Coleção pessoal de mairton_damasceno
Justificar a sua culpa no erro do outro é afirmar, em palavras, uma inocência que os atos desmentem.
Culpar o erro alheio é vestir a própria culpa com palavras de inocência,
mas os atos, silenciosos e honestos, sempre revelam a verdade.
Suas companhias são como bússolas: se não estiverem em sintonia, a caminhada pode se tornar um fardo.
O mentiroso não engana ninguém: é a si mesmo que aprisiona. Cada mentira que conta é um véu lançado sobre a própria verdade, enquanto o diabo apenas observa e ri da ilusão que ele mesmo construiu.
O silêncio é a resposta mais profunda em um mundo que vive à beira do grito um refúgio raro, onde a alma finalmente se escuta.
Até a montanha, imóvel e silenciosa, contempla a beleza que se estende diante dela porque até o que não se move também sabe admirar o mundo.
Se você já amou, sabe que o sol queima mesmo à distância, que as estrelas seguem seu rumo sem pisar lugar algum, e que podemos tudo até perder.
Ao tentar compreender o mundo, o homem descobre que cada resposta pesa e, sem perceber, passa a carregá-lo nas costas, como quem leva o próprio destino embrulhado em silêncio.
A saudade é como a dor: nasce igual em todos os homens, mas em cada coração encontra um jeito único de doer.
O homem nunca habitará o céu, pois o céu não acolhe demônios e cada ser humano carrega os seus.
Talvez o verdadeiro ascender não seja subir, mas aprender a vencer as sombras que traz dentro de si.
A liberdade é a chave da solidão, porque todo caminho verdadeiramente livre nos devolve ao espaço onde só nós podemos habitar: nós mesmos.
Os rios não bebem de suas próprias águas, assim como as mães não vivem apenas para si, mas para os filhos que carregam no coração.
E o amor?
O amor segue a mesma lei: só encontra sentido quando se entrega, quando transborda para além de si.
O amor não prega peças ele crava pregos.
Fixam-se na alma como feridas que não sangram, mas doem em silêncio.
O amor sustenta, mas também aprisiona;
enche de luz, mas conhece as sombras que deixa para trás.
Quando você se depara com os fracos, não é por acaso é porque a sua força está em evidência.
A fragilidade alheia revela o tamanho daquilo que você suporta.
E, às vezes, o mundo coloca diante de nós aquilo que somos capazes de vencer, para provar que a verdadeira força não é ruído: é destino, é resistência, é a coragem silenciosa de permanecer de pé.
