Coleção pessoal de MiriamDaCosta

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Encontrar o sentido da existência
é como encontrar
uma pérola rara e preciosa
dentro da concha do viver.
✍©️@MiriamDaCosta

Há pessoas
que fazem tudo o que podem
para serem ridículas,
enquanto outras são ridículas
sem o menor esforço.
✍©️@MiriamDaCosta

Ela se virou
e o olhar, bordado de poesia antiga,
tocou as teias do passado
com a delicadeza de quem ainda sente.


Pelas narinas da saudade
respirou a poeira e as teias de aranha
dos dias longínquos
e cada partícula era um verso
à espera de nome e escrita.


O tempo, esse artesão invisível,
pousou-lhe as mãos no peito
e ali, entre cicatriz e luz,
a dor aprendeu a florir em palavra.


✍©️@MiriamDaCosta

Nas argênteas páginas lunares plenas
verso os meus laivos, trêmulos de estrelas,
no silêncio onde o tempo se enreda
em véus de névoa e luz serena.


Cada traço é um eco de saudade,
sussurrado ao vento sideral,
um murmúrio da alma em liberdade,
nas margens de um sonho abissal.


Riscam-se os versos em prata e ausência,
como quem canta e já se desfaz,
na órbita lenta da consciência,
que gira entre o nunca e o jamais.
✍©️@MiriamDaCosta

Mulheres! ( Feminicídio - Brasil)


Leiam, reflitam e ATENÇÃO!!!


“Melhor que nada!”
— Não. Melhor nada.


Pensem com cuidado antes de se envolverem emocionalmente com qualquer exemplar masculino da fauna humana.


Verifiquem antecedentes, consultem registros públicos , o #JusBrasil está disponível para isso.


Informação também é forma de autoproteção,
procurem uma instituição de apoio à mulher,
uma ONG, uma delegacia da mulher, uma instituição social, o que houver...
Peçam orientação!


Não tenham medo.!
Nem vergonha.


As estatísticas mais recentes são alarmantes.
O perigo não é exceção.
É estrutural.
Todo cuidado é pouco.
E toda mulher tem o direito de permanecer viva, inteira e livre.


✍©️@MiriamDaCosta

Num mundo tão obeso de nada,
onde as pessoas são anoréxicas de sentido
e bulímicas de insanidades e descontroles,


vou usando a minha caneta emagrecedora,
tentando equilibrar
o peso
e o sentido das palavras
nos surtos poéticos e filosóficos
do meu âmago.
✍©️@MiriamDaCosta

Oh, Itaipu!
eu me desfolho em cada alvorada
no sal do ar, nas pegadas deixadas
na areia que me conhece por dentro,
e sabe do silêncio que carrego no centro.


Tuas águas são espelhos do que fui
e do que ainda serei...
quando me recolho às margens da tarde
e o céu se tinge de tons que só tu sabes dar.


Oh, Itaipu!
tu és poema que me atravessa em ondas
e em cada revoada de gaivotas que ronda
eu me reencontro inteira,
feito concha que escuta a si mesma.
✍©️ @MiriamDaCosta

Minha Aura Cigana 💃


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a não criar raízes
onde o chão era lágrima,
insegurança e medo.


Minha alma carrega estradas,
olhos atentos ao horizonte,
bolsos vazios de posses
e o peito cheio de destino.


Trago no corpo os vestígios do tempo
e no espírito a liberdade inquieta
de quem nunca pertenceu ao cárcere
do que é fixo, morno ou imposto.


Sou passagem,
sou vento que não pede licença,
sou chama que arde,
que aquece, que queima,
mas não se deixa apagar.


Minha aura é cigana
porque escolheu a travessia
em vez do conforto,
a verdade em movimento
em vez da paz mentirosa do repouso.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
preferi não fincar raízes
em solos contaminados de medo.


Carrego comigo lembranças e cicatrizes
que não pedem e não suportam
curiosidade, piedade e nem falsidade
apenas passagem.


Minha alma aprendeu cedo
que permanência, muitas vezes,
é apenas uma forma educada de prisão.


