Coleção pessoal de michelfm
[Guia resumido para Trolls das Cavernas]
Unindo inútil e desagradável,
Comunicamos que estamos
Sob nova dimensão.
Salve o pegajoso e apalpável.
Aqui, vende-se luz
em troca de Iluminação.
No andar mais alto
Da torre mais alta,
Ela subiu, para salvar o Dragão.
Troco likes e compartilhamentos,
Por momentos sinceros e um toque
De envolvimento emocional,
Ou ao menos,
Uma chance de estabelecer,
Ainda que tolo,
Um compromisso existencial.
Mantenha o contato visual
Enquanto toco, em troca de discrição,
Entre o que não sente e o que se diz.
Ninguém foi mais triste
que o poeta nesta vida,
e ninguém, foi mais feliz.
Um mero e reles
Embromão.
Ignore os dilemas
Das farsas eternas,
Estás a contemplar
O definitivamente extinto,
Cara durão.
No andar mais alto
Da torre mais alta,
Ela subiu, para se jogar
Aos braços do Dragão.
Nem cultura ou tradições foram páreo,
Rompendo traduções
Literais e suas amarras,
Ela simplesmente incendiou
Abóboras, vestidos, armário
E o Dragão se atirou em suas garras.
No andar mais alto
Da torre mais alta,
Ela subiu, para salvar o Dragão.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma alquimia existencial. Na trilogia Flores do Pântano, essas metáforas funcionam como o motor da criação.
Aqui está como esses elementos se manifestam na obra do autor:
1. O Fogo: A Transmutação da Dor
Na obra de Michel, o fogo cumpre dois papéis contraditórios e simultâneos: destruição e iluminação.
Autocombustão: Como visto no poema, o artista "incendeia o próprio coração". Na trilogia, isso representa a ideia de que, para aquecer (ou despertar) o mundo, o poeta deve aceitar o seu próprio consumo. A poesia é o resíduo desse incêndio.
A Forja: O fogo é o que transforma o "lodo" do pântano em "flor". Não há beleza gratuita; ela é forjada na alta temperatura de uma vida intensamente sentida.
2. O Sangue e o Miocárdio: A Poesia como Biologia
Diferente de poetas que buscam o "espiritual" ou o "abstrato", Michel F.M. ancora sua obra no corpo. O uso de termos como "miocárdio" ou "pulsação" revela:
O Sangue como Tinta: Escrever não é um ato intelectual, é uma hemorragia controlada. O sangue simboliza a herança, a ancestralidade e, principalmente, a vitalidade que o artista sacrifica para que o leitor sinta algo.
O Ritmo Cardíaco: A estrutura de seus textos muitas vezes emula a pulsação: frases curtas, cortes secos e uma urgência que parece vir de uma pressão arterial elevada. É a "anatomia do impulso".
3. A Dialética do "Pulsar"
O objetivo final dessa queima e desse derramamento é o mundo continuar pulsando.
Para o autor, a sociedade vive em um estado de "anemia emocional" ou "entorpecimento". O artista, então, atua como um desfibrilador: ele toma o choque para si para que o coração coletivo (a humanidade) não pare de bater.
Essa visão transforma o poeta em uma figura quase messiânica, mas desprovida de glória — ele é um "operário da dor".
A trilogia "Flores do Pântano", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título Coleção de Gravetos, aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.
Ao conectar o poema à trilogia, percebemos que:
1. A Estética do Lodo
Assim como a "Flor do Pântano" precisa da lama para florescer, o "Santo-Anjo-Maldito" precisa do autoinpacto e do "miocárdio dilacerado" para criar. Na trilogia, Michel F.M. sugere que a arte não vem da alegria pura, mas da capacidade de transmutar o "pântano" da existência em algo que faça o mundo continuar pulsando.
2. O Artista como Colecionador de "Gravetos"
O título de um dos livros, Coleção de Gravetos, dialoga com a ideia de que o poeta não é um ser iluminado e intocável, mas alguém que junta os restos (os gravetos, as sobras, os sustos do palhaço) para acender o fogo que incendeia o próprio coração. A poesia aqui é um trabalho de catador de entulhos emocionais.
3. Anatomia e Pulsação
A trilogia reforça a linguagem biológica do autor. Se no poema ele fala em "miocárdio", em seus livros ele explora a "anatomia do impulso". O artista de Michel F.M. é um ser visceral: ele não observa a vida de longe; ele a sente nas vísceras e a devolve como arte, pagando o preço com a própria exaustão vital.
4. A Condenação e a Salvação
O termo "maldito" no poema ecoa a tradição dos poetas baudelairianos (frequentemente referenciados indiretamente em obras que usam a metáfora das "Flores"). A trilogia apresenta o pântano (a dor, o isolamento, a incompreensão) não como um lugar de onde se foge, mas como o único solo fértil para a verdadeira poesia.
