Coleção pessoal de MiriamDaCosta
O ataque coordenado pelos EUA/Israel e seus aliados da União Européia ao Irã,
com a morte do líder religioso iraniano
(Ali Khamenei) vai implicar em muita coisa
no mundo em geral, as principais são:
alta do petróleo e aumento da inflação.
Há quem comemore o ataque e o óbito do líder do Irã acreditando que com a eliminação dele o Irã vai se livrar do regime teocrático e ditatorial.
Ou são ingênuos ou são, totalmente, sem noção.
Muita água ainda vai correr debaixo dessa ponte... haverá uma sucessão de ataques e represálias , direta e indiretamente , aos envolvidos nesse conflito.
Há risco de uso de armas nunca vistas antes... Ninguém tem o que comemorar, mas sim se preocupar. A panela de pressão está prestes a explodir. Salve-se quem puder, se puder...
Eliminar um líder não necessariamente muda o regime.
Embora possa parecer que a morte de um líder duro enfraquece um governo, regimes teocráticos não dependem exclusivamente de uma única pessoa.
Outros membros estruturais, como instituições militares, redes de poder clerical e apoiadores ideológicos podem se reorganizar e até endurecer (ainda mais!) como resposta ao ataque.
A “lua de mel” entre guerra e paz não dura, nunca durou!
A história moderna mostra que grandes conflitos tendem a ter repercussões duradouras: mercados, diplomacia e relações entre Estados levam tempo para se ajustar,
e muitas vezes pagam o preço por anos após o cessar-fogo.
Ninguém, de fato, “vence” facilmente grandes guerras. NINGUÉM!
Conflitos amplos como esse raramente têm um resultado claro sem enorme custo humano e social, tanto para os diretamente envolvidos quanto para o resto do mundo, economicamente e geopoliticamente falando.
Eu me lembro bem (minha memória é excelente!) , enquanto meu pai assistia o "Reporter Esso" , transmissão que terminou no final de 1970, mas meu pai morreu em 2001 chamando o jornal televisivo assim,
já ouvia falar e via imagens sobre o Oriente Médio e seus conflitos e absurdos ...
Estamos em 2026 e nada (NADA!) mudou.
Não será agora que irá mudar, né?!...
O antigo ditado popular diz que:
Pau que nasce torto... permanece torto.
Eu sou dessa ideia.
✍©️@MiriamDaCosta
Venho observando um aumento de "influenciadores" , "YouTubers", "TikTokers"
e outros "criadores de conteúdos" de redes sociais várias , que devido a "popularidade" tornaram-se politicos com cargos de uma certa importância e relevância.
O resultado catastrófico dessa "ascensão profissional " é verificável nas atuações dos mesmos em seus cargos políticos.
Há de se ter clareza e cognição na escolha
dos candidatos aos vários cargos politicos.
Vejo e prevejo um número consistente de candidaturas desse especifico naipe para as próximas eleições.
Foi demonstrado que:
1° Popularidade não é competência administrativa.
2° Carisma não é projeto de Estado.
3° Engajamento não é governabilidade.
✍©️@MiriamDaCosta
Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...
Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...
Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...
E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...
Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...
As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...
O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.
O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.
Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.
O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.
Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.
Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.
É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .
Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.
O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.
Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.
Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....
E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta
Tudo "culpa" do Mercúrio retrógrado em Peixes
( de 26 de fevereiro a 20 de Março, teremos o primeiro Mercúrio retrógrado de 2026).
Está escrito nas posições astrais do momento...
Torna-se necessária extrema atenção á comunicação em geral... para evitar desentendimentos e incompreensões conflituais ... aconselho também o adiamento de decisões importantes, diálogos/conversas esclarecedoras e presas de posição.
✍©️@MiriamDaCosta
No calendário é (ou seria…) verão 🌞
mas o sol parece uma promessa
que não assinou contrato com o céu.
Já nem me lembro
da última vez
em que estendi as roupas lavadas
no varal do quintal,
onde o vento fazia carinho
e o sol beijava as roupas
até deixá-las com perfume de tarde.
Faz tempo. 🌞
Tempo de nuvens espessas, 🌧
de chuvas que não pedem licença,
de previsões que mudam de humor
como quem muda de roupa,
e ironicamente
a roupa é que não muda de lugar.