Trago nos olhos a dor das despedidas,
nos pés a poeira das estradas,
no peito um coração indomável
que sangra, mas segue adiante.
Sempre!


Sou feita de partidas,
de incêndios internos,
de escolhas que doem
mais nunca, a renúncia
a mim mesma.
Nunca!


Minha aura é cigana
porque recusou o conforto
doce da mentira
e escolheu vagar com a verdade
latejando na carne,
pulsando nas veias,,
acariciando a mente
e pacificando a consciência.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a ouvir o chamado
das estradas invisíveis
mais plenas de visão.


Minha alma
dança com o vento,
baila com as marés,
reconhece constelações
onde outros veem apenas noite.


Carrego no coração um mapa
que não conhece fronteiras e limites
e um tempo que se move
no compasso da liberdade.
Oh! Amada Liberdade!
Senhora do meu viver!


Sou feita de travessias serenas,
de tempestades arrebatadoras,
de silêncios que ensinam,
de palavras que ecoam,
de versos que florescem
sem pedir residência.


Minha aura é cigana
porque prefere o caminho
ao destino, e faz do mundo
um eterno lugar de passagem.


Vivi, senti, sofri,
sangrei e chorei,
por isso sigo adiante.
Sempre!
Raízes me pesam e sufocam,
Estradas do viver e do sentir
livre e leve, me salvam.


Minha aura é cigana:
não pertence,
atravessa o seu caminho.
E nada e ninguém
vai tomar posse
de mim.


O sol me ilumina,
a Lua me protege,
a vida me ensina
que seguir livre
é a minha sina.
✍©️@MiriamDaCosta

Nos teus braços
eu fui um esturrar
mas parte de mim
foi um querer fugir
e desflaldar...
Desculpe... mas a minha sina ,
sempre foi querer
seguir o Mar.
✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes é urgente
desligar-se do mundo
e de suas loucuras tóxicas
que escorrem pelas veias do cotidiano.


É preciso uma desintoxicação radical
do mal entranhado
nessa realidade coletiva adoecida
em que somos constrangidos em sobreviver.


Ser loucamente são
não é escolha estética,
é prioridade vital,
para não adoecer
da insanidade generalizada
que grita, contamina
e se normaliza.


Se o mundo padece
de uma doença profunda
em tudo e por tudo,
que nos salvemos, então,
com a ousadia
de uma sanidade fora do padrão.


A poesia, a arte, a música,
a natureza
(esses bálsamos indomáveis)
ainda nos mantêm vivos
onde tudo insiste em apodrecer.
✍©️@MiriamDaCosta

Cada médium é responsável por suas escolhas, seus erros, seus vícios
e por tudo o mais que lhe compete.
Entidade nenhuma pode (nem deve!)
exercer a prerrogativa do livre-arbítrio do médium.


As entidades fazem muito por seus médiuns, mas, se o médium não faz a sua parte,
não se deve interrogar a ação nem a responsabilidade da entidade, seja ela qual for.


Ajuda-te, e Deus, os Orixás, os Santos e as Entidades te ajudarão.


Cada médium responde por si.
Pelas escolhas que faz, pelos erros que repete, pelos vícios que alimenta.


Nenhuma entidade invade o território do livre-arbítrio.
Nenhuma assume culpas que não lhe pertencem.


Entidades sustentam, protegem, orientam.
Mas não vivem a vida no lugar do médium.
Não escolhem por ele.
Não caem por ele.


Quando o médium se omite, tropeça ou se corrompe, não é justo (nem honesto!)
apontar o dedo para o sagrado.


Espiritualidade não substitui caráter.
Fé não anula responsabilidade.


Ajuda-te.
Porque só então Deus, os Orixás, os Santos e as Entidades podem te ajudar.


✍©️ @MiriamDaCosta

A Medalha Ajoelhada e Profanada


Não foi um gesto de paz.
Foi uma reverência.
Maria Corina não ofereceu uma medalha,
ofereceu-se.


Despiu-se da dignidade
e a deixou no mármore frio
da Casa Branca,
ajoelhada diante de um homem
que nunca carregou a paz
nem no discurso,
nem nas mãos.