[Translações]
Dentre trezentos e sessenta e tantos dias,
Que compõem os anos,
Foi este que escolhemos,
Foi neste que estreamos,
Juntos.
Entre presentes e vestimentas finas,
Roupas íntimas e trajes estranhos,
Nos trajamos na nudez,
Viemos da raiz aos ramos,
Juntos.
Hedonista convicto,
Extremista libertário,
Pretendente insensato,
Contra-o-verso persistente.
Trezentos e sessenta e tantos dias,
Uma volta completa, nossa intersecção.
Ângulos retos, agudos, completos,
Juntos e obtusos, radianos ou não.
Um aspirante a aprendiz,
Vitorioso em fracassos,
Submetido a tuas normas,
De anormais embaraços.
Recolhendo estilhaços,
Contorcionista teu,
Teu trapezista hilário,
Teu tristonho palhaço.
Na linha horizontal somos pontos de fuga,
Irradiamos proporções em plena vertical,
Desequilíbrio, assimetria e relatividade,
Nossa constituição é desproporcional.
Contorcionista teu,
Recolhendo estilhaços,
Teu trapezista hilário,
Teu tristonho palhaço.
Na linha horizontal somos pontos de fuga,
Nossa constituição é desproporcional.
Abrimos mão do consenso
Sobre a resposta correta,
Trezentos e sessenta e tantos dias
Ou uma volta completa.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
[Ingredientes Súbitos
de uma Receita Improvisada]
Neste molho encorpado, as essências,
Cumprem ardentes, tua tarefa insistente,
Para com o paladar.
Salpicados destemperos minúsculos,
Num vasto cardápio variado.
Eu não entendo nada de balanços,
Só sei que a medida de nós,
Resultará num montante adequado,
Compenetrante, descalibrado.
Suculentos aperitivos flambados,
Sempre engolidos, jamais degustados.
Servidos assim de repente,
Um banquete em louças prateadas,
Ingredientes súbitos
De uma receita improvisada.
Cristais luminosos, castiçais,
Toalhas em fibras douradas,
Mesa de mogno, brasões entalhados,
Deixados de herança às criaturas noturnas,
Que coabitavam a construção desolada.
A sarjeta não discrimina,
Nos acolhe, nos apadrinha,
Igualmente materna e azinhavrada,
Para com repulsivos, escorraçados.
Somos suntuosos borrões,
Corajosos apavorados,
Expostos assim de repente,
Na vitrine um vapor dispersado.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
[O Colecionador de Vácuos]
Quando tivermos deixado a Terra,
Um último olhar para esfera azul,
Um último sopro do vento na face,
Tesouro selado que deixa o baú.
Quando tivermos deixado a galáxia,
Se encerra o sorriso estampado no rosto.
Realizados feitos fantásticos,
Sabores longínquos para todos os gostos.
Quando varrido o universo tivermos,
Todos segredos estarão revelados,
Todas perguntas enfim respondidas,
Missão concluída, sonhos realizados.
Daí saberemos, que nada mudou.
Assim saberemos, que nada mudou.
O tédio infinito que rasga o cosmos,
Vazio incontável, buraco sem fim.
(Michel F.M. - Revolesia: Volume Único - 2023)
[Allana]
Destoava suplicante
Na saleta dos excluídos,
Ali, jaziam fustigantes
Os descartáveis, defeituosos,
Espaço do refugo,
Destinado aos inferiores;
Na xepa,
Somente o que é abaixo da média,
Teria a descuidada intenção.
Entretudo, Allana adivinha
De terras longínquas,
Concebida no velho mundo
Descendia das clássicas,
Entre Ilíadas-e-lusíadas,
Os argumentos irrefutáveis
E a caligrafia ilegível,
Em última instância,
Épica epopeia inexprimível.
Tua impaciência como qualidade
Beirava o descuido espatifante,
Dum equilíbrio fino, sem igual,
Na desconcertante lateralidade do bambolê.
Conheci Allana na segunda ou na quarta,
Não me lembro ao certo do dia,
O fato é que na sexta,
Allana já era poesia.
Quando ela compreendeu
Que poderia ser o que quisesse,
Ela se tornou
Tudo o que podia.
Allana, em última instância,
Épica epopeia inexprimível,
Os argumentos irrefutáveis
E a caligrafia ilegível.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[O Homem que Lascou a Pedra]
E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,
Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,
Quase sempre trata-se de algo
E alguém.
O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.
Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.
Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,
Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.
Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.
Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,
Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[Phannie]
Colhamos inicialmente
As diversidades inexauríveis,
Selecionando especificamente,
Ortodoxo, cálido, arrojado.