Agora estendo tudo no varal do porão,
entre paredes
e uma claridade tímida
que entra pelas frestas
como quem pede desculpas.
É verão no papel, mas por aqui
as estações parecem suspensas.
E enquanto as roupas
demoram a secar,
eu penso que talvez
haja dias assim também na alma,
dias de porão,
em pleno verão.
✍©️@MiriamDaCosta
Acreditar no que é falso
ou desacreditar do que é verdadeiro?
Ou (melhor ou pior ainda)
desconfiar de tudo
e não levar fé em nada?
Eis a questão em tempos modernos,
onde é fácil a manipulação e criação
de imagens, vídeos, expressões faciais
e voz com a ajuda da IA.
O paradoxo nosso de cada dia está servido!
Não é apenas o risco da mentira,
é o risco da erosão da confiança.
Quando tudo pode ser fabricado com ajuda de IA, surge um fenômeno perigoso que estudiosos chamam de dividendo do mentiroso: mesmo diante de provas reais, alguém pode dizer “é IA!” , e pronto, instala-se a dúvida.
O perigo maior talvez não seja acreditar no falso e nem desacreditar do verdadeiro,
é desistir da busca pela verdade.
Porque quando desconfiamos de tudo
e não levamos fé em nada, nasce o cinismo.
E o cinismo é terreno fértil para qualquer tipo de manipulação.
Se confio demais, sou ingênua.
Se desconfio demais, me isolo.
Se não confio em nada, me anestesio.
Acreditar ou não acreditar?
Eis a questão!
Confiar, uma opção.
Desconfiar, a solução.
✍©️@MiriamDaCosta
Façam calçadas!
Asfaltem as ruas!
Cimentem os quintais!
Derrubem árvores
aqui e ali,
até que o “ali” não exista mais.
Invadam serras e matas
com condomínios luxuosos
ou barracas medíocres,
a ganância,
não distingue acabamento.
Aterrem manguezais,
beiras de rios,
lagunas e lagoas!
Avancem até a beira
dos mares e dos oceanos,
como se a maré obedecesse
escritura humana.
Mas lembrem-se:
a terra precisa respirar.
A água precisa fluir.
Não reclamem
quando a água visitar a sua sala
sem pedir licença.
Não reclamem
quando a terra,
cansada de sustentar excessos,
desmoronar sobre os seus projetos.
Você não viu.
Você não se importou.
Você derrubou,
aterrrou e invadiu.
Um dia
a Natureza reaverá
cada centímetro desapropriado.
A Natureza tem leis.
O ser humano as infringe
até que a sentença chegue.
E nessa hora
não há Santo,
não há Deus,
não há Jesus
que dê conta
de tanta insensatez.
O ser humano é insaciável
e irresponsável.
A Força da Natureza
é implacável.
✍©️@MiriamDaCosta
Ode á Minas Gerais ❤🔺️
Minas Gerais
é tudo e muito mais,
é a terra de muitos “uais”,
onde já se lamentou tantos “ais”
e ainda assim, seguiu em paz.
É montanha que guarda segredo,
é fogão a lenha aceso cedo,
é café coado sem medo
e prosa que vence qualquer enredo.
É sino que ecoa na praça,
é fé que nunca se disfarça,
é o ouro que a história traça
na pedra-sabão que o tempo abraça.
É o barroco que ainda respira
em cada igreja que nos mira,
como as obras de Aleijadinho
que fez da dor arte que inspira.
É o canto que corta o sertão,
como a voz de Milton Nascimento
ecoando no coração
feito trem riscando a imensidão.
É memória da Inconfidência,
é chama viva da resistência,
como o sonho de Tiradentes
ardendo em silêncio e consciência.
Minas não se explica, se sente,
é mansa na fala, forte na mente,
é doce no queijo, firme na gente,
é lar permanente.
Ter origem mineira é bão dimais, sô!
É carregar no peito um sol
que nasce atrás das montanhas
afogueia rio, vale e cachoeira até as entranhas
e, no coração, nunca se põe.
Minas é terra sofrida
de gente boa, calma e querida
que come quieta e tem sabedoria
diante do mundo e de sua agonia.
