Coleção pessoal de MarcioGermanodeFaria

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O barulho das palavras, às vezes, é ensurdecedor para quem as escreve.

Você ainda ouvirá seu nome, suas conquistas, agradecimentos, palavras de carinho, mas antes terá que morrer primeiro.

No tumulto da vida, que corre apressada e ruidosa, nasce um silêncio raro, quase sagrado, já escrito pelo nosso destino.

Uma alma feliz é aquela que habita um corpo que a acolhe por inteiro.

De fato, naquelas linhas esboçadas, os versos são tão dependentes que basta conceder-lhes existência.

As poesias são escritas para evitar espaços vazios em nossos pensamentos.

Caminhando pela orla de São Vicente, percebi que eu tenho sérios poemas mentais.

Destino não é apenas o lugar a que chegamos, mas aquilo em que nos transformamos ao longo dessa viagem silenciosa.

Na dimensão mais rara da alma, a Catedral permanece erguida como uma utopia esquecida entre o tempo e o infinito.

Ainda com vestígios do inverno,
a primavera chegou.
Mas nem tudo são flores.
Observo, em silêncio, o mundo se transformar,
enquanto procuro compreender
onde me encaixo
nessa eterna metamorfose da vida.

A crença sem consciência é apenas um cálice vazio diante do sagrado.

Sem querer soar piegas, às vezes somos como um bom vinho francês: esperamos que alguém nos encontre para descobrir o que há dentro.

Se não terminou bem, é porque não terminou ainda.

Consumi uma vida em meio a enganos, na ânsia de corrigir minhas imperfeições; talvez bastasse deixar a vida seguir seu curso natural.

Nossa mente é como um jardim: aquilo que cultivamos é o que floresce.

Envelhecer não é apenas contar os anos que passaram, mas dar sentido a cada um deles.

O que nasce de nossa imaginação nos resgata desse silêncio profundo.

Quase um diálogo silencioso com as ondas que vêm apagando minhas pegadas na areia, sem me deixar esquecer que, na vida, tudo é passageiro.

O tempo leva, o tempo transforma. Somos apenas areia que o vento dispersa.

Entre um passo e outro, deixamos pegadas de poesia pelo caminho.