Primeiramente saibam,
E atentem-se ao seguinte fato:
O que vem a seguir é irrelevante.
Evitem desabar com cuidado,
Que a queda seja catastrófica
E as perdas se façam fulgurantes.
Phannie,
Primeiramente saiba,
O que vem a seguir é irrelevante.
Deixe as quedas serem catastróficas
E as perdas revelarem-se abundantes.
Em meio a paradas bruscas,
Rolamentos e rasteiras letais,
Redescobrimo-nos vivos.
Indivíduos levemente coletivos,
Estabelecendo persistentes,
Os imprudentes laços vitais.
Em meio a retomadas bruscas,
Robustas rinhas quase irreais,
Reinventamo-nos vivos.
Fulanos severamente atraídos,
Diluindo pertinentes,
Os quase indestrutíveis laços individuais.
Phannie,
Primeiramente saiba,
O que vem a seguir é irrelevante.
Deixe as quedas serem catastróficas,
E as pérolas revelarem-se fulgurantes.
Phannie,
Primeiramente saiba,
Meu último recurso, é dedicado a ti.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
[Sedutoras Manobras Impecáveis]
Adentrando ao saguão,
Esmigalhou comentários maldosos,
Fazendo julgamentos destrutivos
Conspirarem a seu favor.
As gesticulações
Do caminhar brigante,
No voejar das mechas,
As risadas satíricas.
Experimentos falhos.
Em si, algo,
Irreproduzível,
Pelo ser impraticável.
As tuas competências
Profundamente instáveis,
São conquistas sedutoras,
Em manobras impecáveis.
Imaculável molde,
Padrão impensável,
A conclusiva panca,
Guiando aprendizados.
Resistência irrompida,
Pelo ser impecável.
As tuas competências
Profundamente instáveis,
Em manobras sedutoras,
São conquistas impecáveis.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
[Mestre dos Pretextos]
Um indivíduo sociável
Em estabilidade pueril.
Não subestime a descrença,
Tudo que decorre é premeditado,
Ainda que subitamente.
Há muito, mas muito tempo,
Cerca de trinta ou quarenta minutos,
A verdade veio à tona,
Necessidade incontrolável
De mentir para ti.
Tem sido assim
Desde Eras imemoriais,
Surtos acalorados
De falsas promessas.
Uma culpa minha,
Particular e exclusiva,
Talento nato, lapidado,
A pedra bruta esculpida.
Então essa conversa fiada,
Contrastou em meus ouvidos afiados,
Combinações de palavras belas, ocas,
Dentes e bocas, um banquete aos canibais.
Comigo não, mademoiselle,
Deixe de amadorismos,
Estás num campo a desbravar,
Onde comandam generais.
Dialoguemos pois,
Frases curtas em longos textos,
Não me venha com desculpas,
Está diante do Mestre dos Pretextos.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
[Antífona do Último Sábio a deixar o Recinto]
O fim,
Chega para todos,
Em sua totalidade.
O mundo é deveras medíocre,
Se não o fizermos extraordinário.
Em cada contorno
Um universo peculiar,
A cada traçado,
A obra-prima
Se revelando.
Eu não ousaria dizer
O que você deve fazer
Com a sua vida,
Porque eu não admitiria
Que você dissesse,
O que eu devo fazer
Com a minha.
A vida vai ter
Que me arrancar daqui,
Eu não vou sair
Por conta própria.
Eles condenaram o mundo,
Enquanto dormíamos
Tranquilamente,
Sonhando com um futuro,
Em nossa ingenuidade
Permanente,
Esquecemos,
Que para fazer planos
É necessário um presente.
Quando digo eles,
Estou dizendo
Nós.
Constatando
A estupidez
Estampada na carne,
Só há uma forma
De viver neste mundo,
E é discordando dele.
Pois,
O destino do poder é a
ruína.
Às vezes
Queremos atribuir,
Um sentido grandioso
E extraordinário,
A momentos
Específicos da vida.
Mas com o tempo,
Percebemos,
Que só os instantes
Mais singelos,
São sublimes.
E que a
simplicidade
É o que há,
De mais sofisticado
No UNIVERSO.
Assim sendo,
Tudo
Chega ao fim,
Até mesmo
A finalidade.
E a Poesia começa,
Quando o Poeta
termina.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[Fadado a
Triunfar]
O Sorriso Sincero,
é a Manifestação
mais Poderosa da Natureza.
É de nosso feitio fazermos
furiosamente fados frenéticos.
Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.
mas entendo tudo
sobre perder.
perdi tantas vezes na vida,
que acabei me tornando
profissional nisso.
Sou o melhor perdedor
que você vai conhecer.