Minas é trem bão dimais sô!
É o jeitin caipira da vó e do vô,
no fogo a lenha, o pão de queijo, o cafezin
a broa de milho, tudo quentin!
Minas Gerais
é tudo e muito mais,
é a terra de muitos “uais”,
onde ainda se lamenta tantos “ais”
e ainda assim, segue em paz.
✍©️@MiriamDaCosta
Depois de tudo,
ela mantinha o olhar
como se fosse uma varanda
com vista para a vida.
✍©️@MiriamDaCosta
Diante da parvoíce natural de algumas pessoas...
fica evidente a enorme vantagem
da credibilidade da Inteligência Artificial...
✍©️@MiriamDaCosta
No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.
Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.
Não escrevo:
erupciono.
Não declamo:
transbordo.
Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.
E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta
A vida
é uma escola.
O livre-arbítrio,
o professor.
A religião,
às vezes
uma cúmplice,
outras vezes
um véu.
A espiritualidade,
a aliada
que sopra sentido
onde a fé cega
não se institucionalizou.
A ciência,
um semáforo
(ora verde,
ora amarelo,
ora vermelho)
lembrando que avançar
também exige pausa,
freio.
A ética,
o pedal
(se não há impulso consciente,
não há movimento digno).
A escritura,
o universo aberto,
a interpretação,
um planeta
que orbita conforme
a gravidade de quem lê.
E no fim,
somos estudantes
assinando a própria prova
sem poder colar do destino.
✍©️@MiriamDaCosta
Deve ser porque
talvez…
a vida seja,
simplesmente,
essa trajetória audaciosa
que me empurra para além das margens
que me desafia a romper o contorno
que me recusa o raso.
Talvez seja isso:
um chamado constante
para atravessar os limites
que eu mesma desenho
com receio e desejo.
Ir além
não como fuga,
mas como expansão.
Muito além
do que me ensinaram,
do que esperavam,
do que tentaram podar.
Porque há em mim
essa fome de horizonte,
essa sede de infinito,
essa inquietação
que não se aquieta
com migalhas de mundo.
E se a vida é travessia,
que seja ousada,
que seja vertigem,
que seja salto.
Porque ficar
nunca foi o meu verbo.
✍©️@MiriamDaCosta
Na Praia de Itaipu,
o mar não grita,
ele conversa baixo
com quem sabe escutar.
Aqui,
na Região Oceânica de Niterói
o horizonte verde
não é promessa turística,
é confidência.
Eles correm
como se o mundo
não tivesse muros e portão
como se a areia
fosse extensão do peito
e a liberdade
não precisasse de plateia.
O vento penteia o pelo,
a onda beija as patas,
e o tempo,
(Ah, o Tempo!)
desaprende a pressa.
Entre a restinga e a espuma
há um pacto silencioso:
coabitar é respeitar
o ritmo das marés.
Eles,
como eu,
amam a praia deserta.
E eu,
amo vê-los livres,
longe do ruído humano,
longe do excesso,
longe da invasão dos sem noção.
Na Praia de Itaipu,
até o silêncio tem corpo.
E a liberdade
anda de quatro patas
ao lado da minha alma. 🐾🌊
✍©️@MiriamDaCosta
Ela se virou
e com o olhar bordado de poesia,
acariciou as teias de aranha do passado
e com as narinas da saudade
exalou toda a sua poeira de versos.
✍©️@MiriamDaCosta
É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.
Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.
E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.
Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta
A praia deserta é sacrário
onde me encontro inteira,
sou silêncio, sou relicário,
sou onda e sou beira.
✍©️@MiriamDaCosta
E amanheço o meu olhar
respirando os versos molhados
que a chuva generosa escreveu
na pele da madrugada.
✍©️@MiriamDaCosta
A União Europeia, com suas enraizadas diferenças e divergências, já nasceu predestinada ao falimento, pois a falência já estava sobrevoando os céus de algumas grandes nações europeias, enquanto em outras, já construía moradia em suas entranhas.
A laicidade do Estado Brasileiro
deve ser defendida com unhas e dentes,
ou a nossa Constituição acabará desunhada e desdentada.
✍©️@MiriamDaCosta
