Coleção pessoal de MiriamLeal
O problema começa quando alguém transforma a Lei de Deus em uma lupa para examinar os outros e em um véu para esconder a própria necessidade de arrependimento.
Jesus não ensinou que devemos fechar os olhos para o pecado. Ele ensinou primeiro a tirar a trave dos nossos olhos para então podermos ajudar o irmão a enxergar com clareza. Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho.
(Mateus 7:5)
Os fariseus conheciam mandamentos, mas Jesus mostrou que haviam negligenciado; as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé (Mateus 23:23).
Não adianta defender a letra da Lei e abandonar o coração dela.
Condenar o pecado sem amar o pecador pode revelar que conhecemos a verdade, mas ainda não aprendemos a viver a verdade.
Quem realmente compreende a graça não olha para o irmão como; um coitado ainda caído , como alguém inferior ou indigno de restauração.
Olha e diz:
Se ele precisa da graça, eu também preciso.
A santidade bíblica não é uma plataforma para ficar acima dos outros.
É uma cruz que nos chama para baixo, aos pés de Cristo.
E aqui está uma das grandes tragédias da religiosidade: defender uma parte da verdade enquanto se abandona o coração da própria verdade.
Não adianta condenar o irmão por aquilo que ele fez e, ao mesmo tempo, alimentar orgulho, soberba, falta de misericórdia, desprezo, parcialidade, dureza e falta de amor.
Chegou a hora de tirar os olhos dos defeitos do outro e colocá-los diante da Cruz, porque Deus não levantará uma Igreja de acusadores, mas um povo quebrantado, santo e cheio de misericórdia, uma Igreja que se pareça com Cristo.
Nossa justiça não está em parecer melhor que os outros; está em permanecer aos pés da Cruz, onde toda soberba cai e somente Cristo é exaltado.
Confrontar o pecado para restaurar aponta para Cristo; expor o pecado para se sentir superior revela o ego! e ninguém se torna justo acumulando os defeitos do irmão.
Quem se gloria, glorie-se no Senhor.
1 Coríntios 1:31
A Bíblia não foi dada para nos tornar fiscais dos pecados alheios. Foi dada para nos conduzir à verdade, ao arrependimento, à santidade e à semelhança de Cristo.
Se o amor pelo próximo ainda é manco em nós, é sinal de que ainda estamos longe do padrão de Deus, porque quem ama a Deus não pode desprezar aquele que Ele também ama.
Quando o nosso amor é seletivo amamos quem concorda conosco, mas desprezamos quem nos incomoda, há algo que precisa ser levado para diante de Deus. Quem não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. (1 João 4:20)
Quem usa a santidade para se colocar acima dos outros ainda não entendeu a santidade daquele que lavou os pés dos discípulos.
Se ninguém me visse servindo, se ninguém me agradecesse e se nenhuma posição me fosse dada, eu ainda escolheria permanecer aos pés de Cristo?
Porque, no fim, não é o serviço que prova o nosso amor por Jesus; é o coração com que servimos.
Há uma diferença entre servir na casa e conhecer o Dono da casa. Marta estava ocupada com o serviço; Maria escolheu estar aos pés de Jesus. Lc 10:38-42
Conhecer Jesus é chegar ao ponto em que podemos dizer: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. João 6:68
Não basta caminhar dentro da igreja; é preciso caminhar com Cristo. Porque é possível conhecer o ambiente do altar sem conhecer o Deus do altar.
Há quem conheça a liturgia, a doutrina, o púlpito e os costumes da igreja, mas ainda não tenha reconhecido a voz do Pastor.
