Coleção pessoal de MiriamLeal

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O irmão mais velho revela que o orgulho religioso pode ser tão destrutivo quanto o pecado escancarado. Um estava preso pelos seus erros; o outro, pela sua justiça própria.

O filho mais velho não entendia que a casa do Pai não funciona pela lógica do mérito, mas pela lógica da misericórdia.

O filho pródigo estava perdido longe de casa. O irmão mais velho estava perdido dentro de casa.
O mais novo conhecia o peso do pecado. O mais velho conhecia o peso do orgulho.

A cruz confronta tanto o pecador quanto o religioso. Ela oferece perdão ao arrependido e também corrige o coração de quem pensa ter o direito de limitar a graça de Deus.

E quem vive aos pés da cruz aprende a abandonar as pedras e a estender a mensagem da reconciliação (2 Coríntios 5:18-20).

A cruz não diminui a santidade de Deus; ela revela o preço do perdão. O sangue de Jesus foi derramado porque o pecado é grave, mas também porque a misericórdia de Deus é infinita para todo aquele que se arrepende e crê.

Enquanto muitos carregavam pedras, Jesus oferecia esperança. Enquanto os religiosos apontavam o passado, Cristo enxergava a possibilidade de uma nova vida.

O Pai não celebra o pecado; celebra o retorno do filho.
O Evangelho nos chama a nos alegrarmos com cada vida restaurada, porque no Reino de Deus a misericórdia sempre triunfa sobre o orgulho.
(Tiago 2:13).

O filho pródigo voltou quebrantado, mas quem permaneceu do lado de fora da festa foi o irmão mais velho. O perdido entrou na casa; o religioso permaneceu distante do coração do Pai.

Cristo não veio buscar os merecedores, porque não há um sequer .
(Romanos 3:23). Ele veio buscar os perdidos. (Lucas 19:10).

Sai pelos caminhos e atalhos e
força-os a entrar, para que a minha casa se encha. (Lucas 14:23)
O convite é amplo. A resposta pertence a cada pessoa diante de Deus. Por isso, quando alguém tenta agir como porteiro da graça, decidindo quem pode ou não ser alcançado, acaba assumindo uma função que a Bíblia nunca lhe deu. A Igreja anuncia; Deus chama, convence, perdoa e salva.
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Nossa missão não é controlar a graça, mas proclamá-la. Não somos juízes dos corações; somos testemunhas de Cristo. Quem salva não é a Igreja, nem o pregador, mas o Senhor.


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A Igreja, portanto, não é dona da graça é apenas sua anunciadora.

A Igreja não foi chamada para escolher quem merece ouvir sobre Cristo; foi chamada para anunciar Cristo a todos.
Quem responderá ao chamado e será transformado é obra da graça de Deus. miriamleal

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
(Marcos 16:15)
Jesus não disse: Preguem apenas aos que vocês acham dignos. Ele disse: a toda criatura.
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Essa é uma verdade que atravessa toda a Escritura: quem tenta colocar limites na misericórdia de Deus acaba revelando mais sobre o próprio coração do que sobre o coração de Deus.
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Quem transforma vidas não é a nossa aprovação, mas a graça de Deus. E aquilo que Deus decidiu alcançar, nenhum homem tem autoridade para impedir.
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O Evangelho não nos dá o direito de controlar a porta da misericórdia; ele nos chama a anunciar que a porta continua aberta por causa de Jesus.
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Jesus declarou: Quem vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora
(João 6:37). E Pedro reconheceu: Deus não faz acepção de pessoas
(Atos 10:34).

A Bíblia diz, ensina que Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens
(1 Timóteo 2:5). Nenhum ser humano recebeu autoridade para decidir quem merece o perdão de Deus. Essa decisão pertence ao Senhor.
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