Coleção pessoal de MiriamLeal
Cristo não esperou que os seus inimigos se tornassem merecedores para morrer por eles; morreu por pecadores, e pela cruz transformou a inimizade em reconciliação, porque a graça não encontrou homens dignos, encontrou pecadores e lhes abriu, em Cristo, o caminho de volta para Deus.
Romanos 5:8 ,10
Os confins da terra começam no mapa, mas a missão da cruz não termina nele: ela atravessa os confins do coração humano, alcança o lugar mais escuro da alma, rompe as fronteiras do pecado, cura as feridas da dor e anuncia vida onde a morte parecia ter dado a última palavra.
Atos 1:8; Isaías 53:5; 2 Coríntios 5:19;
1 Coríntios 1:18
Até aos confins da terra. Até aos confins da alma. Até onde a dor chegou. Até onde o pecado feriu. Até onde a morte pareceu vencer.
Ali também chega a mensagem da cruz.
Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
1 Coríntios 1:18
A cruz não contorna a escuridão: ela entra nela com a luz de Cristo.
A cruz é a ponte entre o homem perdido e o Deus que reconcilia.
E quando a cruz chega, os confins deixam de ser o lugar onde a esperança termina e tornam-se o lugar onde a graça começa a agir.
Por isso, quando Jesus diz até aos confins da terra, a missão da cruz não termina onde termina o mapa.
Ela continua até alcançar o coração mais endurecido, a alma mais ferida, o pecador mais distante e a vida que todos já consideraram perdida.
Porque onde o homem vê um fim, o Evangelho ainda anuncia redenção.
E a maior fronteira que a cruz rompeu foi a separação entre Deus e o homem:
Quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho.
Romanos 5:10
A cruz não é apenas uma mensagem para quem está bem; é esperança para quem chegou ao limite.
Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.
Isaías 53:4
O sangue de Cristo alcança o longe.
A graça alcança o perdido.
A misericórdia alcança o quebrantado.
E o poder da ressurreição alcança aquilo que parecia morto.
Onde a religião coloca distância, Cristo aproxima.
Onde o pecado construiu muros, a cruz anuncia reconciliação.
Onde a culpa aprisionou, a graça anuncia perdão.
Onde a alma morreu por dentro, Cristo faz nascer vida.
A grande mensagem da cruz é esta: o pecador que estava longe foi aproximado pelo sangue de Cristo, o perdido foi encontrado, o morto recebeu vida, o que caiu foi restaurado e o inimigo foi reconciliado com Deus tudo pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo.
Efésios 2:13; Lucas 15:24; Efésios 2:4-5; Gálatas 6:1;Romanos 5:10
A mesa é dEle.
O pão aponta para Ele.
O cálice anuncia a nova aliança.
E toda a glória pertence a Ele.
A Ceia não pertence aos títulos da terra.
A Ceia pertence ao Cordeiro.
Antes de olhar quem está à mesa, precisamos olhar para Aquele que preparou a mesa.
O Cordeiro é o centro.
A cruz é o fundamento.
A Ceia é memória de Cristo.
Deus chama ao arrependimento e à santidade, mas Seu propósito é sempre a reconciliação e a restauração dos que se voltam para Ele.
A cruz nunca foi um símbolo de rejeição aos arrependidos. Ela é a prova de que Deus prefere resgatar a perder, reconciliar a abandonar, e incluir em Sua família todo aquele que, em fé e arrependimento, volta para Ele.
A Ceia é santa, a disciplina é necessária quando aplicada conforme as Escrituras, mas tudo deve ser conduzido sob o senhorio de Cristo, com verdade, justiça, graça e propósito de restauração.
Porque a mesa é santa. Mas santo, acima de tudo, é o Dono da mesa. E onde Cristo reina, a verdade caminha de mãos dadas com a justiça, e a justiça jamais se separa do amor.
Que o Senhor nos livre do orgulho religioso, que constrói muros onde Cristo estendeu uma mesa. E que encontremos, diante do pão e do cálice, não razões para exaltar homens, mas motivos para adorar Aquele que nos recebeu pela graça.
Não use a Palavra como arma contra os outros e como escudo contra si mesmo. A Bíblia não foi dada apenas para corrigir o irmão, mas primeiro para confrontar o nosso próprio coração.
Há pessoas que conseguem enxergar com enorme facilidade o erro, o pecado e a queda do outro, mas parecem perder a visão quando precisam olhar para dentro de si.
Focam tanto no cisco do irmão que esquecem a trave nos próprios olhos.
