Coleção pessoal de mesquita_1
Maturidade em Novo.
Sabem aquela pessoa que fica no topo todos os dias? Aquela que transparece e tem maturidade o suficiente para levar tudo atrás de si? Aquele miúdo que conhecemos que é diferente, ou porque tem mais capacidade, ou porque gosta de coisas complexas ou pelo simples facto de ser melhor do que "eu". Bom, essa pessoa sou eu.
Conhecido por Homem, não por miúdo. Conhecido por ter consciência do que faço, não por ser um rodado. Conhecido por ter objetivo de vida, não por seguir o caminho que os outros seguem.
Sou aquele rapaz que perdeu o medo de transparecer o que os outros não querem que transpareças. O meu passado ainda passa por mim, todos os dias.
Lembro-me do miúdo que era, aquele rapaz que sofria por 2 miúdas que não valiam nada. As 2 miúdas com que te importaste durante anos da tua vida. 2 miúdas que acabaram contigo.
Depois dessa perda, segui em frente e consegui alcançar algo em mim que não conhecia.
Depois desse dia, é raro ser mesquinha. É raro eu ter vontade de bater em alguém. É raro alguém me rebaixar sem eu dar luta para manter a minha estabilidade. É raro alguém conseguir pisar-me como se eu fosse lixo. Nunca mais volta a acontecer.
"És capaz", dizem os mais sábios. Mas não, nem sempre consigo tudo, nem sempre consigo ser capaz de fazer o que me passa pela cabeça mas, consigo fazer com que, de qualquer das formas, eu ponha essa ideia de canto e ela nunca mais surja em mim.
Eu sou aquele rapaz que, comparado aos outros, é considerado "O Homem".
Todos já devem ter passado por conversas constrangedoras e, pelo menos uma vez na vida, decidem abrir-se e deitar tudo cá para fora sem pensar. Eu não consigo fazer isso.
Eu só consigo fazer uma coisa, fazer com que os outros não me influenciem.
Foi ontem. Foi ontem o dia em que abandonei tudo e segui o meu caminho sem deixar com que tudo o que ficou para trás, me atrapalha-se.
Foi ontem o dia em que eu acabei com o meu sofrimento por dependência. Aquela simples "obrigação" de dizer "Bom dia, como estás?" aos que te rodeiam.
Foi então nesse dia que, tudo acabou. Comecei a transparecer frieza mas, mesmo assim, continuei a ser eu mesmo.
Aquela sensação que já não sentia à anos, a sensação de estar sozinho. Aquele peso que perdes quando tiras tudo, responsabilidades, problemas, amigos... Tudo de cima de ti.
Aquela amizade que tinhas de 4 anos que, só abandonaste porque não vias mais sentido naquilo. Perdes-te nas falsidades e quando vais ver, o teu futuro descamba.
Foi ontem o dia em que refleti e tomei a decisão que provavelmente mudou a minha vida.
1 ano de apoio, 3 anos de mentiras, 4 anos de falta de inocência e 15 anos perdidos. Foi assim que eu pensei mas, contudo, acho que tomei uma decisão, a decisão que fez com que no fim, eu acordasse bem para seguir o meu dia.
Foi hoje o dia em que acordei e consegui sair da cama mal acordo. Não precisei de 30 minutos para cumprimentar todos os que me conhecem, perdi essa obrigação dada por mim mesmo.
Sou diferente quando consigo ser mais? Sou diferente quando digo que prefiro o cabelo longo do que o cabelo curto? Porque eu realmente gosto.
Sou julgado por ser diferente a partir do momento em que consigo ser eu mesmo. Como eu gosto de ser, como sempre quis e sempre serei.
Eu sempre que penso em algo, é sempre no mesmo, porque é que eu dependo de amigos? Porque é que eu preciso de alguém sendo que sou diferente e consigo ser "bom" sozinho?
Eu sempre precisei de uma distração mas não ao ponto de utilizar pessoas como bonecos mas, sempre fui o boneco dos outros. Em novo comecei a tomar iniciativa. Iniciei a mudança com que sempre sonhei, a mudança de mentalidade.
Eu realmente não tenho medo de dizer que acho horrível ver miúdos assumirem como PAN´S, GAYS ou coisas do género. São crianças praticamente, não têm mentalidade sequer para se assumirem como algo que nem sequer viveram.
Não tenho medo de mostrar que gosto de viver os meus sonhos na loucura máxima. Já perdi aquele medo de, "O que é que ele pensa de mim?". Desde de o dia 16/06/24, tornei-me outra pessoa.
Gosto de ler, gosto de escrever, gosto de mim, e isso não será minimamente influenciado pelos que me rodeiam porque, deverás, eu não dou a mínima.
(Nota: Fiz este texto para aliviar um peso que habita em mim à algum tempo, pode estar confuso pois é assim que eu tenho vivido, na confusão. Sou novo e gosto deste tipo de reflexões diárias.)
E aquela sensação que sentimos quando nos perdemos numa relação? A sensação de arrependimento constante quando estamos literalmente a tentar manter algo que não tem saída.
Algo que, depois de terminado, é um peso a menos que levas contigo e tu simplesmente passas por ela e, finalmente, não sentes a obrigação de lhe dar todo o cuidado que ela "merecia".
As noites que passaste com ela a falar, alegre, ou pelo menos eu pensava que sim. Becos sem saída...
O dia 27/07/26 que te fez viver um dos momentos mais aliviantes de sempre, o término. Aquela confiança que procuravas construir mas que nunca existiu porque, como era óbvio, ela não me conseguia tocar sequer, não é?
Vivo todas as noites a mesma coisa, reflexão até às 2 da manhã e não consegues dormir bem depois disso. Acordas com dores e com cansaço depois de ter literalmente dormido 12h do meu dia. As dores no peito que sentes desde que tu começaste a ser frio.
Eu não me arrependo do que passei estes últimos 3 ou 4 anos. É normal viver arrependimentos e isso originar traumas mas, nada que te fique na memória permanentemente.
Já nem te lembras do nome dela, do que vivias com ela portanto, não tens que te chatear com isso, certo?