Uma medalha do Nobel
(símbolo que deveria arder
como consciência)
foi reduzida a adorno político,
a chave dourada
tentando abrir portas
que se movem por interesse,
não por justiça.


Há algo de profundamente indecente
em entregar a “paz”
a quem cultiva muros,
ameaças, sanções
e guerras travestidas de ordem.


A medalha não caiu das mãos:
foi arrancada da ética.
Não houve altivez,
não houve soberania,
não houve respeito ao próprio povo.


Houve submissão encenada,
gesto calculado,
dignidade trocada
por um aceno imperial.


Quando a paz é usada
como moeda de barganha,
ela deixa de ser símbolo
e se torna farsa.


E quem a entrega assim,
sem pudor, sem vergonha,
não "enobrece" o destinatário,
empobrece a si mesma,
perdendo cada vestígio de dignidade,
e trai o sentido da palavra
que fingiu honrar.


Vergonha para todo o Universo feminino!
✍©️@MiriamDaCosta

15 de Janeiro — Dia do Compositor ✍🎶


Ode ao Compositor ✍🎶


O compositor
é um alquimista do invisível.
Traduz silêncios em melodia,
feridas em harmonia,
abismos em acordes possíveis.


Carrega no peito
um relógio descompassado com o mundo,
mas perfeitamente afinado
com o sentir humano.
Escuta onde ninguém escuta,
sente antes que o sentimento tenha nome.


Com notas,
costura memórias alheias
como se fossem suas,
e são.
Porque toda canção nasce pessoal,
mas só vive quando se torna coletiva.


O compositor sangra sons,
transpira emoções,
e transforma o caos da existência
em abrigo sonoro
para almas cansadas.


Seu ofício não é entretenimento:
é resistência sensível.
É oração laica.
É cura sem bula.
É sobrevivência em forma de música.


Hoje, celebramos
quem ousa sentir demais
e ainda assim oferecer beleza.
Quem faz do próprio coração
instrumento.


Salve o compositor
(seja de letras ou de melodias),
esse arquiteto do afeto,
esse poeta do ar,
que nos ensina a respirar
em dó, ré, mi, fá e …
e continuar na composição
do sentir a vida ✍🎶
✍©️@MiriamDaCosta

Ode à cor laranja ( minha cor preferida)


Laranja é o incêndio manso
entre o grito do vermelho
e o riso do amarelo.


É o sol quando desaprende a ser astro
e resolve escorrer
pela paleta da tarde.


Cor de fruta aberta,
de sumo que explode
nos lábios da vida
de fome boa,
de poesia viva,
de desejo sereno
que não amarela com o tempo.


Laranja é a coragem
em estado morno,
não a fúria,
mas a chama que insiste
quando a noite ainda ameaça.


É o outono aprendendo a ser arte,
folhas que caem
sem culpa,
sem drama,
apenas porque amadureceram.


Laranja é o pulso da criação,
o instante em que a luz hesita
antes de virar memória.


Cor do entre,
nem começo, nem fim,
mas o salto.


Ó laranja,
ensina-me a existir assim:
intensa sem violência,
viva sem excesso,
ardendo sem me consumir.


✍©️@MiriamDaCosta

Oh! Outono!
Volta para os meus braços.
Já não suporto o calor excessivo do verão.
Vem, refresca os meus dias
e embala as minhas noites com frescor.


Oh, Outono,
retorna ao abrigo do meu colo.
O verão me exaure
com seu fogo insistente.
Vem com teus ventos mansos,
refresca esses dias febris
e derrama silêncio fresco
sobre minhas noites.


Oh! Outono…
volta para os meus braços sedentos.
O verão arde demais em minha pele e na alma.
Preciso do teu sopro âmbar,
das folhas que caem como suspiros,
do frio suave que acalma o corpo
e adormece os pensamentos.
Vem…
refresca meus dias abafados
e devolve às minhas noites
o direito de respirar.


✍©️@MiriamDaCosta

Sou fascinada pela palavra
em estado bruto,
antes da forma,
antes do adorno,
nua, crua e cortante
quando ela ainda sabe golpear.