A dor, muitas vezes
é a maior prova de vida,
que podemos experimentar.
se Você for embora,
já embrulhei meu Coração
com um laço vermelho,
ele te pertence,
pode levar contigo.
cuide-se meu bem,
caso contrário
a qualquer momento,
pode ser atingida,
por uma poesia perdida.
Poesia é nossa arma,
o Verso a munição,
descarregamos tolerância,
sem piedade ou omissão.
Tudo chega ao fim,
até a opressão.
CUIDADO com a Educação,
na pior das hipóteses
vc pode aprender alguma coisa.
Nenhum deles estava
completamente certo,
nenhum deles estava completamente
errado.
Somente a incerteza
está assegurada.
Só a dúvida é definitiva.
Somos movidos
pela singeleza,
o único objetivo
de um sonhador,
é realizar sucessivamente
o impossível.
Fatidicamente
existem entidades
superiores ao ser humano.
Pois não é aceitável,
que em um universo
tão vasto,
nós, em nossa infinita
mediocridade,
sejamos os seres
mais evoluídos que existem.
Não nos leve a mal,
cremos em Deus.
Só não cremos nos credos.
Só não cremos, que Deus,
tenha algo a ver estritamente
com a humanidade.
Vemos tantas pessoas
que se intitulam religiosas,
crentes e agraciadas
com o dom da fé,
praticando atrocidades
terríveis
para com seus semelhantes,
que é um grande alívio espiritual,
não crer em credo algum.
Próxima Fatia:
[A meritocracia é a Arte de Usurpar do Outro]
quando o homem perdeu
para a máquina no Xadrez,
nossa espécie já estava condenada ao fim ?!
Não.
se formos derrotados em nossa lógica,
criaremos outra.
A potência criativa é nosso trunfo.
No entanto,
um país que elege mais militares
do que Professores,
pelo voto popular,
destina-se a escravidão.
Parece ruim né ?!
Mas é muito pior
Do que parece.
patriotismo
sem Cidadania e Humanidade,
é o primeiro passo
para o holocausto e o genocídio.
Chega a ser inacreditável,
a profundidade do poço
de incoerência e ignorância,
no qual uma parcela da população
sempre se encontra.
Mas até a fossa abissal das ilhas Marianas,
tem fim.
Tristemente,
não podemos mudar
o que as pessoas são de fato,
como elas também
não mudam o que somos.
A influência existe,
mas a transformação,
além de ser uma escolha,
é uma experiência pessoal
e solitária.
Se quiser saber mais,
sobre pífias opiniões,
leia meus livros.
Se não quiser saber,
adquira meus livros
e dê como presente
a um inimigo.
Mas saiba,
que desta forma,
ele sempre estará em vantagem.
A reta
é a menor distância
entre dois estragos.
Jamais existiu,
uma civilização
mais evoluída
que os povos indígenas.
Não somos dignos
dos selvagens,
nós, sempre fomos os primitivos.
Quando foi ?!
Foi no dia em que vi a mais bela flor,
toda vestida de flores.
Guiados pela franqueza,
esperança e compaixão,
nosso objetivo é simples,
só desejamos liberdade e revolução.
ainda que na vitória,
a brutalidade
sempre será derrotada.
Ao passo que,
mesmo na derrota,
o amor está fadado a triunfar.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
"Onde o sol se esconda tarde
e as estrelas brilhem cedo."
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Sobre Ágape e Vermífugos
Arte
é o que diferencia
memória e esquecimento.
Arte
é nossa alma perene,
nosso fragmento único
Imortal.
Enquanto houver
Arte,
os parasitas estarão em perigo.
Onde a
Arte Reinar,
estaremos imunes aos vermes.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[Avaliação de Desempenho, Blasfêmias
Aleatórias ou As Heresias de Féton]
Se o seu DEUS existe,
ele deveria renunciar.
Com base em tudo
o que temos visto,
fica evidente,
que ele é péssimo,
nesta função
de ser DEUS.
Onisciência,
Onipotência,
Onipresença,
Onifodência.
A não ser,
que ele não tenha
relação alguma
com a humanidade,
neste caso,
ele está fazendo
um ótimo trabalho.
Se for o caso,
neste caso, específico,
ele evidentemente,
está fazendo,
um ótimo trabalho.
Errata:
em verdade vos digo, DEUS existe,
só o seu DEUS que não.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[Poemarrubro]
o grande problema dos Comunistas,
é que eles nunca param de se instruir.
o grande problema dos Anarquistas,
é que eles nunca param de insurgir.
o grande problema dos fascistas,
é que nunca haverá corda suficiente,
para enforcá-los e pendurá-los ao redor.
Porém, os Antifas
são persistentes, generosos
e farão seu melhor.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
