmo tempo, muita ansiedade.
Trata-se de um estado parecido com o Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Com a queda da serotonina, não dormimos direito, só pensando no ser amado.
Não comemos direito, só pensando no ser amado.
Ficamos mal-humorados, quando estamos longe do ser amado.
Esse quadro nos leva a compreender um pouco a origem latina da palavra paixão: (passio) que significa sofrimento ou o ato de suportar alguma dor.
Como a química da paixão inibe as estruturas pré-frontais, acabamos tomando decisões desnorteadas, como, por exemplo, torrar o salário para contratar um helicóptero que jogue pétalas de rosas no quintal dele/dela; tatuar o nome dele/dela atravessando nosso abdome; fazer uma declaração de amor num programa de televisão ao vivo.
Somos capazes de incorporar o “sem noção”.
Falando desse jeito, parece que a neurociência joga um balde de água fria nas clássicas fantasias sobre a paixão, não é mesmo? Toda a beleza desse sentimento acaba sendo reduzida a reações bioquímicas que vão além de nosso próprio controle.
Eu vou comparar o estado de paixão com o estado de embriaguez.
Em ambas situações, a área pré-frontal do cérebro fica inibida e perdemos (muito ou pouco) a capacidade do bom juízo.
Talvez seja por isso que é tão comum – seja ao apaixonado ou ao embriagado – dar vexames em festas regadas a comes e bebes (gula, luxúria e paixão…).
Então quer dizer que somos vítimas de nossa própria bioquímica??
Vejam com Nilo Deyson, que em alguns estudos dão essa impressão, sim.
Existe a neurofisiologia do medo também!
Tanto a paixão como o medo são fortes emoções, que costumam desencadear todo um processo bioquímico sobre o qual temos pouco controle.
E, talvez não tenhamos tanto controle assim quando somos rebatados pela paixão.
Penso que, por trás de toda essa sofisticada orquestração química, esteja a ideia fixa que a Natureza tem pela sobrevivência e pela reprodução.
O medo estaria para a sobrevivência assim como a paixão estaria para a perpetuação da espécie.
De qualquer forma, sabemos quanto o ser humano tenta driblar as forças da Natureza, não é mesmo?
A tecnologia farmacêutica, por exemplo, está sempre lançando medicamentos capazes de reprogramar nosso cérebro quimicamente, assim como manipular alguns tipos de comportamentos.
Segundo Helen Fisher – professora de antropologia e pesquisadora do comportamento humano na Rutgers University – os antidepressivos podem levar seus usuários a terem dificuldade em se relacionar intimamente com outras pessoas e até mesmo impedi-los de se apaixonarem.
A explicação estaria no fato de que há uma relação inversamente proporcional entre a produção de serotonina e a produção de dopamina.
Como os antidepressivos atuam sobre o aumento da produção da serotonina em nosso cérebro, isso inibiria a produção da dopamina (considerada a química cerebral da paixão).

Puxa, parece que uma forma de esfriar uma paixão é estudá-la neurofisiologicamente, não é mesmo?
Usar ou não os ouvidos da cientificidade para avaliar algumas músicas como as de Maria Bethânia, ou de Roberto Carlos, ou de Chico Buarque pode ser decisivo quanto a ouvir belíssimas letras poéticas ou aturar lamentos de uma dispensável “dor de cotovelo”.
Para fechar a reflexão que eu propus neste texto, eu recomendaria: se o seu cérebro não produz dopamina, não traduza a música No Ordinary Love, pois é um “chororô” só.
Fique apenas com a voz fantástica de Ana Carolina e deixe-se levar pelo arranjo envolvente da melodia.

Ops! Talvez haja um contrassenso nessa minha recomendação, pois a admiração pela voz da cantora e o envolvimento pela melodia da música têm a mesma natureza da paixão!

Nilo Deyson Monteiro Pessanha