A palavra que toca fundo,
que atravessa,
que deixa marcas.


Escuto-a ao contrário,
como quem busca
o eco secreto do sentido,
e nesse movimento
me deixo avassalar
avassalando.


Quando preciso vesti-la,
faço-o com deleite,
como quem escolhe
um tecido tênue
para a própria alma.


Mas meu amor maior
é pelo seu avesso silencioso,
aquele que só responde
quando tocado no escuro,
onde os significados sangram
em sentimentos vivos.


Sou excessiva
e visceral na linguagem
e delicada no gesto,
habito o extremo
e me encanto com a ternura.


Vai entender…
sou palavra em contradição viva.

E nessa contradição linguística,
entre visceral e tênue,
os meus versos harmonizam-se
na minha essência.
✍©️@MiriamDaCosta

20 de Janeiro📆Dia dos Caboclos na Umbanda


Ode ao Caboclo Arranca Toco 🌱🪓


Óh, Meu Amado Caboclo!
Seu Arranca Toco,
força que nasce do chão,
braço de mata fechada,
olho atento de quem conhece
o silêncio das raízes antigas.


Caboclo de pés firmes,
que não pede licença ao medo
e não negocia com a injustiça.
Onde o tronco resiste,
tua mão conhece o ponto exato,
nem excesso, nem hesitação.


Arrancas o que apodrece escondido,
o toco que impede a passagem,
a raiz do engano que insiste
em se disfarçar de sombra boa.
Tua justiça é direta
como o golpe do machado
e limpa como água de nascente.


Guardião dos que caminham
com o corpo cansado
e a alma pedindo clareira.
Ensinas que não há floresta viva
sem poda,
nem caminho aberto
sem coragem de remover o que pesa.


Caboclo Arranca Toco,
teu canto ecoa
no coração da terra
e no peito de quem aprende
a dizer não ao que paralisa,
sim ao que liberta.


Salve a mata!
Salve a força que sustenta,
arranca, limpa
e faz brotar de novo.
Okê, Caboclo Arranca Toco!
✍©️@MiriamDaCosta

Meus olhos cevam-se
enquanto devoro palavras.


Ler é nutrir a alma
faminta de sentido
num mundo que a esquece
à míngua.
✍©️@MiriamDaCosta

Critica-se a Lei Rouanet em nome de uma suposta “indignação ética”, sem sequer compreender que ela não é esmola,
não é “dinheiro dado a artistas”,
mas um mecanismo de renúncia fiscal , dinheiro que já sairia do bolso público e que passa a ser direcionado, com regras, para cultura, educação simbólica, memória e pensamento crítico.


Os mesmos que se arvoram como “cidadãos do bem”:


receberam auxílio emergencial indevidamente,
vivem de benefícios estatais históricos,
defendem privilégios corporativos (militares e suas viúvas e filhas eternamente pensionistas),


e jamais questionam isenções fiscais bilionárias concedidas a bancos, igrejas e grandes empresas.


A indignação, portanto, não é moral , é seletiva.


Ela escolhe alvos simbólicos fáceis: artistas, intelectuais, escritores e produtores culturais vários.


Porque cultura incomoda, questiona, expõe contradições, desorganiza certezas e encenam a história que tentam apagar.


Não se trata de repúdio ao uso do dinheiro público.
Trata-se de repúdio àquilo que pensa, cria e revela.


Em resumo:
Não odeiam o Estado beneficiador,
odeiam o Estado quando ele não os beneficia diretamente; e odeiam ainda mais quando ele financia ideias, sensibilidade e pensamento crítico que são contrários às próprias ideologias politicas, religiosas e culturais.
✍©️@MiriamDaCosta

Mistério e Loucura


Ignoro minha origem,
me escapa o meu destino,
sabe-se lá, qual...


Caminho entre mistérios,
habitante do enigma,


tentando compreender,
com mãos trêmulas de sentido,
de versos e de interrogações
este mundo estranho
e muito louco
em que respiro, escrevo e
sou vida.
✍©️ @MiriamDaCosta