Coleção pessoal de MiriamLeal
A Palavra de Deus não foi dada para ferir quem já está quebrado, nem para alimentar o orgulho de quem a anuncia. Ela foi dada para revelar a verdade, conduzir ao arrependimento, restaurar vidas e aproximar as pessoas de Cristo.
Quando Cristo ocupa o centro, o poder dá lugar ao serviço, o julgamento dá lugar à misericórdia, e a manipulação dá lugar ao amor. É assim que a Igreja reflete a glória do Seu Senhor.
A verdade confronta, mas o amor de Cristo cura. A correção de Deus não tem como objetivo destruir, mas recuperar.
Ele não veio para afastar os feridos, mas para buscar os que estavam perdidos. Não veio para levantar muros entre pessoas e Deus, mas para abrir o caminho da reconciliação.
Não ignore a Palavra de Deus quando ela confronta aquilo que sentimos. A mesma Escritura que corrige também cura; a mesma Palavra que revela o pecado também aponta o caminho da restauração.
Não viva um evangelho vingativo.
Não deixe Deus do lado de fora das suas decisões. Quando colocamos nossas feridas, nosso orgulho ou nossa vontade acima da Palavra, corremos o risco de falar sobre Cristo, mas agir longe do coração dEle.
O Evangelho de Cristo não nasceu para alimentar ressentimentos, cobrar dívidas emocionais ou desejar a queda de quem errou. O Evangelho nasceu para revelar a graça, chamar ao arrependimento e transformar vidas.
Que o nosso coração não seja um lugar onde a vingança reina, mas onde a graça governa. Porque quem realmente conhece Cristo não usa a cruz para ferir pessoas; usa a cruz como caminho de perdão, transformação e reconciliação.
O fariseu da parábola de Jesus confiava na sua própria justiça, mas o publicano reconheceu sua necessidade e clamou: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18:13). E Jesus ensinou que aquele que se humilhou saiu justificado.
O Reino de Deus não é para quem finge ser santo, mas para quem reconhece que precisa da graça.
Deus não se agrada de máscaras religiosas, de uma aparência que esconde um coração distante. Ele olha para dentro, onde ninguém vê, e procura humildade, arrependimento e sinceridade.
O Reino não é conquistado por quem tenta parecer perfeito diante dos homens, mas recebido por quem se coloca de joelhos diante do Pai.
Quem reconhece seus erros encontra perdão. Quem abandona o orgulho encontra restauração. Quem se humilha diante de Deus encontra graça.
A santidade verdadeira não nasce de uma imagem construída para impressionar pessoas; nasce de um coração quebrantado que permite Deus transformar sua vida.
Muitas vezes, o ser humano consegue enxergar a poeira na vida de alguém, mas ignora as marcas que precisam ser tratadas dentro de si.
É fácil apontar o pecado do outro e difícil encarar os próprios erros.
Jesus nos ensinou: Por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, porém não vês a trave que está no teu próprio olho? (Mateus 7:3)
A Palavra de Deus não foi entregue para criar uma posição de superioridade, onde alguém se coloca como juiz dos outros, mas para conduzir todos nós ao arrependimento.
Quem realmente conhece a graça não usa a queda de alguém para se exaltar, porque sabe que também precisa diariamente da misericórdia de Deus.
A verdadeira santidade não está em parecer melhor que os outros; está em permitir que Deus revele, cure e transforme aquilo que ainda precisa ser restaurado em nós.
Antes de apontar o caminho para alguém, deixe Deus iluminar o seu próprio coração.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo... (1 Coríntios 11:28)
O coração transformado não pergunta apenas: Onde o outro errou? Mas também pergunta: Senhor, o que precisa ser mudado em mim?
A parábola termina sem dizer se o irmão mais velho entrou na festa. Jesus deixa o final em aberto porque a pergunta é dirigida a cada um de nós:
Estamos felizes quando Deus restaura vidas, ou ainda nos incomodamos quando a graça alcança aqueles que julgávamos indignos?
O pai saiu para buscar os dois. Um precisava de perdão; o outro precisava de transformação no coração.
