Coleção pessoal de MarcioGermanodeFaria

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O que eram apenas resquícios… tuas águas ainda fluem em meu peito. Guardadas no silêncio das profundezas do oceano, podes ouvir a minha voz, pois sou onde o mar deságua os teus pensamentos.

Algo em mim desperta ao simples som do seu nome.

É incompreensível que ainda existam guerras que se pretendam santas na Terra. Talvez, no invisível que não nos é dado enxergar, até santos e anjos se enfrentem em combates que escapam ao entendimento humano, como se toda luta, em sua essência mais misteriosa, fosse uma tentativa de tocar aquilo que habita o reino do indizível.

Quiçá este seja o nosso refúgio: perder-se na mansidão deste oceano azulado, observando a calma das ondas. Desprovido da inquietude, misturo-me à natureza; ela me move, me comove. A orla me faz sentir parte dessa natureza infinita.

Ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, o tempo e o vento, às vezes, insistem em mudar o rumo, como se soubessem que certos desvios são necessários para nos levar exatamente onde precisamos estar.

Para entender a dimensão das águas, sua força e o curso de um rio, é preciso, primeiro, conhecer as suas nascentes. Algumas pessoas levarão dias, meses ou anos; outras, uma vida inteira.

Em nosso coração existem duas sementes: o joio e o trigo. Cabe a você decidir qual delas irá regar.

É verão de dezembro. O sol foi tão gentil enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Versos estes que mexiam com a minha inquietude, aquela que não doma o mundo selvagem lá fora, mas que é suficiente para me fazer vagante.

Ecos da alma, capazes de nos levar para tão longe, mas também de nos trazer para mais perto quando nos permitimos compreendê-los.

Como as águas escuras do Rio Negro, cheias de mistérios, assim eu te imagino.
Desconcerto-me diante dos teus encantos, dessa beleza estonteante que me torna simples e me faz apenas me deixar levar.
Pode até me chamar de Solimões. Serei apenas o curso do teu prazer.

O tempo, esse abismo silencioso entre um lugar e outro, recorda-nos que talvez busquemos nos galhos aquilo que só pode ser encontrado nas raízes.

Essa inquietude rompe o silêncio e percorre os espaços vazios que habitam dentro de mim.

Eu, tão imerso na corrente da vida, mal percebi que o passado é fugaz: escapa pelos dedos, atravessa os dias, costura memórias ao presente e, silenciosamente, escreve aquilo que chamamos de destino.

O silêncio costuma ser o mais eloquente dos comentários.

Conto os passos para medir o tamanho dos meus sonhos.

Caminhando pelos corredores da madrugada, ouvindo pensamentos que ninguém escuta.

A solitude nasce da escolha e do equilíbrio. Estar só é diferente de sentir-se sozinho.

Éramos tão ingênuos que acreditávamos que algumas pessoas seriam para sempre.

O caminho nasce quando você decide caminhar.

Cada escolha sua é um traço. Cada atitude, uma linha que, aos poucos, dá forma a esse caminho silencioso que nasce quando você decide caminhar.