Coleção pessoal de mairton_damasceno

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Não ter te encontrado foi o maior dos desencontros. Nunca senti o teu cheiro, nunca provei o teu beijo, nunca toquei a tua presença. Ainda assim, sinto tua falta. Como explicar esse vazio deixado por alguém que nunca esteve aqui? Talvez seja o mais belo e cruel dos paradoxos.

As lágrimas de um coração vazio são como gotas no deserto, pequenas demais para saciar a sede da alma.

Há tolos para quem as lamentações são a única herança que carregam pela vida.

Como eu gostaria de tocar Marte, beijar suas luas com o olhar e escutar os segredos que o cosmos sussurra ao infinito. Mas o que me resta agora? Apenas o espaço negro, vasto e silencioso, onde minha alma flutua entre lembranças e estrelas.

Tudo exige algo, a força para nascer e o sacrifício para morrer. Entre os dois, existe o tudo.

A consciência da morte é a liberdade do homem.

Quando a dor mais profunda tenta lançar-me às profundezas do inferno, você se torna meu sol em meio à escuridão chamada convivência humana.

Descubra o mundo dentro de si, e então conhecerá o tamanho do universo

Se vou para o céu ou para o inferno, ainda não sei! estou decidindo. Essa decisão me pertence

As consequências são os resultados das suas decisões; portanto, não reclame. Você foi sábio para decidir, seja forte para suportar

Viva a história que você quer contar

eu fui saudade o sal no rosto, a dor solitária, a angústia que ecoava no peito.
Mas já não habito esse corpo ferido.
Hoje estou livre.
Desço ao mar para sentir o sereno no rosto, o toque das folhas, a brisa que me atravessa.
Estou vivo.

Há uma paz silenciosa que só certas ausências sabem oferecer.

Há um cansaço em mim que se afasta do ruído das conversas vazias onde muito se fala, mas nada realmente é dito.

“Estar só não é não ter ninguém é ter perdido a própria presença dentro de si.”

Que valor tem a vida se você vive fugindo de si mesmo?
Se está em constante busca pelo outro apenas para não permanecer consigo, acaba deixando de compreender o sentido da própria existência pois, ao fugir dos seus demônios, afasta-se também de quem realmente é.

Passei pelo deserto. Lá encontrei uma árvore que me acolhia e me dava sombra e frutos. Mas o sol implacável do deserto a matou. Então tive de encarar o próprio sol queimando dentro de mim. Enfrentei o drama, atravessei a dor.
Mais adiante, encontrei um oásis. Nesse oásis havia outra árvore: oferecia sombra, frutos, água fresca e ventos suaves. Parecia abrigo, parecia salvação. Mas também ele ruiu. A árvore secou, as folhas caíram, a água se turvou e os ventos se tornaram tempestade.
Foi então que tomei consciência: o oásis só existia porque eu o havia criado. Era fruto de uma ilusão, uma repetição inventada para confortar a minha mente. Eu precisava acreditar que havia sempre um refúgio à minha espera.
Compreendi, enfim, que o que tornava aquele lugar especial não era o lugar era eu. Pois o deserto continuava inóspito. E, ainda assim, era dentro de mim que nasciam as sombras, os frutos e a esperança.

Respeite-se, ame-se e seja fiel a si.
O mundo não muda, mas você muda nele

Seja fiel aos seus princípios.
Coloque limites sem aprisionar a alma.
O mundo talvez não fique mais belo,
mas será mais justo para você.

Entre o presente e o nunca existem muitas coisas.