Coleção pessoal de MatheusHoracio
O que comemos e bebemos, falamos e fazemos pode ser controlado. Mas o que sentimos não compartilha dessa linha, e isso se torna veneno. Pra você ou pra outra pessoa.
De forma que sentia a presença de Deus em minhas ações altruístas e de amor, mais do que em seus templos. A verdadeira comunhão está nos atos, às vezes, mais do que nos símbolos.
O amor é um construtor. Ele não é capaz de destruir ou desfazer nada. A não manutenção do amor, do carinho, a falta de zelo, indiferença, são destruidores. E é no achismo de que o amor cria problemas, que surgem mais pessoas que se culpam pelos mesmos.
Todos os "meio amores" que tiver, nunca formarão um amor inteiro. E de forma sufocante, percebemos que há muito pouco vivido, mas a muito à se viver e mudar.
Seu erro talvez não esteja no fato de não ter medo de entregar seu coração a alguém. Talvez o erro seja achar que qualquer um o mereça.
Eu sou todo amor. Não como uma gota no oceano, mas como um oceano numa gota. Embora excessos sejam ruins, é mais válido a sobra do que a falta quando o assunto são sentimentos.
As vezes o fardo de ser a pessoa que trás palavras de cura é o de estar frequentemente machucado. Mas ouvir um "obrigado por tudo", pode ser compensador.
E um dia você será a pessoa mais importante do mundo pra alguém, dando propósito e sentido a todas as coisas que não compreendia.
É inevitável que em algum momento você não olhe pra trás e perceba tudo que conquistou, da mesma forma que numa vida finita, você não conseguirá realizar tudo que já quis. Esse equilíbrio cruel, é uma balança irônica. É como se te dissessem: "você pode ir pra qualquer lugar, contanto que não passe dali."
Eu não sou pessimista, apenas evito cultivar esperanças. A realidade pode doer, mas ela sempre é o que espero dela, e assim sigo vivendo.
Me tornei um personagem das histórias que escrevo. Não como a maioria das histórias, narrativas de belos amores, mas sim, um personagem que o público desconhece. Histórias que opcionalmente nunca saíram do papel, nem da gaveta.
Ela era um poço de amores. Profunda e intensa. Seus sentimentos contrastavam com as experiências dolorosas que a marcou profundamente. Aquelas eram cicatrizes que um dia serviriam para mostrar que apesar dos pesares ainda vale à pena acreditar na legitimidade de alguns sentimentos. De manhã olhava pela janela, tomava um banho quente, arrumava o cabelo e antes mesmo de colocar os pés fora de casa pensava: "Hoje é meu dia!", e assim o fez, por todos os dias que se seguiram. Foi apenas amor, negou - se a rotina de pensamentos vazios e a preencheu - se do que mais possuía: sua luz.
Quem não viveu amores, acaba escrevendo sobre eles. Imaginam suas versões inteiras, em contrastes com seus corações quebrados. As palavras são a solda que os unem.
Uma das melhores sensações que há, é a de deixar pra trás as coisas que você apenas via à sua frente. É como acordar e perceber que sua dependência não é de algo ou alguém, é apenas de si.
Valorize tudo que merecer o seu tempo. Principalmente no mundo onde só família é insubstituível ou indispensável.
Sua voz era como a flauta de encantar homens. Para dentro de si ela os levava, os consumindo, os tornando recreação. Havia perdição em seus atos, que descabidos e inapropriados ao senso comum, tornavam aquela mulher doce, gentil, delicada, em uma predadora. Sua fome não era de ter seus objetivos alcançados, e sim, de ter cada um em suas mãos. Passageiro ou momentâneo, ela queria apenas dizer que quando a pertenciam, não eram de mais ninguém.
Deixar de viver grandes momentos por não se achar suficiente é bobagem. Onde tá escrito que é você quem precisa provar algo pra alguém?
